O eSocial não é um produto originado do mercado. Não está baseado em uma livre oferta de agentes econômicos para solução de um determinado problema de economia. O eSocial deriva tão-somente do corporativismo em torno do Estado e está baseado em três elementos moralmente questionáveis: 1-Compulsão (do Estado, para controles sociais, Big Brother Fiscal); 2-Coerção (do Estado, mediante o fisco como obrigação de fazer sob ameaças); 3-Lobby (no Estado, para beneficiar os que exploram o projeto economicamente).

O eSocial gera muito emprego? Claro que sim, NO MEIO CONTÁBIL BRASILEIRO, que está orientado para a servidão em torno do Estado, porém, este não é o problema central. O eSocial gera empregos na burocracia, que nada mais é do que um meio de transferência de recursos oriundos do setor produtivo (e não poderia ser outro). A burocracia consome riqueza. A questão essencial é saber se o eSocial gera valor para a sociedade econômica. Ao olhar para o discurso de simplificação por unificação de obrigações acessórias, e isso desde julho de 2013 quando ganhou publicidade e saíram aqueles primeiros leiautes, parece que sim, mas apenas parece… Pouca coisa mudou do ponto de vista da narrativa e da estrutura do projeto. Nada mudou olhando para o modelo operacional. De forma dedutiva, foi possível identificar que o eSocial não funcionaria, considerando as promessas de seus idealizadores. Esse problema foi largamente tratado por membros deste grupo e creio que seja um assunto encerrado.

Voltando à pergunta fundamental, entendo que seja necessário, para evitar preconceito, analisar se o eSocial está atingindo os objetivos traçados no projeto, sendo um deles, diminuir a burocracia e outro reduzir custos no meio produtivo. A resposta é única para os dois questionamentos: um categórico NÃO. Outro fator é ver que desde 2013, quase sete anos se passaram, e o projeto está longe de atingir o nível alto de implantação. Isso por si só é um fator para desqualificá-lo quando afirmam que o projeto é uma realidade. Outro ponto é que o eSocial estabelece ocupações que fazem parte de uma estrutura que encarece o setor produtivo além das relações naturais de mercado, aumentando o escopo dos controles do Estado na economia, elemento que inibe investimentos livres, comprometendo a inovação e o empreendedorismo, outros fatores que implicam na carência de uma economia baseada na espontaneidade, isso posto porque o eSocial aumenta o temor de empresários e investidores com o Big Brother Fiscal, elevando a precificação de riscos e, por isso, aumenta custos operacionais, além de que o projeto dá mais poderes a burocratas do Estado. sujeitos que são inevitavelmente aparelhados em termos políticos. O ESOCIAL GERA MUITOS EMPREGOS ENQUANTO DESTRÓI MUITO MAIS EMPREGOS QUE SERIAM GERADOS EM UM AMBIENTE MENOS INTOXICADO PELO ESTADO. Em economia é sempre fundamental analisar se os danos são maiores que os benefícios. O eSocial danifica muito mais que beneficia a economia em termos de mercado; essa minha constatação vem por dedução (a priori) e por indução, observado os FATOS, considerando os RESULTADOS.

Contudo, o eSocial, na prática, FRACASSOU quando olhamos para os RESULTADOS; não alcançou as metas previstas para o meio produtivo. Então, por que ainda está em operação? Para atender ao terceiro elemento de sua composição nefasta: o lobby. A corporação do Estado sempre opera em favor de lobistas e o eSocial é vetor nessa engenharia de capitalismo de laços. Não é relevante para lobistas se o projeto é benéfico para quem gera riqueza, ou seja, se está dando os resultados previstos no discurso de simplificação da burocracia e redução de custos; o mais importante é manter o projeto em operação para conservar o processo medonho de transferência de recursos do meio produtivo para o meio burocrático. Então, do ponto de vista das eSocialites, o eSocial é uma oportunidade para tomar recursos de forma constante, periódica, sempre com base na coerção, de quem produz, daqueles que geram valor na economia. Evidentemente, se trata de um projeto altamente danoso para o sistema econômico, promovendo o que economistas chamam de “alocação indevida de recursos” ou seja, gestores privados são obrigados a retirarem recursos que deveriam estar sendo aplicados na cadeia produtiva, para atender a uma demanda de coerção que não gera valor econômico, forçada por regulações do Estado.

Do ponto de vista de uma eSocialite, o eSocial é uma grande fonte de enriquecimento. Do ponto de vista de quem produz, é uma despesa a fundo perdido.

Não adianta, meus prezados camaradas, debater com eSocialites porque o raciocínio delas está eticamente ancorado em coisas que desprezam a LIBERDADE, o MERCADO e a ÉTICA do respeito ao EMPREENDEDOR. As eSocialites vivem apenas pela compulsão, pela coerção e pelo lobby. São pessoas alienadas da civilização que foi construída com base na LIBERDADE ECONÔMICA, na DIVISÃO DO TRABALHO, por COOPERAÇÃO ESPONTÂNEA e no ZELO DA PROPRIEDADE PRIVADA, e isso envolve a ECONOMIA DOS DADOS, das INFORMAÇÕES PESSOAIS. O que as eSocialites defendem é infame, degenerador para uma sociedade se desenvolver livremente. No entanto, quando o assunto é o eSocial, creio que não seja necessário mais debater com eSocialites, que não passam de militantes do fascismo do fisco digital; basta que analisemos os RESULTADOS do eSocial, desconstruindo assim a narrativa que vem pelos discursos. No Brasil, “políticas públicas” sempre são avaliadas pelos discursos e não pelos RESULTADOS. E o eSocial não foi diferente. Agora, se o eSocial estivesse sob uma gestão privada, não tenho dúvida que todos os seus projetistas, assim como os seus apoiadores estariam DEMITIDOS, o primeiro grupo por INCOMPETÊNCIA e o segundo por IRRELEVÂNCIA no processo produtivo.

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