Compartilhar

Outro dia me pediram um “resumo completo”, no máximo em “cinco minutos”, da “reforma trabalhista” e do eSocial, pelo “zap”. Alegando “não ter tempo”, o indivíduo demonstrava bastante pressa afirmando que “os grupos costumam salvá-lo” enquanto costuma anunciar com alarde que presta serviços de consultoria altamente especializada em “riscos fiscais”. 

Outro jovem, seguindo pelo mesmo caminho, queria entender todas as alterações de cálculos do “novo Simples”, a partir de janeiro/2018, trocando algumas mensagens pelo “zap” e após questionar uma mudança na alíquota (efetiva) de uma cliente, depois de ter procurado esclarecimentos em grupos, percebeu que se tratava de um trabalho onde tinha que “perder tempo com muita leitura”. Sugeri então ao profissional que perder tempo” lendo e estudando faz parte do serviço e lhe sugeri o texto consolidado da Lei 123/2006, incluindo todos os anexos atualizados. Colocando alguns dados de faturamento e despesas, queria “rapidamente, de preferência (sempre) pelo “zap”, o resultado sobre um planejamento tributário, mas a resposta não o agradou; primeiro, não uso o “zap”, segundo, com dados insuficientes, não haveria como fazer o cálculo pretendido, e eis que disponibilizei um relatório em PDF discorrendo sobe como levantar tais dados e identificar vantagens e desvantagens do “Novo Simples”, alertando sobre riscos com “custos intangíveis” na exposição ao Sped, quando se está fora do regime dito “simplificado”.

Na “expertise do zap”, há confusão de informação com conhecimento, característica de uma geração sem ambição para aprender, conhecer, investigar; trata-se de um perfil de “estudioso” que não está nem aí para explicar o “como” das coisas em que se dispõe trabalhar; contenta-se em fazer sem saber exatamente o mecanismo do que se está fazendo. Com o abandono do hábito da leitura, resta apenas “dar uma vista” e se tornar consumidor de manchetes e frases de efeito de “empreendedores de palco” com o deslumbramento de tecnologias que são utilíssimas, inclusive para aprendizado, mas que precisam ser aplicadas com sabedoria.

Isso não ocorre normalmente quando olho para o outro lado de minhas andanças profissionais, pela leitura de relatórios de mercado, um “vício” que observo em muitos colegas economistas e investidores que, não sei se por coincidência, não costumam usar muito o WhatsApp para essas coisas, nem são fãs de redes sociais quando precisam verificar fontes. A “regra de ouro” é muita pesquisa e leitura.

“Experts do WhatsApp” exercem com maestria a crença de que se pode dominar com profundidade, ao “toque de um botão”, assuntos complexos, que exigem tempo de estudo, muita leitura e maturação de juízos, para se ter uma razoável compreensão do que se pretende realizar intelectualmente. 

 

Comentar pelo Facebook (0)

Comentar pelo Google+ (0)

Comentar pelo WordPress (0)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *