O discurso político, não raramente, é construído para ter mais de um sentido, composto por camadas rasas de análise para alcançar o público mais cobiçado por todo político de grande alcance: o analfabeto funcional, sujeito que é incapaz de compreender textos simples, por si mesmo, e assim, se torna fácil de ser manipulado. O político não pensa, quando discursa, em atender às exigências dos mais esclarecidos, pois sabe que pode contar com a idiotice da maioria para abafar os críticos bem embasados.

Político discursa sob mais de um sentido também por medida de precaução, visando se apropriar adiante do que lhe for mais conveniente, de acordo com as circunstâncias. Ficará com a interpretação que melhor agrade a massa de idiotas que cultiva.

Por isso, o discurso político precisa ser analisado sempre sob um contexto sociológico e não apenas pelas ideias que contém.

Jamais se deve ter como parâmetro de confiança um discurso político.

O principal material de trabalho de todo político de massa é o idiota útil. Tanto no meio dito de “esquerda”, como o de “direita”. O político de grande alcance precisa estimular a idiotice, fazer com que os estúpidos e ignorantes se sintam importantes, representados, enquanto os explora como ferramentas de guerrilha social contra críticos, de fato, melhor esclarecidos, bem preparados. Por isso há lulistas, bolsonaristas e tantos outros militantes apaixonados que pensam que realmente são relevantes, esclarecidos e detentores de uma verdade universal, para salvar a sociedade, sendo o seu líder o guardião intocável. Lula e Bolsonaro que o digam…

Quando filho briga com pai, irmão com irmão, amigo com amigo, por causa de um político, sujeito que vive sob às custas de todos e quando erra (e isso é bem comum) gera conta para todos pagarem, então, o objetivo do político em questão foi alcançado; ele conseguiu ficar em um nível superior. A briga por causa de política é o principal sintoma da idiotice útil.

A lei maior é quanto mais idiota for o eleitor, melhor. Uma forma de manter a idiotice sempre em alta na sociedade é proporcionar entretenimento, isso os romanos faziam na antiguidade (pão e circo) e, hoje, CONTROLAR O SISTEMA DE EDUCAÇÃO. É através do Ministério da Educação que os políticos formam os idiotas do amanhã, inclusive para terem diplomas de mestrado e doutorado. O controle da educação possibilita construir uma estrutura para disseminar narrativas através de livros aprovados, grades curriculares e professores alinhados. Essa estrutura vai garantir ao político a multiplicação de idiotas através do ensino regulado pelo Estado.

Na democracia, o voto de um analfabeto funcional vale tanto quanto de alguém realmente esclarecido. O voto de um criminoso vale tanto quanto o voto de um honrado chefe de família. A democracia é um socialismo de valores que degenera a sociedade.

E é por isso que os piores sempre chegam ao topo do poder.

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