Nada contra os assim chamados “mais jovens”. Prefiro os assim chamados “mais velhos”. Ouvi-los, observa-los, medita-los.

Os assim chamados “mais velhos” podem ser taxados de ultrapassados, “jurássicos”, arcaicos, morosos, mas tudo isso para mim indica qualidades. Dentro de cada história longamente vivida há um contexto para ser conhecido, compreendido, com ensinamentos para serem tomados que podem ser explicitamente compartilhados ou até mesmo, involuntariamente repassados, quando simplesmente paramos para observa-los, simplesmente observa-los… Os mais velhos…

Parar para observar os trejeitos, a forma de falar, o estilo de raciocinar e o histórico de vida.

As melhores lições que tive no trabalho foram com os mais velhos. Confesso que muitas vezes não me senti confortável em meio a minha juventude e imaturidade; hoje percebo o quanto foi importante ter alguém bem mais experiente para fazer um contraponto nas coisas que eu estava fazendo.

Os assim chamados de “mais jovens” têm mais força, mais agilidade, mais conectividade com o mundo, mas não possuem certas impressões digitais ou “mãos calejadas” de tantas experiências, dissabores que muitos velhos possuem. É verdade que idade não é sinônimo de sabedoria, mas há uma sabedoria intrínseca, natural, nos mais velhos, independente da sabedoria formal que possam ter ou vontade de repassar. É uma sabedoria na própria história de vida; os erros que cometeram, reconhecidos ou não, concentram esse tipo de sabedoria que estou pensando. Se tivermos paciência, humildade e respeito pelos que viveram inúmeros momentos que não vivemos, podemos extrair lições simplesmente “ouvindo” ou “vendo” os mais velhos passando diante de nossas vidas.

O verdadeiro respeito está na atitude de ver no mais velho aquilo que, talvez um dia possamos ser; mais velhos!

Então, se um dia chegarmos lá, e nos tornarmos tão mais velhos, que possamos aprender que a velhice é um conceito além do tempo; revela um status da existência onde há um saber que não tem juventude que possa superar.

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