Ganhou notoriedade de “herói nacional” por enfrentar as máfias petista e emedebista. De fato, abalou alicerces do crime organizado, pleonasmo para uma atividade chamada “política”.

Cobraram-no (injustamente) sobre a máfia tucana, quando figurões estavam todos como parlamentares imunes à jurisdição de primeira instância. Fez o que estava ao seu alcance, dentro dos legalismos do “aparato” a que servia.

Acreditou em um projeto político a ponto de deixar um cargo público, estável, com salário elevadíssimo (em distopia no mercado).

Saiu atirando.pela porta dos fundos, aplaudido.

Em 22 anos de magistratura, fica difícil imaginar alguém com esse currículo fazer graves acusações sem provas.

Deu game over ao mito. Foram acusações que ecoam em fragilidades de uma crença comum (prefiro considerar infantil) no tal “aparato”, a corporação chamada “Estado”; “abstração do bem”, o deus de (quase) todos, crentes e ateus.

Pensou que nessa aventura de restauração do “bem”, com o “mito” haveria algum zelo pela palavra. A palavra como expressão de honra… Político…Tendo palavra… Esquece.

Acabou traído por sua própria crença.

É preciso ter fé na vida. Para muitos, na democracia, nas instituições do “aparato”, cativando todos por esperança em escolhas supostamente bem intencionadas. E lá se foi com a “pessoa certa”. E o “aparato”, como sempre, produziu mais uma ilustração bizarra da lei dos piores que chegam ao poder, para as coisas mais infames que os seres humanos costumam cometer.

A política e o crime são a mesma coisa.

 

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