A tentativa do partido do “socialismo e liberdade”, o PSOL, em limitar o WhatsApp [1] sob o pretexto das “fake news” é uma oportunidade para mostrar – a quem não sabe o que é o fascismo – que o fascismo está poderoso e operante entre os que costumam acusar de “fascistas” quem defende a liberdade.

A turma do “socialismo e liberdade”, uma “bela” combinação, normalmente lacra contra aqueles que cometem o “crime” de defender que cabe a indivíduos decidirem o que fazer, ver, consumir, compartilhar, falar, ouvir, assumindo responsabilidades e consequências pelos seus atos, mediante o que propagam, se sujeitando à seletividade da população, em vez de centralizar controles  nas mãos de burocratas e políticos do estado que não podem escapar do aparelhamento e sempre acabam promovendo partidarismo, coerção e totalitarismo enquanto seguem na boquinha estatal para viver à custa dos outros.

E eis que tentaram restringir meios de comunicação em massa… Um fascismozinho aqui, outro fascismozinho acolá… Não! Devo estar enganado, quem sabe são um espécie nova, seriam uns “fascistas do bem” ou “fascistinhas”, sujeitos bem intencionados que querem controle social para salvar a humanidade do “excesso”  de liberdade através do deus estado, tratando eleitores como incapazes de cuidarem de si mesmos, mas capazes de elegerem quem possa governa-los, o que me parece ser algo tão “coerente” quanto a união que apregoam (“socialismo e liberdade”).

Fascistinhas… Contundentes… Determinados… Doutores do controle da vida alheia, cheios de si, mas que mijariam nas calças se tivessem um encontro com Stalin, Che Guevara ou Fidel, que colocaram muitxs companheirxs no paredão.

E se fascistinhas do PSOL chegassem ao poder?

Como seria um governo tupiniquim segundo a turminha do “socialismo e liberdade”?

Fico a pensar, se indivíduos saíssem de porta em porta pedindo voto em favor de pessoas que a turminha do PSOL não gosta, espalhando “fake news” que não são piores que as notícias verdadeiras sobre partidos e políticos…  Fascistinhas do PSOL fariam alguma regulação que as impedisse de ir e vir? Contariam com a delação de pai sobre filho, filho sobre pai, irmão sobre irmão?

Eu aqui com meus botões, cheio de dúvidas, imaginando empresários reunidos (poucos que ainda resistiriam na economia fascista do “socialismo e liberdade”), sem envolvimento partidário, agindo contra os interesses da turminha tão bem esclarecida, ainda sonhando em poder se defender de pilhadores do patrimônio, onde o PSOL tem experts… A acusação de “caixa dois” por promoverem propaganda, sem qualquer vinculo de subordinação com comitê de político adversário do PSOL, seriam uma gentileza suficiente para criminalizar quem recebeu o apoio? Fascistinhas fariam uma lei proibindo militância voluntária e independente, para intimidar quem não agrada o Partido? Criminalizariam quem assim procedesse?

Que orgulho danado vocês, fascistinhas, dariam ao camarada Mussolini…

Se indivíduos militantes que contrariam as boas intenções de fascistinhas do PSOL, decidissem “conspirar” usando o telefone em massa para pedir apoio contra quem o Partido tem como adversário…. Oh fascistinhas,  iriam fazer uma lei limitando este “atentado” contra a democracia, impedindo o volume de ligações? Quem sabe fundassem um “Ministério da Internet” para coordenar uma Agência Nacional de Redes Sociais…  Mas não esqueçam que um “Ministério da Verdade” seria o corolário do vosso plano de salvação da sociedade democrática.

Nada melhor do que ser um fascistinha em uma agência reguladora responsável por dizer a “verdade” para, finalmente, dar um basta às “fake news” do mundo e curar a humanidade que gosta de dizer verdades contando mentiras!

Se… Se…. Nada de “se”, é “socialismo e liberdade”, diriam ao reacionário ultra liberal autor deste texto?

Fascistinha é Slava com arco-íris!

Quanto mais o estado se intromete na vida dos indivíduos, mais o fascismo se expande, mais o indivíduo se encolhe e mais fascistinhas do PSOL sobem pelas paredes à beira de um orgasmo. Se limitar funções do WhatsApp não resolvesse, fascistinhas do PSOL tratariam de providenciar o bloqueio do aplicativo, não é assim? É lei, tem que cumprir, e não se discute mais isso! Se não funcionar, suspenderiam a internet, não é fascistinhas? Cortariam todas as linhas telefônicas caso seus adversários políticos voltassem aos anos 1980, naquelas horas de bate-papo tipo 145, contando anedotas para ridicularizar políticos e espalhando boatos na mais corriqueira essência humana de conversar besteiras misturando fantasias com coisas reais, hein fascistinhas? Melhor retroceder um pouco e cortar logo a energia elétrica, apreender computadores, e para garantir, geniais fascistinhas do PSOL, proibir telex, fax e qualquer meio que facilite a comunicação em massa, pois só assim seus guardiões camaradas garantirão a “lisura” de eleições ou de qualquer coisa feita pelo papai estado.

Fahrenheit 451. Queimem os livros! Ditadura LGBT… Héteros não passarão!

Vós, fascistinhas do PSOL, mestres da engenharia social e seus “intelectuais” de universidades decadentes, aparelhadas, pagas com o dinheiro tomado à força dos outros, devidamente “capacitados” para decidir o que deve e o que não deve ser dito, escrito, ouvido e compartilhado… Fico pensando que a sociedade de fascistinhas invasores de propriedades e controladores do “zap zap” em nada deveria à sociedade de “1984”.

Fascismo… Uma visão política tão popular (e muitas vezes reverenciada por quem não sabe do que se trata) que só vem se fortalecendo desde a execução de Mussolini e a derrota de Hitler. Está vivo e operante, é ambidestro e conseguiu se camuflar no gramcismo, pegando carona na Escola de Frankfurt. Sutilmente, segue disseminando cultura de estado que engloba intervencionismo na economia, a serviço do compadrio para o controle de meios de produção e extorsão de empresários, propagando regimes de planejamento central massivo, inúmeras restrições a individualidade em prol do coletivismo (quase sempre de cunho sindicalista). Segue na pauta por regulação da imprensa e dos meios de comunicação, e se torna mais evidente no culto a personalidade sempre  “messiânica”, tudo, obviamente, convergindo ao estado como centro de gravidade da vida em sociedade.

O termo “fascismo” foi um neologismo (à época) criado por Mussolini para definir práticas antigas que nunca serão abandonadas na política. Mussolini sistematizou e deu um nome ao que pela história foi velho desde o dia que nasceu: a luta pelo poder puro de mandar nos outros. Hitler fez o mesmo e chamou de “Nacional-Socialismo” (Nazismo), com a velha estratégia de se focalizar em “inimigos comuns”, dando um toque de racismo como meio de fortalecer o coletivismo nacionalista. Vargas foi uma versão à brasileira, suave, mas nem por isso deixou de ser ditatorial, e batizou a coisa de “Estado Novo”. O petismo é outro modo de fascismo, que considero o mais sofisticado que já vi, do tipo mais gramcista, infiltrado em várias entidades importantes da sociedade e defendido com uma paixão insuperável por incautos. O período militar (1964-1985) também teve traços fascistas, sobretudo na economia e na manipulação do Congresso. E a turma do PSOL tem a sua versão arco-íris. Em suma, “fascismo” é o que resta do socialismo na prática (política): coerção, planejamento central, coletivismo, engenharia social, até se chegar em uma ditadura.

Fascistas, fascistinhas, formuladores de políticas públicas, engenheiros sociais… Pragas. E o mundo padece em uma epidemia de pessoas que se entregaram ao “caminho da servidão”, crentes que defendem a liberdade se associando a este tipo de gente.

O fascismo deve ser estudado para ser combatido, mas tão somente no lar e em organizações livres das escolas reguladas pelo MEC, a mais fascista instituição do Brasil, para que todos saibam que a liberdade é um bem precioso que não se troca por nenhuma promessa política, tampouco por algum aparato estatal.

 

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Nota

1. PSOL pede que TSE determine ao WhatsApp restrições nos serviços do aplicativo

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