Por pr. Abdoral Alighiero

Do alto da montanha, velhas indagações após um sábado em que “fascismo” e “nazismo” tornam à baila por quem usa esses termos como brutta figura, tão-somente para macular a quem discorda de suas ideias.

Hitler foi de direita ou de esquerda? Liberal, conservador ou progressista ? A primeira pergunta não vale qualquer esforço,  é idiotice; a segunda abre um caminho de lucidez e assim recomendo ler “Minha Luta” para começar a entender as bases do Nacional Socialismo e eliminar a primeira hipótese. Outra atividade intelectual interessante é considerar o cenário político no fatídico ano de 1931 na Alemanha com as crises financeira dos bancos e fiscal do governo [1], com os desdobramentos sociais e econômicos que ajudaram o partido nazista, recheado de desempregados vivendo sob hiperinflação, a ocupar a maioria das cadeiras do Reichstag nas eleições de 1932,  passando pelos desdobramentos de janeiro de 1933, que culminaram na eleição de Hitler como chanceler, até o incêndio do Parlamento onde a máquina hitlerista ocupou o espaço deixado na culpa atribuída aos comunistas. O nacional socialismo foi o grande vencedor da luta contra os outros extremistas, os comunistas convencionalmente vistos no lado canhoto da história.

A vida política de um soldado socialista, frustrado com o ideal internacionalista dos camaradas à época da Primeira Guerra, que orquestrou um golpe e acabou preso, segue o roteiro de muitos líderes que começaram no marxismo e se enveredaram por vias pragmáticas, ajudando a explicar os anos 1930 onde partidos antiliberais disputavam militantes sem a mínima noção sobre o quê estavam apoiando exatamente. Hayek, em “O Caminho da Servidão”, menciona que jovens ingleses e americanos, naquela época, após contato com os movimentos políticos no continente europeu, voltavam não sabendo ao certo se eram comunistas ou nazistas, mas “sabiam apenas que detestavam a civilização liberal do Ocidente” [2].

A Primeira Guerra Mundial (1914) tinha indicado ao jovem Hitler, assim como sinalizou ao jovem Mussolini na Itália, que a teoria de Marx sobre o proletariado estava errada na medida em que trabalhadores de diferentes países ignoraram a determinação da Internacional Socialista e se enfileiraram em trincheiras defendendo interesses políticos de suas respectivas nações, se unindo inclusive a burgueses e não como uma classe supranacional. O nacionalismo se tornou um instrumento essencial no tabuleiro das ideias e Hitler foi o resultado de uma visão política que percebeu uma oportunidade para chegar ao poder explorando o coletivismo em torno do estado:

“Eu estava convencido de que o Estado se encontrava em situação de poder dominar e  inutilizar qualquer alemão verdadeiramente grande e de apoiar qualquer coisa que fosse contra o germanismo. Odiava o conglomerado de raças, checos, polacos, húngaros, rutenos, sérvios, croatas, etc. e acima de tudo aquela excrescência desses cogumelos presentes em toda parte – judeus e mais judeus.” (página 71)

Para um povo vivendo em uma terra arrasada em torno da crise econômica, com o mal finalizado Tratado de Versalhes (1919), os apelo ao patriotismo não combinavam com o estilo cultural alheio e economicamente globalista dos judeus, gerando um vértice para o que seria o racismo como um componente dentro da máquina de conquista do poder pensada por Hitler, explorando uma tática identitária antes do termo virar moda na Europa com um discurso em torno de um inimigo comum. Obviamente, teria que ser derivado da economia liberal onde há um determinado agente social bem sucedido;  o judeu, um tipo econômico capaz de ter uma identidade avessa aos ideais nacionalistas, com uma tradição religiosa igualmente indiferente mesmo sob inúmeras etnias, e ao mesmo tempo se relacionar muito bem com um mundo cada vez mais capitalista além de fronteiras estatais. Sobre as relações dos judeus com o “mundo dos negócios” e o que entendia sobre o poder financista que exerciam, Hitler discorre o enredo de um ódio a servir seus interesses políticos:

“No mundo dos negócios, pior ainda era o estado de coisas. Nesse ponto, o povo judeu tinha se tornado na realidade “indispensável”. O morcego tinha começado a lentamente chupar o sangue do povo. Pelos caminhos Indiretos das sociedades de guerra, tinha-se achado uma maneira de eliminar aos poucos a economia nacional livre. Pregava-se a necessidade de uma centralização sem limites. Assim é que, na realidade, já no ano de 1916 para 1917, quase toda a produção se achava sob o controle dos financistas judeus.” (página 107)

Ainda se referindo aos judeus como comerciantes:

“Aos poucos, começa ele a trabalhar no terreno econômico, não como produtor mas exclusivamente como intermediário. Na sua habilidade milenar de negociante, supera de muito os arianos, os quais ainda se mostram sem jeito e, sobretudo, de uma probidade sem limites. Assim, em pouco tempo, o judeu ameaça adquirir o monopólio do comércio. Começa com empréstimos de dinheiro, e, como sempre, com juros de usurários. Na verdade, foi ele quem, por este meio, introduziu o juro. O perigo dessa nova instituição, a princípio, não é reconhecido, sendo ela até acolhida com entusiasmo pelas vantagens momentâneas que oferece.” (página 169)

Hitler centrou sua narrativa definindo os judeus como um “um problema de raça” (página 127) e não propriamente religioso. O judaísmo era, na visão dele, uma coisa política e econômica que se infiltrou na vida social germânica para formar “um estado dentro de um estado” (página 85), controlando a economia, a imprensa e as artes. Por esta narrativa, Hitler desenvolveu um sistema de política segregacionista com base em generalizações dissociadas da realidade, usando a velha tática de super dimensionar supostos inimigos comuns da nação para “justificar” medidas extremas, como subterfúgio para unir uma população moral e economicamente destruída pela Primeira Guerra e assim viabilizar o regime ditatorial que viria a estabelecer nos anos seguintes. Seu discurso era de redenção da raça ariana para substituir o que entendia ser a supremacia judaica, por um estado ultra controlador da sociedade, unificador e preservador dos valores que ele considerava genuinamente germânicos. Judeus representavam um meio de inculcar nas massas a ideia pretensiosamente objetiva de “culpados” pelas mazelas sociais alemãs. Por essa estratégia, Hitler montou um modelo de poder extremamente coletivista (socialista e nacionalista) para destruir aqueles que, segundo sua narrativa, estavam no controle do Estado e degeneravam a sociedade que deveria prezar pela pureza cultural. O patrimônio dos judeus foi então o maior elemento de atração para disseminar o ódio:

Como seria financiada a máquina de guerra alemã em uma país quebrado? De olho na riqueza do judeus, Hitler partiu para preparar o Estado para saquear o patrimônio e assim formar a base para compor fundos visando executar seu projeto bélico de expansão e retomada do protagonismo alemão na Europa.

Foi então que espalhou fake news acusando judeus de serem os manipuladores da sociedade através da imprensa. O poder financeiro dos judeus, segundo Hitler, era capaz de manipular a mídia, impedindo a disseminação de valores que não lhes interessavam. Fazendo uso do velho “vitimismo”, propõs algo que me lembra uma ideia defendida pelo ex-presidente Lula [2], para isso basta inserir as “elites” dominando a imprensa para justificar coisas como o Estado controlando esse instrumento como forma de serviço político.

“Aqui, mais do que em qualquer setor, é dever do Estado não esquecer que a sua atitude, qualquer que ela seja, deve conduzir a um fim único e não deve ser desviada pelo fantasma da chamada “liberdade de imprensa”, desprezando assim os seus deveres com prejuízo do alimento de que a nação precisa para a conservação de sua saúde. O Estado deve controlar esse instrumento de educação popular com vontade firme e pôlo ao serviço do Governo e da nação.” (página 133).

Não é por acaso que o controle da imprensa, em nossas dias de “estado democrático de direito”, é uma pauta corriqueira em líderes populistas e regimes ditatoriais. Funciona assim na Venezuela, em Cuba e na Coreia do Norte. Foi assim na extinta URSS e no leste europeu. O coletivismo e a ideia de amplo controle do estado sobre a sociedade indica a formação socialista de Hitler em ação, pragmática; e foi o que se observou na Alemanha quando o Nacional Socialismo chegou ao poder.

A clara repulsa de Hitler ao marxismo costuma ser usada para descaracterizá-lo como “socialista”; Hitler aplicou socialismo o combinando com um nacionalismo, algo que se chocou com o anti nacionalismo comunista (página 203), e não foi por acaso que acabou que a visão tradicional da internacional socialista foi ridicularizada por dissidentes do movimento socialista alemão, pois o proletariado preferiu defender suas respectivas nacionalidades ao lado da burguesia, na Primeira Guerra.  Segundo, Hitler via uma conspiração de judeus que usavam a disseminação de ideias marxistas na sociedade para destruir as identidades nacionais e se apoderar dos estados, o que seria um tipo de “proto-metacapitalismo” [3] ou uma crítica que lembra estratégias comuns às da Escola de Frankfurt. Porém, o anti marxismo de Hitler não queria dizer que o que ele pregou em “Minha Luta” não tenha sido uma forma de socialismo. “Minha Luta” é uma cartilha para dar as bases a uma  militância nacional socialista que precisava ser doutrinada aos propósitos do estado como instrumento de uma causa maior, a supremacia ariana para o controle social. O intervencionismo e o planejamento central  dele derivados são consequências de uma doutrina onde tudo se volta em favor de propósitos em torno do apelo da “supremacia racial”, sob o viés patriota visando o que toda atividade política almeja: o poder puro.  Ainda sobre os marxistas e os burgueses, confusos com a doutrina nacional-socialista:

“Neste mundo, porém, quem não se dispuser a ser odiado pelos adversários não me parece ter multo valor como amigo. Por isso, a simpatia desses indivíduos era por nós considerada não só inútil mas prejudicial. Para irritá-los, adotamos, de começo, a denominação de Partido para o nosso movimento, que tomou o nome de Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães.”  (página 196). “Com a fundação do N. S. D. A. P. (Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães) apareceu, pela primeira vez, um movimento cujo fim não era idêntico aos dos partidos burgueses, isto é, não consistia em uma restauração mecânica do passado, mas sim no empenho de erigir, no lugar do atual mecanismo estatal absurdo, um Estado orgânico e nacionalista” (página (282). “Só a cor vermelha dos nossos cartazes fazia com que eles afluíssem às nossas salas de reunião. A burguesia mostrava-se horrorizada por nós termos também recorrido à cor vermelha dos bolchevistas, suspeitando, atrás disso, alguma atitude ambígua. Os espíritos nacionalistas da Alemanha cochichavam uns aos outros a mesma suspeita, de que, no fundo, não éramos senão uma espécie de marxistas, talvez simplesmente mascarados marxistas ou, melhor, socialistas. A diferença entre marxismo e socialismo até hoje ainda não entrou nessas cabeças. Especialmente, quando se descobriu, que, nas nossas assembléias, tínhamos por princípio não usar os termos “Senhores e Senhoras” mas “Companheiros e Companheiras”, só considerando entre nós o coleguismo de partido, o fantasma marxista surgiu claramente diante de muitos adversários nossos. Quantas boas gargalhadas demos à custa desses idiotas e poltrões burgueses, nas suas tentativas de decifrarem o enigma da nossa origem, nossas intenções e nossa finalidade!” (página 255).”Devemos levar ao marxismo a convicção de que o futuro dono da rua é o Nacional-Socialismo, assim como, de futuro, ele será, o senhor do Estado.” (Página 287).

A ideias de Hitler para o estado germânico era a de um organismo racial (página 86), uma “organização da comunidade, homogênea por natureza e sentimento, unida para a promoção e conservação da sua raça e para a realização do destino que lhe traçou a Providência” (página 85). Em suma, o estado hitlerista é para sedimentação da narrativa em torno da raça e radical defesa de interesses comuns à nação.  A economia seria outro instrumento dentro de uma estrutura de controle político voltado ao planejamento central, modo que viria a ser um marco no regime nazista. A definição da doutrina nacional socialista para Hitler é como uma religião para “guiar a nação”:

“A doutrina nacional socialista não é destinada a servir a interesses políticos dos diferentes Estados federados, mas a guiar a nação alemã.” (página 305)

Lembrei-me de um vídeo que viralizou onde é feita uma tradução, sob forma de paródia, usando trechos do filme A Queda. Os últimos momentos de Hitler, retratado nas legendas como um sujeito revoltado com a burocracia do Estado, no caso em relação ao fisco. A brincadeira, de péssimo gosto associa Hitler ao gestor privado que se irrita com as ações de monitoramento do governo. O objetivo, parece, estaria em provocar aqueles que se recusam a aceitar as normas de controles do fisco, cada vez mais abusivas. Talvez, os que fizeram a montagem e aqueles que a acham engraçada não saibam, é que um dos pontos fundamentais que envolvem as doutrinas do nazismo, consiste no controle social de empresas e indivíduos, através do aparato monitório estatal. Controle social via Big Brother Fiscal é uma questão de interesse nazista.  Antes de fazer piada usando Hitler, aconselho a quem assim pensa, a refletir sobre milhões de vítimas assassinadas e/ou que tiveram liberdades impedidas com o regime nazista. Dada a mentalidade de estado corporativo, vigiando tudo e todos para satisfazer um aparato político-partidário, não tenho dúvida de que Hitler seria um entusiasta de controles disseminados pelo fisco (do tipo “Sped” e “eSocial”), preciosos instrumentos do estado corporativo sobre o setor privado, onde a doutrina nazista formou experts. Hitler olharia para o Sped e o eSocial como quem dispõe de uma arma de destruição em massa, seja para espionar pessoas físicas que pudessem ser um incômodo ao regime, seja para ameaçar empresários que tivessem a ousadia de combater o seu governo, assim como pouparia aliados através de fiscalização seletiva: é aquela velha história de “aos inimigos a lei, aos amigos, os favores do rei”. O “Big Brother Fiscal” do estado é essencial para que regimes do naipe nazi-fascista tenham maior duração, pois disseminam formas de vigilância e ampliação do  temor ao aparato estatal.

Outro ponto que se relaciona intimamente com o corporativismo do estado está na exploração da luta entre classes, questão normalmente associada ao marxismo. Hitler não desperdiçou a oportunidade de fazer uso do tema, estabelecendo premissas para canalizar o apoio dos trabalhadores (proletários) que estavam mais inclinados ao marxismo à época, Ele elabora então uma narrativa onde insere de um lado, os judeus, taxados como os exploradores do lado patronal com suas organizações capitalistas muito bem sucedidas, e do outro, o proletariado, as vítimas:

“A evolução por que passamos terminará um dia, se não lhe opusermos obstáculos, nesta, profecia judaica: o judeu, na realidade, devorará os povos da terra e tornar-se-á senhor dos mesmos. Perfeitamente consciente dos seus objetivos, o judeu defende-os de maneira irresistível, nas suas relações com milhões de alemães proletários e burgueses, os quais caminham para a destruição, principalmente devido á sua covardia, aliada à indolência e à estupidez” (página 238).

E deixa bem claro qual será o papel do proletariado em seu plano político:

“Para que o programa racista-nacionalista possa emergir dos vagos anseios de hoje para tornar-se uma realidade, é preciso que se selecionem, dentro de suas largas concepções, certas ideias mestras bem definidas que, por sua significação, sejam apropriadas a atrair e conseguir a adesão de vastas massas populares, justamente aquelas que podem assegurar o êxito da grande luta de finalidade universal. Referimo-nos ao proletariado alemão.” (página 241).

Controles de registros meticulosos de agentes econômicos, rígidas legislação trabalhista, positivista, para alienar trabalhadores no coletivismo em torno do Estado, os usando como massa de manobra para fundamentar o poder totalitário; foi a tônica do nazismo, do fascismo, e de muitos regimes ditatoriais ao longo do século XX.

(A título de curiosidade sobre similaridades do sistema trabalhista brasileiro com regimes nazifascistas dos anos 1930, a CTPS no Brasil muito parece ter sido aproveitada no nazismo, quando se vê a “carteira de trabalho” instituída em 1935 na Alemanha, pois está nos mesmos moldes de fichas e registros implementados em 1932, ficando obrigatória em 1934 na ditadura Vargas. Fato é que ambas foram inspiradas no modelo fascista italiano, de 1927).

Voltando a “Minha Luta”, percebo certos elementos que em nossos dias tramitam em sombras nas práticas da política. Imagino até que um “Hitler” alternativo, um tanto suavizado, imperceptível pela massa, pode chegar ao poder com o estado degenerado da sociedade, mediante finanças públicas à beira de uma implosão, novamente retornando à obra “1931” [1], formando um campo fértil para salvadores da pátria e planos mirabolantes mergulharem o país em uma radical caminhada de mais planejamento central, mais controles sociais, mais protecionismo, em suma, mais socialismo. Penso que se forem substituídos os termos “judeu” por “elite capitalista” e o “nacionalismo racista”, por um “nacionalismo estatal-empreendedor”, se pode começar a entender que o populismo e o nazismo caminham de mãos dadas em clichês do tipo “a Petrobras é nossa”, “o nióbio é nosso”, e tudo quanto for “nosso” assim será desde que administrado através do aparato de compulsão e coerção, o estado corporativo.

Até imagino que muitos políticos não querem que “Minha Luta” seja lido pelas novas gerações, porque há enorme risco de suas velhas práticas se tornarem ainda mais evidentes em figuras cataclísmicas como Hitler. Ser de “direita” ou de “esquerda” é uma classificação útil apenas para quem vive de construir narrativas. Olhando os fatos, as práticas, não há lado, e sim formas de se chegar ao poder que são adotadas por puro pragmatismo onde práticas socialistas são mais úteis a políticos, não importa se rotulados ou auto definidos como “conservadores” ou “progressistas”.

“Minha Luta” deve ser lido, debatido, como a melhor forma de anti propaganda nazista (e socialista) para mostrar até que ponto chega a maldade entre os homens através da política e do aparato estatal, por uma obra que serviu de base doutrinária para dizimar milhões de judeus em uma das maiores máculas da história humana.

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Notas:
  1. Ver a obra 1931: Debt, Crisis, and the Rise of Hitler (English Edition), de Tobias Straumann (Suíça/Wettingen, 1966);
  2. O Caminho da Servidão, página 51.
  3.  Ver Lula ataca Bolsonaro e diz que fará regulação da imprensa se for eleito
  4. Metacapitalismo é um termo forjado por Olavo de Carvalho, tendo no modelo globalista a referência. Termo serve para definir o comportamento de empresários que, para evitar a livre concorrência, se aliam a políticos que disseminam intervenções do estado na economia. O “metacapitalismo” é um socialismo camuflado, para os maiores detentores de capital, representando a mais poderosa variante de “socialismo fabiano”.

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