Política é um termo muitas vezes usado de forma imprecisa, pedra de escândalo enquanto essencial. Entre tantas possibilidades aqui penso em uma bem específica: serve como indicador do nível de inteligência de uma pessoa.

No contexto da pandemia, para uma sociedade ainda muito distante de indicadores de população vacinada de países como Israel, Inglaterra e EUA, assim como muitos outros europeus e asiáticos, que parecem caminhar à normalidade, ou melhor convivência com o vírus, na medida em que se aprofundam na vacinação, eis que no Brasil há quem despreze o luto e a relevância da vacinação  multidões de apaixonados e partidarizados se aglomeram. pela cultura de ter político de estimação e se dedicar à insanidade; em outras palavras, poucas coisas são tão úteis como a política para atestar a estupidez e isso não têm ideologia preferida; da direita bolsonarista sem máscara, negacionista da gravidade do vírus, à esquerda negacionista da corrupção de petistas e aliados, que se aglomeram para pedir impeachment enquanto diz defender a “ciência”, a burrice é o ingrediente para fazer o caldeirão social ferver: estamos em campanha eleitoral de 2022, cuja polarização Lula versus Bolsonaro se torna essencial dentro de uma estrutura indicando mais um clássico exemplo do que Hayek minuciosamente analisa no capítulo X de “O Caminho da Servidão”, no que tange ao problema sobre os piores chegarem ao poder.

Dos protestos de grandes aglomerações do sábado 29/05 à “motociata” bolsonarista deste sábado (12/06), se impõem de forma macabra o culto da morte, a exaltação da ignorância, a glamourização da estupidez, a idolatria ao humano, demasiadamente humano; é a vitória da vigarice pela exaltação do tipo de ser social manipulado que o Ortega y Gasset chamou de “homem-massa”.

Bolsonaristas e petistas/esquerdistas/afins, irmãos rixosos separados na infância varguista, gêmeos de uma mentalidade política ávidos pelo Grande Irmão, crentes da igreja estatal, tutelados  por conveniências ideológicas que congregam os homens-massa de Ortega y Gasset:

“Ser de esquerda, como ser de direita, é uma das infinitas maneiras que o homem pode eleger para ser um imbecil: ambas são, de fato, formas de hemiplegia moral.” [1]

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Nota:

  1. “A Rebelião das Massas. 2016, CEDET, página 61.

 

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