Alienatus

Não estou pensando em militantes petistas ou bolsonaristas, nem em adolescentes de todas as idades, cativos, egocêntricos, e lacradores em redes sociais. Bem distante estou desses estereótipos. Estou me referindo aqui, exclusivamente, ao predomínio da ética em lideranças contábeis no Brasil controladas pela mentalidade de Estado corporativo, alheias à (utópica) missão que dizem ter (não podem cumpri-la nem se fossem às últimas consequências) em relação ao papel da Contabilidade na sociedade e como os profissionais das áreas de interesse devem se relacionar com o Estado, em fatores que geram um descolamento de tais lideranças do mundo real onde está o meio produtivo.

Dada outra pandemia ainda mais grave que a do novo coronavírus, refiro-me à do analfabetismo funcional, inclusive entre doutores e demais diplomados, não considero no mesmo bojo lideranças com profissionais de contabilidade em geral; conheço alguns bem conscientes da gravidade do que vou expor além de que, pela dispersão do conhecimento que a todos acomete, é razoável que pode haver por aí contadores de mente desintoxicada, intelectualmente aptas, moralmente sãs, capazes de exercer liderança que a meu ver seria em outro contexto, de livre associação profissional, cuja situação não se aplica ao que intitula este texto face a sujeitos bem intencionados, que se acham capazes de conduzir instituições densas, arcaicas, pesadas demais, imensas, arquitetadas para exercerem grande planejamento central desde os tempos getulistas. Estou me referindo a lideranças que atuam demonstrando não dispor do mínimo discernimento da complexa teia de realidade que as cerca, em termos de problemas que as impedem de concretizarem o discurso alinhado. Não fazem ideia do que estou falando acerca de “dispersão de conhecimento”, talvez nunca tenham ouvido falar de F. A. Hayek [1], e por serem crédulos piedosos na cura do sistema, sem pensar nas bases que ajudaram a apodrecer, também não se dão contam do sentido ético conflitante com princípios de liberdade. Querem consertar o que não compreendem e é exatamente neste ponto que reside o aspecto mais dramático do alienatus.

Alguns alienatus que penso estão bem adestrados, engomados, engravatados e formados com mestrado, doutorado, ostentando a batuta de instituições como o CFC e os  Conselho Regionais enquanto outros operam em entidades privadas, que aparentam contrariar o sistema, mas possuem a mesma mentalidade de arrogância grativando no Estado, comungando uma fé de que  podem curar o sistema. No entanto há outros burocratas mais pragmáticos e diria, fora do aspecto alienatus. Não estão preocupados com questões de ética e querem tão-somente lucrar,  dinheiro, muito dinheiro. Tais aprenderam a explorar as instituições maiores de forma bem mais pragmática, como realmente são: linhas auxiliares do aparato estatal para conservar o parasitismo de quem vive de regulações e outras tetas do Estado.

Sob modus operandi variados, desde o lobby com o fisco por informações privilegiadas para seus negócios (consultorias, cursos, palestras, etc) em projetos de Big Brother Fiscal de ampliação do estado de coisas loucas que a burocracia estatal pode produzir, o que prevalece no final é a cultura de coerção. Todos colaboram no sistema de poder do Estado para arrecadação e controle social de agentes produtivos. Conselhos de Contabilidade acabam sendo mais úteis como vias de disseminação, de um tipo de capitalismo de laços e diria, com forte apelo de doutrinação em massa de contadores, como “instrumentos”, aqui no sentido dado por Antonio Gramsci sobre a “ocupação de espaço” [2], para fortalecer a cultura de servidão ao aparato do Estado, preservando e expandindo o corporativismo de intimidação e violação da privacidade e da liberdade de ação econômica. Em paralelo, tais entidades gozam de privilégios por parte do positivismo através do Estado. Na prática, os Conselhos estão “comprados” por monopólios que dependem de uma forte mentalidade anticapitalista para serem mantidos sem resistência da sociedade. O pretexto é para fiscalizar a profissão contábil, a protegendo de indivíduos não devidamente qualificados, mas o desejo maior mesmo está no prêmio que consiste em arrecadar com anuidades compulsórias aos profissionais que, na prática, funcionam como impostos sobre o exercício da profissão sobre quem pretende exerce-la dentro de uma reserva de mercado. Conselhos de Contabilidade acabam ancorados na mesma condição do aparato Estado; de viver a gastar o dinheiro tomado dos outros por coerção. Tal arrecadação compulsiva acaba gerando problemas éticos sobre a aplicação dos recursos em meio a verdade inconveniente abordada por Milton Friedman [3], nas quatro maneiras de se gastar dinheiro, onde quem tem um orçamento com dinheiro tomado à força dos outros, não se importará com os danos que o uso imprudente dos recursos pode acarretar. Não é à toa que algo comum em grupos de contadores indignados, com a gastança dos conselhos, consiste em algo que começa a ser melhor explicado a partir do problema da coerção. Essa relação de vícios com a coerção é um grave problema ético que compromete os Conselhos. Por isso entendo que não se deve esperar de tais entidades nada além de um vil corporativismo de parasitas, subserviência e complacência com o Estado, e desprezo e covardia com profissionais de contabilidade: os estímulos principais, para atuarem nas relações com o Estado, estão nos privilégios concedidos pelo aparato de coerção estatal e não nos profissionais pagadores de anuidades, que neste caso são vítimas onde a última coisa que interessa é a liberdade econômica para exercerem a profissão. Quem vive na base da coerção vai se preocupar mais com quem lhes garante a coerção e não com quem é coagido.

Se tais entidades fossem pautadas pela competição, que só o voluntarismo de mercado proporciona, teriam realmente que buscar, prioritariamente, a satisfação dos profissionais, enquanto estariam sob o acaso, e não de corporações que apenas existem porque tem o Estado que obriga as pessoas a consumirem determinados bens e serviços contra a vontade. Quando um empresário é obrigado a pagar por um pacote de aplicativos para atender a exigências do fisco, isso fica muito bem ilustrado. Quando uma empresa destina um montante financeiro e de recursos humanos considerável para cumprir aberrações como o eSocial, fazendo o que economistas chamam de “alocação indevida de recursos”, temos outra ilustração. Quando é necessário contratar uma consultoria tributária e ter um caríssimo advogado tributarista para não ter que correr o risco de falir um negócio por não cumprir regras que nem mesmo o fisco sabe explicar direito, mais uma vez fica categorizado um produto consumido que não é de mercado e sim de relações coercitivas através do Estado. Em outras palavras, muitas empresas de TI, contabilidade, advocacia e de consultoria, vivem no Brasil em uma total dependência de violações sistematicamente feitas pelo Leviatã sem se darem conta que isso pode implodir o sistema econômico, e tudo isso segue um fio de alinhamento com os Conselhos de Contabilidade.

O ponto central da “ocupação” predominante em lideranças contábeis está na massificação de uma ideia de tutela do Estado, como desdobramento dos monopólios obtidos através do Estado para o controle social da profissão, como já argumentei. Nesta mentalidade, os problemas da sociedade ligados às demandas contábeis, não podem ser tratados, tampouco superados, sem o predomínio do aparato do Estado no centro dos processos propositivos e decisórios. A própria Contabilidade, enquanto ciência, fica à mercê dessa “tutela, como se o princípio de toda construção cientifica estivesse no ponto de partida a corporação estatal, dependendo exclusivamente da abstração legalista do Estado para existir normativamente, ficando os profissionais no lado passivo. Tal visão não confere com as raízes das circunstâncias em que a Contabilidade foi modernizada [4], certamente na península itálica, assim como muitos dos grandes avanços tecnológicos ligados à Contabilidade se deram, fora das mesas de burocratas e políticos planejadores centrais de governos públicos e conselhos profissionais coercitivos, por diversas iniciativas livres. O Blockchain, tecnologia que envolve a Contabilidade em uma nova fase, de autenticação dos lançamentos, surgiu em algum comitê central governamental? O que aconteceu em Venezia foi obra de planejamento estatal? A “faculdade” em que a Contabilidade se modernizou estava em corporações privadas. No entanto, com esse engessamento mental em torno do que representa o Estado nas atuais lideranças, o papel do profissional passou rapidamente a ser algo desprezível, deteriorado, enquanto chamado de “estratégico” para preservação de uma ideia de “tutelado”, entenda-se, serviçal, com percepção diminuta da própria Contabilidade, vivendo em um regime de privação de liberdades e obscurantismo intelectual.

O contador é, de fato, o agente mais próximo, como intermediário entre os controles do Estado e o empresário, e essa situação serviu de armadilha para o tornar cativo dos esquemas do Estado em espaços de doutrinação. Quanto a isso, basta observar as pautas de eventos e matérias produzidas nas mídias oficiais do Conselhos de Contabilidade. O que predominam? Temas que mais interessam a entes do Estado sem qualquer disposição para avaliar, de forma independente, as políticas públicas que afetam os profissionais de contabilidade; refiro-me a análise de resultados. Contestar o aparato do Estado está totalmente fora de cogitação. Trata-se de uma mentalidade de submissão quase que absoluta onde o espaço para o agente privado, o empresário que paga os honorários, está sempre em segundo plano.

Essa “ocupação” vai além da ideia de Big Brother Fiscal. Com o passar do tempo, percebi que se trata também de um um confisco mental (alienação) que domina o jeito de pensar, estudar e agir de contadores, quase todos convertidos a delatores a serviço do aparato fiscal. Embora muitas vezes fique apenas na ameaça, essa narrativa aterrorizante serve para manter o foco na matrix que infantiliza contadores, blindando o esquema de servidão dos poucos contestadores entre profissionais, quase sempre tratados com censura disfarçada ou até mesmo expulsos de grupos que se dizem de “discussão” (que mais servem para fazer propagandas de cursos de “capacitação” ao manicômio tributário)  além de desprezados em eventos oficiais das entidades. O ápice dessa “ocupação” ou “controle sistemático de ideias e mentes”, está na figura do contador reservada a de ser um agente associado apenas a burocracia, aos custos, longe da pauta de investimentos, dada a forte ligação com a bizarrice burocrática do Estado e os aparatos controladores do fisco que apenas espalham barreiras no desenvolvimento empresarial. Em outras palavras, saiu o profissional capaz de avaliar o patrimônio e realizar contabilidade, restou um mero despachante.

O termo mais próximo que tenho para definir este profissional passivo, afastado da Contabilidade e da realidade econômica, servo do corporativismo estatal, é “contador-massa”. Derivei da antiga abordagem do ensaísta Ortega y Gasset  [5], em especial no problema da superficialidade do homem médio (“homem-massa”) europeu. Percebi que há um contexto para o contador preso à cultura de servidão ao Estado, agente que não tem mais interesse por ser o “cientista ou médico do patrimônio”, que não demonstra apreço para ser um construtor de novos propósitos para novos problemas de contabilidade, aberto a dúvidas que provocam mais intelectualidade como ativo do que seria a vivência com a ciência da riqueza. Está preso dentro de uma caixa onde opera com o aparato burocrático do Estado que o deixa cego, surdo e mudo para com as demandas mais profundas da sociedade em relação à importância da contabilidade para a economia, sem interesses maiores sobre o mundo que o cerca, aceitando viver no raso do saber com muitas certezas por conta de especializações em coisas do fisco, apertando botões de sistemas que estão eliminando trabalho repetitivo (onde o contador-massa se situa), satisfeito com uma ordem específica que o define, passando uma ideia de segurança em si mesmo, atuando como despachante terceirizado munido de artefatos tecnológicos que o fazem expert em processos, que lhe dão uma aparente firmeza, sem saber realmente como as coisas funcionam “por dentro”. Vive alheio a qualquer debate sério sobre a vida produtiva, econômica, tem desprezo sobre um pensar mais profundo sobre os problemas do empresariado, pois resume tudo a questões tributárias e burocráticas. Pensar os negócios como processos da livre interação entre indivíduos, pela criatividade empreendedora, assim como demandas de mercado e questões filosóficas sobre a vida em sociedade são coisas que não o interessam; são problemas que levam a discussões “prolixas”, “inúteis”, “menores”, sem relevância em seu mundinho de calcular impostos e preencher declarações ao fisco. Isso não significa que o “contador-massa” não seja esperto, ágil, competente; suas qualidades estão norteadas ao sistema em um esquema de liberdade muito bem vigiada. Ele se sente seguro no que faz, embora o que faz o leve à extinção de uma profissão que foi confundida propositalmente com a de contador.

O “contador-massa” é um produto exclusivo do Estado que tem a tutela da Contabilidade, embora alguns acreditem que essa “tutela” não se realizou (e desejam, curiosamente, que isso ocorra), na vida dos profissionais, é fato haver o controle social da profissão, alienada por determinada ideologia dominante no Estado, que converteu subverteu o conceito de “contador” a de um profissional-massa, sem relevância para o meio produtivo. O fisco é o braço estatal que arrogou para si esta bizarra tutela que muitos aceitam em troca de reserva de mercado combinada com uma ideia de que o negócio da burocracia, agora maquiada na economia digital, é uma grande oportunidade para valorização profissional.

Como consequência dessa mentalidade carente de inteligência, de pura servidão, em quase todo grupo de profissionais dessa área é comum que as atividades mais intensas apenas girem em torno de cálculos de impostos, multas, procedimentos burocráticos, normas do fisco, cursos e “capacitações” para tratar o lixão do sistema tributário e, sobretudo, lidar com as ameaças constantes aos clientes e aos próprios profissionais que, paradoxalmente, atuam também delatores por meio das “obrigações acessórias”. Com isso, a Contabilidade não mais existe na vida profissional e assim será altamente provável que ao encontrar um “contador-massa”, não seja possível discutir com ele problemas importantes da ciência que ele ainda carrega no nome da profissão. Suas “capacitações” para o Estado não permitem pensar a Contabilidade fora do Estado. Aproveitando a ilustração da “ciência da riqueza” e da analogia do contador como “médico do patrimônio”, o “contador-massa” vive como um médico que se recusa a praticar medicina sob a alegação de que está muito ocupado a preencher formulários do SUS.  Está tão intoxicado que já não tem ideia da importância da Contabilidade na sociedade e ao ver que ainda tentam trata-la como “ferramenta de gestão”, não consegue ver nada além de um conceito vago, distante. Os poucos que a elaboram, em meio a escriturações, balanços e outras demonstrações, fazem com dados empobrecidos que só atendem aos planos do fisco que não servem, per si, à gestão na tomada de decisões de quem faz a roda da economia girar e precisa conhecer o mundo real, um tanto distante da relação entre cliente e “contador-massa” face o Estado ter convertido o profissional de contabilidade em delator, além da hiperburocracia e a alta carga tributária inibirem uma maior formalização de negócios. Infelizmente, contabilidade no Brasil virou uma fantasia legalista; um compêndio de obras de ficção, exceto em corporações diferenciadas, muitas com capital aberto na Bolsa, suficientemente capitalizadas para arcarem com custos e riscos exorbitantes provocados pela famigerada “compliance” do manicômio tributário do Estado. Por isso entendo que nada mais justo com a nobre ciência da Contabilidade, que o CFC mude de nome e passe a se chamar Conselho Federal dos Despachantes (CFD).

Olhando apenas para dentro deste hospício e fábrica de “contadores-massa”, vejo uma maioria tentando sobreviver sob pressão e sensação de “falta de reconhecimento” enquanto insistem em buscar respostas na mesma loucura de acreditar que burocracia gera riqueza, sem se darem conta que estão atolados em um dilema onde só representam custos e atraso econômico. Aqui percebo outro fator alienatus no”contador-massa”; uma ausência de compreensão de causas causantes. É um tipo que não tem a menor percepção que forte positivismo pelo Estado de forte planejamento central (socialista) o conduziu a uma armadilha que o afasta da oportunidade de realmente viver da Contabilidade como atividade intelectual das mais importantes em qualquer sociedade baseada em economia de mercado. Vive trancafiado em uma bolha do Estado onde a luz da Contabilidade como ciência não pode penetrar.

O hospício tributário formador de alienatus é um grande dissabor para a maioria e, paralelamente, muito lucrativo para uma minoria que enriquece. São os lobistas, que já mencionei, em projetos do Sped e do eSocial que se especializaram em vender facilidades para as dificuldades que ajudaram a inventar com o fisco. Estão em empresas de software, de consultoria, advocacia e grandes escritórios de contabilidade, sabedores que se trata de um negócio para poucos suficientemente espertos e que demanda a preservação do hospício tributário, a exaltação da República de Bananas cuja narrativa conquista a manada bestial ao afirmar que a burocracia do Estado é “oportunidade” para todos, pois basta se “capacitar”, contando com a ignorância da massa sobre um mercado cada vez mais impregnado de recursos não humanos, gerenciados por quem está na elite do lobby que comanda o hospício tributário.

Por último, deixo outro problema que considero ainda mais grave, de natureza psicológica ou até psiquiátrica: o mundo da hiperburocracia, enquanto enriquece a tal elite de aproveitadores do fenômeno alienatus, com as bizarrices do Sped e do eSocial, pode estar produzindo gerações de profissionais doentes, com crise de ansiedade, talvez suportando na base de medicamentos que viciam, muitos se sentindo escravos de um esquema ou sistema, sem perspectivas para um sentido mais profundo da profissão, competindo com robôs e aplicativos cada vez mais sofisticados, oferecidos pelos espertalhões lobistas, em rotinas que eliminam recurso humano em coisas repetitivas enquanto entidades continuam estimulando o envolvimento da massa com esse mundo bizarro de obrigações acessórias, preparando os futuros “contadores” para condena-los ao mesmo abismo alienatus do lixo tributário, começando por exames de suficiência que exigem “conhecimentos” nas tais bizarrices tributárias em padrões que não interessam a uma sociedade que queira ser competitiva, principalmente na era pós-Covid 19.

 

Notas:

  1. Ensaio de Friedrich August von Hayek em The Use of Knowledge in Society (American Economic Review, 1945)
  2. Quaderni del carcere, de Antonio Gramsci, onde se desenvolve a ideia de que o comunismo deve ser implantado gradualmente, de forma imperceptível, ocupando instituições privadas e estatais da sociedade.
  3. Formas apresentadas em uma abordagem na obra Livre para escolher, de Milton Friedman;
  4. Contabilidade de entrada dupla em Particulario de computies et scripturis, por Luca Bartolomeo de Pacioli. Ver também Luca Pacioli, um mestre do renascimento, de Antonio Lopes de Sá.
  5. A rebelião das massas, de José Ortega y Gasset. Foram composições de artigos que começaram em 1929 para o jornal El Sol. O homem-massa consagra a abundância de superficialidades, preconceitos, pedaços de ideias, incapaz de perceber a própria insuficiência diante da complexidade do mundo. Está cheio de opiniões, munido das facilidades do mundo moderno, não precisa ouvir, duvidar de si mesmo, pois pode obter respostas rápidas a partir de sua sensação de plenitude.

 

 

 

 

 

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