As eSocialites compram oportunidade e vendem ilusão. Estão no topo de uma cadeia de três mercados. As eSocialites e as TIs compram a oportunidade ancorada na velha “prática” (capitalismo de laços ou “regulado” em vícios do estado) de criar dificuldades via coerção do estado para vender facilidades… Este é um MERCADO PRIMÁRIO onde quem atua vive a explorar o “novo” (na verdade uma velha coisa disfarçada de nova) nos aspectos mais abstratos e mais tecnológicos, subdivisão onde no âmbito abstrato se vende a teoria e a interpretação (cursos, “capacitações” e palestras), não precisando colocar a “mão na massa”, sendo a outra banda deste, a tecnológica, desenvolvendo as “soluções” para quem vai atuar no OUTRO MERCADO, o SECUNDÁRIO, onde estão os menos capazes de interpretarem e criarem suas próprias “soluções”. O emprego ofertado para o DP de 1,5k está neste mercado.

O MERCADO PRIMÁRIO é muito complexo e com níveis de poder. Dada a natureza de dependência do “capitalismo de laços”, as eSocialites e TIs mais poderosas exercem influência por acesso a grupos de trabalho dos projetos do fisco [1] [2] [3] [4] [5] [6] sobre eSocialites e TIs menores e, principalmente, sobre o MERCADO SECUNDÁRIO (onde estão seus tomadores ou clientes, normalmente médias e grandes empresas, e contadores em geral). Para isso, os mais poderosos contam com um aparato de lobby que é composto por “linhas auxiliares”, entidades (parceiras do fisco, CFC, Fenacon, etc) que são parasitas no MERCADO SECUNDÁRIO (vivem de anuidades obrigatórias ou acessam dinheiro dito “público”, de impostos) e POLÍTICAS (apoio aos projetos do fisco) no MERCADO PRIMÁRIO. Encontraremos entre lobistas no MERCADO PRIMÁRIO os que “influenciam” as tais “entidades”. É uma estrutura de interesses, com apoio corporativo que só tem sentido se existir a coerção do estado, compondo um esquema sofisticado de capitalismo de compadrio, ou de “laços”, altamente dependente de vícios regulatórios que fomentam a “hiperburocracia commoditizada” forçando demanda do MERCADO TERCIÁRIO, e tem que ser assim (para os que estão no PRIMÁRIO), senão fica impossível fazer do MERCADO SECUNDÁRIO um intermediário altamente lucrativo para o PRIMÁRIO.

O MERCADO SECUNDÁRIO é onde as eSocialites e as TIs vendem seus “produtos”. Para que o MERCADO PRIMÁRIO se mantenha, então é necessário sempre inventar problemas (novas dificuldades, novos leiautes, novas versões, inúmeras regras que se multiplicam) para o TERCIÁRIO (onde estão as empresas, entidades e cidadãos comuns), que vai consumir recursos (ofertas) do SECUNDÁRIO . É por isso que as “novidades” (invencionices) nunca cessam e, para isso, as eSocialites contam com o lobby nas entidades e o fisco no APARATO ESTATAL, compondo um centro de poder onde as dificuldades possam continuamente ser inventadas para o MERCADO TERCIÁRIO. Por isso que as eSocialites são tão apegadas, dedicadas, aos que militam no aparato estatal.

O MERCADO SECUNDÁRIO explora outro MERCADO: o TERCIÁRIO (empresas, demais entidades e cidadãos comuns), de SUBMETIDOS ao eSocial, sendo assim um ambiente de execução por coerção da (hiper)burocracia convertida em serviços commoditizados e, por isso, tendentes a VASTA OFERTA que vem do MERCADO SECUNDÁRIO impactado com elementos tecnológicos (que vieram do MERCADO PRIMÁRIO), disseminando formas de se fazer mais com menos: (1) sistemas do governo (mesmo ruins têm esse efeito) e os do (2) meio privado (muito melhores e por isso com efeitos de escala muito superiores).

Por fim, os que atuam ofertando ao MERCADO COMMODITIZADO (TERCIÁRIO) acabam na função de fonte de “realização de lucro” ao MERCADO PRIMÁRIO por ofertarem vasta demanda e, ao mesmo tempo, geram vasta oferta ao TERCIÁRIO e, por isso, BEM MAIS SENSÍVEIS ao SISTEMA DE PREÇOS. Em qualquer esquina há quem “faça” (bem ou mal) rotinas de eSocial, agravando-se a situação por serem coisas obrigatórias, se tornando ainda mais sensíveis a preços.

Então, as eSocialites anunciam uma valorização de si mesmas (vendem ilusão) enquanto compram oportunidade de expertise no “quanto mais complicado, melhor” convertida em “facilidades”, para venderem como ilusão de valorização aos que estão no MERCADO SECUNDÁRIO, que se viram para sobreviver com o TERCIÁRIO.

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Notas:
  1. Sped: Membros, Entidades e Empresas Piloto
  2. CFC reúne Receita Federal, Serpro, Fenacon e empresas de softwares para discutir eSocial
  3. WK Sistemas participa da 5a Reunião do GT eSocial da FENACON, em São Paulo/SP
  4. O que é o GT eSocial da Fenacon
  5. Prosoft participa da discussão do eSocial com CFC, Receita Federal, SERPRO, Fenacon e outras empresas de software.
  6. eSocial: grupo discute alterações no leiaute

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