Um conservador será identificado cultivando valores no âmbito de sua competência privada, incluindo a educação como processo (sobre filhos e demais membros) como algo prioritariamente sob o controle das famílias, que são espaços privados que representam a base da ordem social e o vetor que viabilizou o que conhecemos hoje por civilização.

Um conservador não quer impor sua visão de mundo a ninguém, mas não abre mão da autonomia do seu lar.  Olha para a sociedade e procura compreender como ela funciona, podendo até propor mudanças que podem ser aceitas ou não, de acordo com a vontade de cada indivíduo e a ordem natural que se evidencia. O conservador diferencia lei de legislação. Lei está para a ordem natural, legislação está para regramentos de um aparato político abstrato, como é o caso do Estado. O conservador é um cético, reticente a intervencionismos e regramentos positivistas que visam “corrigir” a sociedade de cima para baixo, por um poder central.

Um progressista/socialista vai colaborar para que o aparato compulsivo e coercitivo chamado “Estado” esteja acima ou no mesmo nível de poder decisório das famílias, o que faz com que valores e processos em geral (incluindo os educativos) sejam impostos através do Estado. É por isso que progressistas são tão invasivos em assuntos que deveriam estar aos cuidados das famílias.

Um  progressista quer mudar o mundo partindo do tal aparato coercitivo, se legitimando por processos democráticos que mascaram planos de controle social e destruição de liberdades. Quando um político se diz conservador impõe o aparato do Estado para satisfazer seus desejos ou de um grupo que representa, está na verdade se comportando como um progressista/esquerdista. Isto posto porque um progressista está para “políticas públicas”; um conservador está para a autonomia das famílias e uma ordem natural na sociedade, com valores que são facilmente observados, e que podem mudar ou desaparecer ao longo do tempo, em algumas circunstâncias.

Um conservador não é contra mudanças e inovações; é contra a imposição de mudanças por aparatos coercitivos que violem a liberdade das famílias e dos indivíduos.

Um conservador vê a propriedade privada como coisa sagrada… Um progressista/socialista tem na propriedade privada um alvo para destruição.

Se um sujeito defende que um aparato coercitivo proíba a circulação de algo que não o agrada moralmente, isso não passa de censura.

Se defende censura (no conceito que defini acima) e se diz “conservador”, ele não sabe o que é o conservadorismo na raiz.

Um conservador vai olhar para os quadrinhos de heróis em um beijo homoafetivo (na Bienal) e pode suscitar questões éticas, tanto para denunciar, como para promover um debate sério na sociedade sobre o que considera polêmico, mas nunca vai impor restrição através de um aparato coercitivo.

Um conservador vai restringir aquilo que não aprova, de acordo com a ordem natural que preserva em seu lar; em seu lar…  Nunca vai impor aos outros sua visão de mundo.

O que o prefeito Marcelo Crivella não foi nada conservador; sua atitude ajudou o “vitimismo” da esquerda ao mandar recolher o conteúdo que julgou impróprio; foi apenas uma burrice típica de políticos que querem agradar demagogicamente um eleitorado-massa que pensa que é conservador.

 

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