Não sei quase nada sobre o problema da preservação da Amazônia, certamente, um dos mais complexo da história politica da humanidade.

É o tipo de questão que demanda muita leitura, oitivas, conhecimento profundo sobre muitos lados, começando pelos nativos, passando pelos ambientalistas, antropólogos e outros cientistas, muitos que dedicaram a vida inteira para o tema e sempre devem ser bem considerados [1], até se chegar nos empreendedores, também importantes até para gerar riqueza que possa ajudar a resolver o problema em consonância com o fato de que o ser humano é um agente de economia, porém tais são sempre vistos como os vilões do impasse.

Não sei quase nada sobre tudo isso para ter uma opinião minimamente bem embasada.

Estou lendo coisas antigas e novas; aqui estou ouvindo, meditando e crendo que ficarei assim por um longo tempo… São muitas visões de mundo conflitantes e enquanto isso, ouço e leio também que a face da terra conta com notáveis “especialistas” neste delicado assunto que, miraculosamente, também conseguem ser astros do esporte, estrelas do show business, animadores de auditório, entre outras atividades que demandam significativo tempo.

Talvez, se não tivesse tanta aversão ao livre empreendedorismo de mercado no Brasil aplicável à infraestrutura inclusive, para que parte do recurso natural seja transformado em riqueza (capital). Mas então o lado considerado vilão  olha, vê um estado que é muito interventor, carência de infraestrutura (falta de portos, aeroportos, estradas, ferrovias, etc e tal, e se alguém propor dinheiro de fora para fazer, até hoje, é visto como traidor da pátria), a distância enorme de grandes centros, riscos iminentes de doenças e muita dificuldade de interação com os nativos, então, sem dúvida se torna bem mais interessante pegar a expertise da extração e levar as mudas. Agora, imagino a Amazônia sendo um problema mais de iniciativa privada, com permissão de abertura ao capital estrangeiro para a infraestrutura, licenças ambientais para pequenas unidades relativamente autônomas, aldeias, cidades, condados, microrregiões, sempre para lotes pequenos, limitados, de florestas e com um comprometimento mutuamente consensual para que a ação humana se conecte da preservação ao mundo dos negócios. Infelizmente, com o estado tomando à frente de tudo (e o fiasco da Transamazônica?), parece até mais cômodo concentrar o problema mais pelo lado ambiental/estatal e denunciar o sovietizado estado brasileiro por falta de zelo com a imensa floresta. Tudo me parece ser mais um joguinho de cena para que oportunistas do mundo inteiro digam: “olhem, o governo do Brasil não é capaz de cuidar da floresta!”. Claro que não é, e qual seria? Pois algo daquela magnitude precisa ter vários agentes atuando sob a égide de que a preservação também é um negócio, em especial para as pesquisas e o turismo.

O meu “talvez” no parágrafo anterior carece de ser lido levando em conta a minha ignorância  sobre questões ambientais e sob uma potência matemática infinita, contudo, nada afeta o que está 100% correto na minha sequidão acerca de uma obviedade no dilema amazônico: a floresta tem que ser preservada! Problema este que gera infinitas proposições, muitas das quais violando o bolso alheio (e enriquecendo os dos supostos “zeladores”). Neste aspecto, nem europeus nem norte americanos têm moral alguma, olhando para o que diz a história da preservação e exploração em seus territórios e, sobretudo, no que fizeram nos alheios, para dar palpites sobre o arraial tupiniquim. O mesmo pode ser dito sobre países mais alinhados ao delírio socialista, para isso basta ver o que o governo de Cuba faz planificando a economia, e entre tantos tópicos, há a cana de açúcar naquela bela Ilha gerando sérios danos ambientais, enquanto o partido único e comunista se porta como se nada tivesse a ver com o problema [2], mesmo com seus camaradas estando no poder desde 1959. Não que isso seja um problema exclusivo dos cubanos, mas lá é o estado que tem a batuta geral, não é mesmo? Também penso no que faz a Coreia do Norte com os testes nucleares e não vi nenhum defensor da natureza alinhado com regimes socialistas reclamar de tais atos. Desta mesma maneira, medito no que fez a extinta URSS na escandalosa morte do Mar de Aral e na tragédia de Chernobyl [3], e o que faz o governo da China no capitalismo de laços (economia fascista) que fomenta a liderança de emissão de gases, sem falar dos EUA, que não são “flor que se cheire” na matéria.

Enfim, o que vejo em minha tosca visão de leigo em Amazônia? Um mundo rodeado de hipócritas querendo dar lição de moral em hipócritas brasileiros.

 

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Notas:
  1. Desde de que sabendo identificar e separar influências ideológicas partidárias de ambientalistas que misturam ciência com politicagem. Se tal separação não for feita, o ambientalismo será travestido de socialismo.
  2. Ver Cuba adverte sobre a perda da diversidade biológica na ilha, a política de estado normalmente é assim: quem tem participação direta nas causas dos problemas criminaliza os outros, em especial da iniciativa privada, para então se apresentar como suposto agente de resgate; direitistas são bons nisso e comunistas são doutores insuperáveis na prática.
  3. Ver o capítulo 9 de “O Livro Politicamente Incorreto da Esquerda e do Socialismo”, de Kevin D. Williamson.

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