[1]

Do lugar mais fundo e denegrido

O ouro negro não se encontra

De uma tempestade no deserto circunda

Ao círculo de Judas foi trazido.

[2]

“É o pai! É o pai!”, gritou um devoto de Maomé.

“Quero o sangue!” clamou uma multidão cambaleante.

Cornígeros demônios açoitando

Com grandes azorragues que não cessam.

[3]

“Este Céu está estranho”, disse a alma republicana perdida.

“Aos hipócritas te juntarás”, decretou o corno-mor ensandecido.

“Com capa e capuz de chumbo serás errante”, deu o alarido.

“Por toda a eternidade o duro manto?”, indagou o sentenciado.

[4]

“É a pena dos fraudadores da Casa Branca”, tripudiou o acusador.

Ao desespero de tão penetrante dor denunciaram os errantes.

A alma ianque de corrupto corpo se grangrena o dana

Clama em vão na caverna insana.

[5]

Reis sauditas e um tirano de Bagdá mutilados gemiam

Em um recinto imundo globalistas esquartejados o recebiam

Infalível justiça a raça ímpia de Frankfurt e Gramsci delirando

Peles de banqueiros esfoladas se contorcendo.

[6]

“Este aqui será o cantinho do filho”, quando a hora dele o cruento destino reservar

Disse o corno-assistente um canto entonando

Enquanto Osama mísero se prostrando

Assassinos ao centro de Lúcifer caminhando.

[7]

 

 

 

________________________

Notas
  1. 07/12/2018 Inspirado na Divina Comédia, de Dante Alighieri
  2. Inferno. Canto IX
  3. Inferno. Canto XVIII
  4. Inferno. Canto XXIII
  5. Inferno. Canto XXIX
  6. Inferno. Canto XXIX
  7. Inferno. Canto XXXIV

 

 

 

Comentar pelo Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *