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(ATUALIZADO EM 03/06/2018 13h11)

O novo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – Sistema FIEMG – Flávio Roscoe Nogueira, assumiu a entidade no último dia 24 deste mês com um discurso impressionante, digamos, politicamente incorreto, pelo menos para o tão domesticado meio contábil, importante linha auxiliar do gramcismo fiscal no Brasil, juntamente com a própria FIEMG, que concentra entidades em torno de um forte apoio ao projeto.

No discurso de posse, mencionando o presidente Michel Temer, Roscoe enfatiza os problemas dos tributos, dos juros e da burocracia do estado sobre o setor produtivo e pleiteia o cancelamento do Bloco K e do eSocial: “É preciso abortá-las”.

 

O pronunciamento, na íntegra, pode ser conferido no site oficial da entidade [2].  A FIEMG publicou uma matéria a respeito [3].

Corretíssimo. Bravo!

É preciso cortar, extirpar, eliminar e não “modernizar” algo tão apodrecido e que perdura há mais de 70 anos.

É preciso destruir o Big Brother Fiscal que o fisco vem implementando. Não apenas cancelar o eSocial e o Bloco K, mas também toda a parafernália de PVAs do Sped. Tal propósito é o que deveria estar na pauta do setor produtivo, de movimentos liberais e de todo indivíduo que tem um mínimo de zelo com a própria liberdade.

Porém, não creio que exista alguma chance de algo assim prosperar. Desejo muito estar enganado. Gostaria muito de ser surpreendido! O que Roscoe propõe enseja um enfrentamento contra um imenso poder corporativista que vive do “Custo Brasil”; só poderia ser realizado, com possibilidade de êxito, mediante apoio de movimentos liberais e diversos segmentos do empresariado, bem articulados e com força política. Não vejo nem uma coisa, nem outra.

Certeza mesmo tenho é que não será formando experts no lixo regulatório-fiscal, preparando profissionais para aberrações do Sped e do eSocial, que o ambiente de negócios no Brasil terá condições de se organizar minimamente para lidar com a acirrada competitividade global, com uma demanda sempre insaciável por criar dificuldades para se vender facilidades, alocando indevidamente recursos com exigências que só interessam, além dos que exploram os riscos fiscais, ao aparato estatal de compulsão e coerção.

Fica o registro.

Leia também “Por que o eSocial deve ser destruído” e “O que é e-Socialite?“.

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Notas:
  1. Palavra do Presidente;
  2. Confira o discurso de posse do presidente eleito. Palavra do Presidente;
  3. Matéria no site da FIEMG.

 

 

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