Imenso desafio ir a um mercado para oferecer um produto que as pessoas não estão nem um pouco acostumadas a consumir, incluindo ideias pré concebidas, desconfiança generalizada que dificultam a geração de valor de referência na avaliação do que se propõe a fazer.

Um produto à sombra de um outro de grande sucesso e que fica imediatamente fadado ao segundo plano? Marta é uma desbravadora do mercado feminino do futebol enquanto produto de entretenimento; ela enfrentou a falta de prestígio, o PRECONCEITO em torno de um esporte dominado pelos homens, a pouquíssima disposição dos consumidores.

Teve que “chorar no começo para rir no fim”. como dissera em uma recente entrevista após a partida contra a França. Enfrentou estádios vazios, falta de patrocínio e todo tipo de desprezo sobre um produto relativamente novo em termos profissionais. Justifica-se, em parte, a desconfiança do público; faz parte do mercado que todo produto não convencional passe por um processo de maturação que depende exclusivamente de reações dos consumidores que influenciam os que se dispõem a investir. Fato é que Marta fez um investimento de altíssimo risco que ocupou boa parte de sua vida produtiva e… VENCEU! Hoje ela tem um excelente produto na praça que é o SEU NOME, o seu prestígio, o seu futebol respeitado em escala mundial.

Marta, uma guerreira empreendedora do mercado da bola.

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