Por Pastor Abdoral – A Dottrina del Fascismo de Benito Mussolini [1] é uma dessas obras que servem para vestir a carapuça de muita gente “esclarecida”, outras idolatradas no mundo da política, assim como de fãs com políticos de estimação, sobretudo àqueles que têm como prazer mais comum acusar opositores ideológicos de “fascistas”, vício ambidestro; petistas (e asseclas) denunciando bolsonaristas e vice-versa. Diria que, face à identificação mútua, me parece um caso raro em que todos os lados (debilóides) desta aparente disputa “intelectual” têm razão.

A primeira parte da obra consiste em ideias fundamentais do fascismo, cujo texto foi produzido à mão de Giovanni Gentille para o Partito Nazionale Fascista (PNF). Gentille foi o “filósofo do fascismo” e ministro da educação no governo do então presidente do conselho de ministros, Benito Mussolini, na fase menos dramática ou “light” do regime, entre 1922 e 1925, ficando encarregado de uma reforma no sistema de ensino [2]. A segunda parte foi produzida por Mussolini. O texto está em uma linguagem relativamente fácil de compreensão, diria objetiva e com um tom  pedagógico, pretendendo ser uma síntese dos pais da matéria.

Como algo típico de movimento revolucionário que almeja corrigir o rumo do mundo natural e salvar a humanidade de algum grande mal, o fascismo arroga ser “verità nella storia superiore del pensiero [3](I.I), arrogando um papel de “prática e pensamento” como um conceito sobre como se deseja agir baseado em uma concepção do homem  implicando no suposto conhecimento de uma realidade precisando ser direcionado, sistematizado, organizado, conduzido. É importante mencionar as raízes socialistas e marxistas de Mussolini como relevante líder do Partito Socialista Italiano  (PSI) enquanto jornalista e articulista [4], assim como de Gentille como professor idealista fortemente influenciado por pensadores do calibre de Hegel, Karl Marx e Fichte. A ideia comum a progressistas de promover profundas e dramáticas mudanças na sociedade por meio de um forte aparato político organizado, disposto a brutalizar o processo de ocupação do poder é uma herança marxista adaptada pelo fascismo.

A doutrina fascista é uma derivação do socialismo marxista revisado de forma mais veemente no pós Primeira Guerra, combinada com traços de idealismo alemão, demandando uma organização de partido cujo modelo de governança para o Estado precisa ter o monopólio do sistema político [5] para realizar um esquema de poder combinado com um rigoroso modelo de educação (doutrinação), determinando uma disciplina para o indivíduo comum crer, obedecer e combater tudo e todos que se colocarem contrariamente ao regime que é de enfoque totalmente coletivista centrado no Estado, “un assoluto” (II. X). O fascismo demanda um homem forte no comando; um “duce” no papel de supremo guardião da verdade, do que deve ser feito em um Estado “ético” (II. X) e sobretudo do poder puro a ser aplicado para ajustar a sociedade, sempre que julgar necessário. Vou tomar por empréstimo aqui, para parafrasear em tom fascista, um termo que achei curioso, adotado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli: o líder fascista atua em um papel de “editor da sociedade” [6].

Sob o conceito de que “fouri della storia lúomo é nulla” [7] (I.VI); o homem como ser singular nada significa na história marcada pelo coletivo na atividade política. O individualismo é taxado como algo mesquinho, tão-somente do ganancioso ou do “burguês”. O coletivo seria a virtude de uma solidariedade pela nação que e agiganta na fé política que funciona como religião. Todo “bom” fascista tem um pacote de “soluções” pretensiosamente objetivas, utopicamente menos onerosas (a ideia de impostos no fascismo se fortalece nessa falácia) relativamente rápidas de implementação por explorar métodos totalitários. Não há soluções impossíveis no fascismo sob a ótica da racionalidade econômica; a moral politizada deve sempre se sobrepor ao que se limita pelas leis da economia. O fascista se apresenta à sociedade como um animal político sob a crença em modos pragmáticos para enfrentar o que julga ser de cunho imperativo moral e social; nada pode conter a vontade fascista, nem mesmo complexos problemas econômicos. A moralidade é de um apelo à união de todos em torno do governo para preservar a nação. Juntos somos mais fortes é a essência do “fascio littorio”. Acaba assim o fascismo se tornando uma grande sedução para toda sociedade que se entenda em sentido de profunda crise, seja de ordem econômica, com multidões vivendo na miséria, super endividadas, seja de ordem ética, com grupos ou movimentos inspirados todos dispostos a restaurarem alguma moralidade, via de regra procurando explicações e culpados, “caçando bruxas” ou elegendo bodes expiatórios. A Itália e a Alemanha passavam por um contexto assim, agravado após a Primeira Guerra, gerando um vácuo onde a grande paixão fascista se aproveitou para propagar ideias de soberania nacional.

Com um programa de militante para uma vida “séria, austera, religiosa” (I. IV) pelo país, pelo partido e, em especial, em favor do líder, o fascista não tem tempo a perder discutindo sobre a liberdade de expressão, tampouco de indivíduos: a liberdade que acredita é um produto da coletividade e assim julga estar no lado certo da história protegendo o que entende ser a verdadeira soberania como povo e o Estado como centro de tutela de tudo e todos, mantendo a ordem, provendo educação e garantindo acesso a serviços que hoje podem ser compreendidos pela narrativa comum do “público, gratuito e de qualidade”. O Estado é este grande arranjo miraculoso que vai tornar tudo possível. O partido é a força política que faz o operacional fluir e o fascismo é a doutrina que orienta a fé no coração  e na alma de cada cidadão como servidor da causa.

“Anti individualistica, la concezione fascista é per lo Stato; ed è per líndividuo in quanto esso coincide con lo Stato, coscienza e volotà universale dell´u nessa sua existenza storica. E´contro il liberalismo classico, che sorse dal bisogno do reagire allássolutismo e ha esaurito la sua funzione storica da quando lo Stato si è transformato nella stessa coscienza e volontà populare. [8] VII

O indivíduo então, na mentalidade fascista, só tem valor se for um “instrumento” ou serviçal da máquina fascista estatal .Fora do controle estatal o indivíduo é algo a ser combatido, anulado e criminalizado. Nada no Estado fascista interessa mais do que tornar os indivíduos apenas submissos ou escravos de um projeto de poder para prover os que comandam o aparato governamental e os demais que  parasitam em torno do poder. Salim Mattar saiu do governo Bolsonaro e publicou um texto no Brazil Journal [9] onde afirma que “no governo procura-se defender o estado, enquanto o correto seria defender o cidadão”. A essência do fascismo é justamente a defesa do Estado pressionando e humilhando o indivíduo (cidadão) que só é preservado se estiver sob o julgo coletivista. Se existe algum arranjo estatal que não atenda a essa essência, se trata de outra discussão, mas o que Mattar discorreu serve de exemplo sobre os verdadeiros interesses em torno do Estado ancorado em ideais fascistas, sendo que as diferenças entre os fascistas originais e os que defendem o estatismo corporativo na sociedade atual é que os primeiros eram bem mais explícitos no autoritarismo e no corporativismo, enquanto os da atualidade se camuflam, sendo bem mais perigosos pela falsidade e hipocrisia desmedidas, travestidos como “sociais democratas”, “progressistas” ou até mesmo “liberais”, conforme as conveniências ideológicas. No entanto, o termo “fascista” ficou amaldiçoado após a tragédia social que encerrou (aparente e formalmente) o fascismo na Itália, principalmente por terem vítimas que foram presos políticos como Antonio Gramsci. Socialistas marxistas, fascistas e nazistas defendem modelos autoritários, mas apenas os dois últimos ficaram estigmatizados na história.

Aliás, se há algo que diferencia socialistas combatidos por fascistas no revisionismo [10] de Mussolini e aliados (II.I, II.V) e o modelo fascista brasileiro de Getulio Vargas,  em relação aos socialistas da atualidade, é o fato de que os primeiros ignoravam a unidade estatal em detrimento da luta de classe em um plano internacional; não cabia um nacionalismo na internacional socialista. Porém, com o passar do tempo, socialistas foram aprendendo que ignorar o nacionalismo significa deixar de usar um importante instrumento de manipulação dos eleitores e tomada do poder, então políticos como Lula e Ciro Gomes, mais associados à esquerda, acabaram surgindo como produtos de uma mentalidade repensada, passando a concepção do valor do nacionalismo no discurso político e no inconsciente coletivo, ainda que timidamente, se comparados aos fascistas da Dottrina di Mussolini que viam  a unidade estatal fundindo classes em uma só realidade econômica e moral (I.VIII). Mesmo sendo bem mais comedidos que os fascistas da Dottrina. Tal visão unificadora da sociedade vai produzir então agentes políticos cada vez mais centralizadores, com mais desejos de arranjos políticos maiores, alguns em plano internacional, enquanto outros preferem se manter mais aos domésticos. O localismo (municipalismo) sobre o governo central no fascismo é o mesmo que a cruz para o anjo caído que tentou a Jesus no deserto. O poder descentralizado é insuportável para um político de mentalidade voltada a grandes Estados nacionais ou uniões que consolidem governos regionais para prover grandes planejamentos de centrais. Bolsonaro enquanto nacionalista, preserva a ideia de soberania nacional, enquanto se mostra reticente a maiores arranjos, isto posto em função de que tem uma visão crítica ao que está por trás dos grandes arranjos supranacionais em desenvolvimento: o globalismo, o novo internacionalismo, reavivado com o fracasso do modelo tradicional da internacional socialista. No entanto, o que caracteriza a todos é a luta por poder cada vez mais concentrado; bolsonaristas expressam um desejo assim quando pleiteiam um presidente da República com mais poder para enfrentar o Congresso. A ideia de um “homem forte” sempre prevalece na mentalidade fascista que vê o parlamento como um problema mais do que uma necessidade. Contudo, para surpresa de alguns, essa visão de imenso “hub” de poder no fascismo, em suas variantes na atualidade (globalistas e antiglobalistas) também inseriu uma visão um tanto curiosa sobre questões de raça na Dottrina:

Non razza, nè regione, geograficamente individuata, ma generazione storicamente perpertuantesi, moltitudine unificata da un`idea, che è volontà di esistenza e di potenza: coscienza di sé, personalitá. [11]

Da mesma forma que um indivíduo só interessa ao fascismo se estiver submisso ao controle social do Estado, a questão racial entrou no mesmo plano e mudou ao longo do regime por conveniências políticas com o nazismo e a “teimosia” de judeus (e outros grupos) em não abrirem mão da liberdade e de valores que transcendem a cultivação do Estado por parte de nazi-fascistas cujo conceito de “nação” é de algo surgido do Estado, que concede ao “povo” uma unidade moral e uma efetiva existência (I.X). No princípio criou o deus-estado a nação, as leis, os mercados, as moedas, em coisas possíveis e válidas… Em poucas palavras, como tem “especialistas” em universidades lacrando  coisas do tipo, não é mesmo? E costuma chamar de fascista quem cogita que pode haver grandes arranjos ou valores sociais e econômicos sem o Estado planejando ou “tutelando”. O meu amigo de infância, dono deste Blog, que o diga, após ter ganho um “inimigo” na academia por simplesmente ter mostrado ao militante disfarçado de professor o capítulo III de “Os Erros Fatais do Socialismo” [12] contrariando a tese de que os vetores de economia e valores morais que a regem na civilização precisam da formalização estatal para serem desenvolvidos.

Uma outra “especialidade” de muitos “catedráticos entendidos” em fascismo no Brasil consiste em tentar associar liberais clássicos em economia a fascistas. A bizarrice carece do pai da matéria esclarecendo a questão:

“Di fronte alle doutrine liberali, i fascisti é in attegiamento de assoluta opposizione, sia nel campo della politica sia in quello dell´economia” [13] (II.VIII).

E não podeeia mesmo ter outra posição dada a incompatibilidade da doutrina fascista com a preservação do indivíduo no sentido da liberdade que pensava os clássicos. Mussolini sentencia algo que pode ser constrangedor a muitos entusiastas do Estado:

“Se chi dice liberalismo dice individuo, chi dice fascismo dice stato.[14] (XI)

O liberalismo está para o indivíduo assim como o Estado está para o fascismo. Apelando a problemas de moralidade associados aos liberais, Mussolini faz uma síntese para decretar que o liberalismo fracassou e que o fascismo é a resposta (II XI) ensaiando uma visão de intervenções do Estado muito próxima do que hoje se entende por “terceira via”. Em tempos de crise nos anos 1920 e 1930, o apelo ao intervencionismo do Estado ganhou notoriedade e o liberalismo clássico estava praticamente escanteado na Europa. O discurso fascista ganhou força para resolver dramáticas contradições entre o capitalismo e o Estado (II.XI) na visão de Mussolini, então, o século XX seria da “destra” (II. IX), e aqui fascistas se viam como de “direita”, a começar pelo seu principal político. Lamento informar isso aos bolsonaristas que tentam colocar este filho maldito na paternidade de esquerdistas. Certamente precisam combinar isso com  os escritos de Mussolini, no entanto, bolsonaristas, petistas (asseclas), irmãos que carecem de se conhecerem melhor como tais, e muitos assim chamados de “isentões”  não teriam dificuldades para concordarem total ou parcialmente com o louvor ao papel do Estado para a humanidade:

“È lo Stato che educa i cittadini alla virtù civile, li rende consapevoli della loro missione, li sollecita all´unità, armoniza i loro interessi nella giustizia; tramanda le conquiste del pensiero nelle scienze, nelle arti, nel diritto, nell´umana solidarietà; porta gli uomini dalla vita elementare della tribù alla píu alta espressione umnana di potenza che è l´impero; affida ao secoli i nomi di coloro che morirono per la sua integrità o per obbedire alle sua leggi; addita como exempio e raccomanda alle generazioni che verrano, i capitani che lo accrebbero di territorio e i genti che lo illuminarono di gloria…” [15]

Em tempos de pandemia, hoje não mais comum em comícios de praças públicas mas através de “lives”, quem se inspirar nessas palavras será aplaudido ou contestado pela massa? Boa ideias não se definem por aparentes intenções, mas, sobretudo por resultados muito além das reais intenções. A educação controlada pelo Estado será sempre uma coisa do Estado, para o Estado e parasitas; será sempre uma ferramenta de interesses ideológicos daqueles que comandam o Estado. Mussolini foi um dos poucos políticos no início do século passado a perceber isso de forma mais pragmática, fazendo do controle da educação algo estratégico na ideia de cultivar o fascismo ou o que Hayek chama de “o caminho da servidão” [16]. Toda essa tesão popular pode ser atestada durante os protestos de 2013, com os apelos para “escolas padrão FIFA” . A ideia do Estado tutelador da educação formou indivíduos tão alienados, enquanto convencidos de que possuem “crítica social” bem embasada, a ponto de militarem em favor dos causadores dos problemas que denunciam: os próprios políticos agradecem a quem reconhece que cabe ao Estado prover os cidadãos de “escolas padrão FIFA”, afinal de contas, ninguém mais competente e responsável que um político para realizar tais coisas, não é mesmo?

O Estado, na visão de Mussolini, é um fato espiritual e moral; organização política, jurídica, econômica da nação, sendo custodiador e transmissor do espírito do povo (II. X). Ora, ora, a ideia de um Estado tutelador de quase tudo virou há muito tempo uma pandemia não é mesmo? Quão comum é encontram quem concebe o Estado como arranjo para funcionar como pai,  mãe, juiz, ou até mesmo  “editor da sociedade”? Não é difícil encontrar então indivíduos em qualquer esquina que defendam, muitos sem perceber, que estão retroalimentando um monstro com outros nomes e subterfúgios, tanto na esquerda como na direita, sobretudo quando falam em “soberania nacional”, “vontade popular”, “constituição cidadã”, comumente defendendo protecionismos que punem consumidores, expulsam o que vem de fora encarecendo acesso a recursos importados para favorecer empresários “amigos do rei”. O velho capitalismo de laços bebe na mesma fonte fascista do planejamento central de regulações em favor de lobismos. Também não é difícil encontrar em qualquer esquina quem celebre ou cultue políticos sempre na base da dissonância cognitiva, justificando tais meios políticos de “proteção nacional”, com base na  estatização de meios econômicos e culturais considerados “essenciais” para supostamente garantir o acesso dos mais pobres, sendo quase sempre um apelo moral para constranger os que defendem a liberdade econômica e do indivíduo, sobretudo, não é mesmo? Quantos não têm necessidade de defender “custe o que custar”, mesmo que seja na base de uma ditadura ensaiada para políticos de estimação aqui no Brasil como Lula e Bolsonaro ou em outros currais, como Maduro (este bem avançado na matéria fascista),  Putin (a caminho), Trump (versão ianque retroalimentada pelo esquerdismo democrata, outro filhote do fascismo) e, agora, Joe Biden (o produto imbecil da esquerda idiota americana) como emblemas de homens vendidos como fortes, mesmo que com certo ponto tenham um plano até de autoritários, não importa, porque são “necessários” aos interesses coletivos, para satisfazer o “homem-massa” dito da “nação” contra algum mal assolando o “povo”, entenda-se, aqueles que se apropriam dos sentimentos dos outros. O outro que não se juntar a ideia do fascista se torna o “inimigo” a ser destrupido em uma luta bizarra para fazer valer o que se entende por “autonomia”. O mundo do fascista é sempre dualista; nós contra eles, “bem” (quem concorda conosco) versus o “mal” (todos que discordam). Os vícios de silogismo são constantes, a dissonância cognitiva faz parte da “educação” do povo e a ignorância é o bem mais precioso para fazer valer a cultura de fake news para destrui moral e economicamente os adversários.

O fascismo é a doença fatal comum à atividade política que faz ideias terríveis parecerem boas; o povo precisa de educação, e quem vai prover isso são os políticos por meio do aparato central estatal de coletivização de conceitos (ministério da Educação). O povo precisa de crédito e quem vai garantir isso são “leis” (legislações) feitas por políticos que vão assumir o controle da distribuição de maior parte dos recursos, garantindo mesmo é a corrupção sistêmica. O povo precisa de saúde, então políticos vão criar mais legislação para “regular” os serviços enquanto agigantam modelos de estatização, como o SUS, que servem mais para financiar a corrupção. E assim caminha a humanidade… O fascismo está espiritualmente vivo, ativo, operante, poderoso nas mentes de quem se julga “democrata”, “liberal” ou “progressista”, sendo educado a ver o mundo pelos olhos da tutela do Estado para quase todas as coisas, celebrando o coletivismo pelo Estado como tábua de salvação.

 

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Notas
  1. Crônica do pastor Abdoral baseada na leitura do texto original,. As marcações em numerais romanos dizem respeito aos capítulos I para ideias fundamentais e II para doutrina política e social.
  2. A fase I do governo Mussolini, moderada, com ideias de coletivismo ainda trabalhadas no parlamento, mas evoluindo para um sistema autoritário, como requer a doutrina fascista, Sobre a reforma no sistema de educaçao, até o saudoso jornalista e historiador Indro Montanelli, que terminou a vida se reconhecendo como  “un anarchico conservatore” (um anarquista conservador)  chegou a reconhecer, nos volumes escritos e falados da série La Storia d´Italia, que a referida reforma trouxe boas mudanças para a a educação na Itália;
  3. Verdade na história superior do pensamento.
  4. Em Il mio socialismo, uma coletânea de textos, é possível conferir artigos do jovem Benito Mussolini enquanto líder do Partito Socialista Italiano;
  5. 4. O parlamento em um regime fascista existe para mera formalidade e tudo converge a uma unificação partidária. O presidencialismo de coalização no Congresso brasileiro é um ensaio para um modo fascista de tratar questões de grandes arranjos políticos em sistemas considerados “democráticos”;
  6. Conjur: Supremo e Judiciário atuam como “editores” do país, diz Dias Toffoli
  7. 5. Fora da história, o homem não é nada.
  8. “Anti-individualista, a concepção fascista é para o estado; e é para o indivíduo na medida em que coincide com o estado, a consciência universal e a vontade de sua existência histórica. É contra o liberalismo clássico, que surgiu da necessidade de reagir ao absolutismo e esgotou sua função histórica desde que o estado se transformou na mesma consciência e vontade do povo. “
  9. Brazil Journal: Por que saí do Governo?
  10. A revisão fascista começa com uma ruptura na crença na base do marxismo ou socialismo dito “científico” enquanto doutrina sobre o materialismo histórico mediante a luta de interesses entre diversos grupos sociais pela mudança de meios e instrumentos de produção II.V. No lugar desse economicismo, os fascistas consideram elementos de moralidade envolvendo “heroísmo”, “santidade”, que podem ser movidos sem motivos econômicos, sem deixar de reconhecer a importância de fatores da economia;.
  11. Sem raça, nem região, geograficamente identificada, mas historicamente perpetuando geração, uma multidão unificada por uma ideia, que é a vontade de existência e de poder: autoconsciência, personalidade.
  12. De F. A. Hayek, Os erros fatais do socialismo. Por que a teoria não funciona na prática. Capítulo III: A evolução do mercado: comércio e civilização.
  13. “Diante das doutrinas liberais, os fascistas estão em uma atitude de oposição absoluta, tanto no campo da política quanto no da economia”
  14. Se quem fala liberalismo fala individuo, quem fala fascismo fala estado;
  15. 13. “É o Estado que educa os cidadãos na virtude civil, os torna conscientes da sua missão, os exorta à unidade, harmoniza os seus interesses na justiça; transmite as realizações do pensamento nas ciências, nas artes, no direito, na solidariedade humana ; leva os homens da vida elementar da tribo à mais alta expressão humana de poder que é o império; confia a séculos os nomes daqueles que morreram por sua integridade ou para obedecer às suas leis; aponta como exemplo e recomenda às gerações que virão, os capitães que aumentaram seu território e as pessoas que o iluminaram de glória … ”;
  16. Conjunto de artigos que foram organizados culminando na obra “O Caminho da Servidão” onde F. A. Hayek aborda os regimes totalitários herdados da concepção socialista marxista: o comunismo, o fascismo e o nazismo.

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