A primeira lei da economia é a escassez, isso dr. Thomas Sowell sintetiza muito bem. A economia é, basicamente, a ciência da escassez. Outra lei pode ser conhecida através das obras do dr. Hayek: eu a chamo de lei do “não sabemos”. Não sabemos o que um consumidor vai querer precisamente, com 100% de acerto. Podemos saber o que ele quis ontem e hoje, em certo grau, há alguns meses podemos saber, mas ele pode mudar de ideia, pode ter outras necessidades, outros desejos, e isso é muito subjetivo. Hayek chamou isso de problema da “dispersão do conhecimento”. Simplesmente não sabemos o que se passa na cabeça das pessoas. Isso é óbvio não é? Contudo, políticos sugerem que eles sabem tanto como os deuses possam saber, ou seja, que eles são economicamente “divinos”, quando propõem controles nos mercados. Então, a lei do “não sabemos” está no mercado. Apesar da nossa mortal condição de não sabermos, políticos sugerem que eles sabem, ou seja, que eles são “divinos”, quando propõem controles nos mercados.

Então, a lei do “não sabemos” está no mercado… Empresário, investidor, empreendedor; aquele sujeito amaldiçoado no Brasil e que se arrisca a ofertar bens e serviços, com base em alguma informação do passado que extrai de algum mercado, mas nunca sabe o que vai acontecer; há uma leve presunção e faz assim estimativas, as vezes acerta, outras vezes erra, e quando erra, ajusta a oferta. É assim que funciona o mercado, na base da “tentativa e erro” e isso pode ser visto nos preços. Mas sempre há economistas achando que podem “prever o futuro”. Taleb manda lembranças…

O mercado não é um deus, nem um velhinho sábio de barba branca decidindo nosso futuro, determinando os preços das coisas por todos. O mercado é um momento, um flash, de decisões que foram tomadas por milhares, milhões ou bilhões de agentes econômicos ofertando e demandando bens e serviços. O mercado é a natureza humana e regulá-lo, evidentemente, é possível, mas terá consequências. Intervenção no mercado se assemelha a intervenção na natureza; o homem vai e faz as coisas, achando que não terá consequências; depois ocorrem enchentes, rompimentos de barragens, enfim, tragédias. Um exemplo: Em 2012 e 2013 Dilma resolveu subsidiar juros para caminhoneiros. Então, muitos compraram caminhões e se endividaram. No entanto, a economia não produziu o suficiente para a oferta de caminhoneiros com caminhões novos e eles, endividados, viram os preços do frete desabarem. A política de expansão de crédito feita por Dilma, inchou o mercado de oferta, enquanto a demanda por frete não acompanhou. Caminhoneiros então passaram a reclamar dos preços, todos endividados e com o agravante dos combustíveis ficando mais caros para cobrir parte do rombo da corrupção da Petrobras, gerado pelo… Governo! Foi o governo que provocou tudo: expandiu crédito, distorcendo o mercado, usou o monopólio da Petro para encarecer combustíveis… O governo é sempre o grande referencial em termos de ignorância sobre a lei do “não sabemos”.

 

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