Do alto da montanha um franzino “giovane” se aproximou com um olhar pálido e despretensioso. O adverti da inconveniência de sua presença, no entanto, ele insistiu, talvez estimulado por outro ex-bolsomínion cujo cérebro consistia em músculos “sarados” e tatuados com louvores ao “mito”.

Apresentou-me uma demanda aparentemente boba, sem segundas intenções: “Pastor, por que há tanto interesse por política?”. Um olhar áulico… Decidi apresentar-lhes com um preâmbulo do poder de sedução que há no espírito humano combinado com as expectativas que são criadas com a política e como esse processo termina nas mãos dos mais desprezíveis da sociedade, mediante as ilusões de liberdade na democracia e as coerções do estado,  tudo visando proporcionar uma vida de parasita para quem tem a batuta política sob a arte de ser bancado pelos outros, se passando como bem feitor da sociedade, em especial para os mais carentes. Então, foram oito breves ponderações:

I. A política é sempre cativante e sedutora, quase irresistível. Fascina o debutante, marinheiro de primeira viagem, seja do tipo espertalhão (o mais comum), seja o que fracassou na vida profissional ou seja o que vive relativamente bem mas não está satisfeito com e assim sonha em poder avançar mais na pirâmide social exercendo uma atividade onde arriscará o dinheiro dos outros, tomando proveito de um corporativismo que inviabiliza grandes punições a si mesmo na mesma proporção do dinheiro que a política proporciona a administrar, assim podendo se enriquecer enquanto finge que está ajudando os mais carentes;

II. Outro candidato político do tipo neófito, que faz o papel de bobinho no jogo de poder, pensando que pode mudar o mundo para melhor, através de ideias onde pensa ser a política (no estado) o único caminho para implementa-las. Isto posto porque há politicas privadas, da mesma forma que negócios privados. Trata-se de um sujeito bem intencionado, que facilmente se torna “massa de manobra”  e cujo prestígio na sociedade serve para as raposas dos partidos o explorarem na capitalização de votos. É o tipo sonhador intervencionista ingênuo feito de idiota por experts na coisa. Depois descobrirá que, se permanecer honesto, bem intencionado, será alijado do jogo de poder. Então, terá que tomar a decisão de se converter à máfia ou deixar a dita “vida pública”;

III. O militante remunerado que opera para se garantir como parasita no partido e/ou no governo. Para esta turma, a política é sagrada pela  eterna garantia do cabide de empregos onde o que vale é a lealdade, custe o que custar, ao político-padrinho pelo qual se vive na servidão;

IV. O militante não remunerado, este é o tipo com maior grau de idiotice útil no processo de agigantamento da política. É o otário que discute política para alimentar o ego, não ganhando nada além da ilusão de que está com alguma razão em inúteis e bizarros debates com amigos e familiares. Este tipo é o que estraga reuniões, jantares e grupos de WhatsApp da família. É especialista em quase tudo, em especial, assuntos econômicos enquanto sua principal missão é disseminar o próprio analfabetismo funcional;

V. Vamos agora ao empresário que não gosta do livre mercado e por isso faz uso de “contatos”, que adota tráfico de influência e assim financia políticos para tomar vantagens se o seu candidato/grupo chegar ao poder diante de outros concorrentes, articulando manobras para que sejam criadas regras que os favoreçam. É o velho capitalismo de compadrio que se encontra em qualquer esquina desse Brasil varonil;

VI. O acadêmico metido a intelectual em universidades e faculdades decadentes, o tipo doutor imbecil com diploma e que nunca administrou nada na vida que pudesse fazer o que Taleb diz sobre “colocar a pele em risco”. Nessa demagogia forma opinião enviesada se passando por imparcial enquanto sempre carece do aparelhamento do Estado que depende do jogo político;

VII. Os demais formadores de opinião sempre se portando como “isentões”, contudo sempre enviesados como meio de sobrevivência. Este tipo até se esforça para trazer alguma luz ao debate político e assim o fazem para aparecer na mídia. Enxergam a política como força motriz nos negócios digitais;

VIII. O investidor/empreendedor/executivo que estuda/acompanha/analisa política para conhecer melhor algumas práticas tomadas no nefasto mundo do tabuleiro do poder visando se precaver dos danos que os políticos costumam fazer às pessoas honradas, aos negócios livres e honestos.

Agora, retira-te! Não quero crentes!

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