20/10/2021
Foi uma agradável manhã ambientada com Debussy, Liszt, Mozart, Chopin, Beethoven… https://www.youtube.com/watch?v=mDeMf0iJQ5I
Muitos problemas no segmento que atuo demandam reflexão, pesquisa minuciosa, análise/interpretação de textos legais e avaliação de dados, muitas vezes precários. O trabalho do contador também envolve bastante isso e, sendo assim, é importante EDUCAR os clientes para compreenderem que o serviço prestado não é coisa qualquer e muitas vezes um problema NÃO se resolve de bate pronto, imediatamente.
Não tenho pressa alguma diante de um problema técnico. Não permito que a ANSIEDADE de um cliente me contagie, caso contrário, atrapalharia o trabalho de compreensão do problema, travaria o raciocínio e desorganizaria o processo de atendimento. Muitos confundem prioridade com improviso, pressa e até bagunça. Prioridade é uma coisa ORGANIZADA, definida em processo, pensada, para ser executada por preferência, ação coordenada conforme critérios técnicos e não na base do “fazer de qualquer jeito”.
Alguns profissionais de contabilidade e de TI, dominados pela ansiedade dos clientes, vivem presos na mentalidade do leigo que não entende e acha que tudo é “rápido”, “automático”; não pensam e acham que tudo é por intuição. Profissionais assim acabam sofrendo esperando respostas imediatas para questões meditadas, que demandam tempo no processo de solução. O técnico é o contador, o TI, o leigo é o cliente. NÃO SE DEVE INVERTER ESSE PAPEL. Ao leigo não cabe determinar o que o técnico deve fazer, assim como o tempo necessário de uma tarefa. Muitos contadores invertem isso e deixam os leigos (clientes) dominarem o próprio trabalho; caem na ilusão de entregas rápidas de questões complexas espelhando o amadorismo dos clientes. Agem como se fossem entregadores de pizza.
Penso que falta maturidade na profissão para quem vive assim; melhor conhecimento sobre o seu significado. Entre jovens pode ser até natural, pela falta de experiência, mas entre contadores com mais de cinco anos de mercado, o comportamento de entregador de pizza se torna um sinal de alerta que, talvez, careça de assistência psicológica.
19/10/2021
É uma linda manhã de terça para apreciar Fly Me To The Moon com o trio Layers https://www.youtube.com/watch?v=31wt1SahLVo e em seguida, peças do século XVIII de Luigi Rodolfo Boccherini https://www.youtube.com/watch?v=zZbcIVTuHKQ
Também é um momento oportuno para lembrar  que as recentes críticas estão acompanhadas de sugestões, bastando para isso um pouco de espírito desarmado:
“A falta de uma política de atendimento deixa todos perdidos. Percebi em alguns casos que faltou coordenar equipes, revezar tarefas, estabelecer escalas de funções para que o eSocial fosse uma rotina diária, estabelecendo rodízio entre empregados, deixando todo dia sempre um exclusivo com o eSocial. “
Nervosismo, irritação e ansiedade costumam cegar o entendimento. O texto talvez dê alguns insights, aliás, um dos maiores problemas que enfrento é a baixa concentração entre usuários para enxergar orientações que estão bem diante dos olhos. A dispersão é grande; usuários são expostos a muitas demandas ao mesmo tempo e sofrem não sabendo lidar com um ambiente multitarefa sob alto volume, seja porque não possuem diretrizes para se orientarem na execução de tarefas, e assim são facilmente envolvidos, sem saber como proceder, frequentemente abandonando tarefas importantes quando um cliente (via regra, mimado) chega pedindo tudo “para ontem”, seja porque porque foram “treinados” para enxergarem apenas problemas imediatos, sem discernir condicionantes nem prioridades; juntando o medo de desagradar o cliente, não conseguem raciocinar por uma compreensão melhor do que precisa ser feito e o que pode ser realizado no momento. Assim, não identificam corretamente o que pode ser colocado em fila para ser resolvido dentro de um prazo razoável. Percebo que é comum estarem envolvidos por um vício de se acharem com onipotência e onipresença, explico: agem como se tivessem atributos divinos para  fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Exemplo: enquanto se está tentando ajustar a estrutura de eventos tributários no eSocial, o mesmo colaborador está tentando enviar uma GFIP, e se aparecer uma chamada no WhatsApp, tentará atendê-la de imediato. Em outro caso, enquanto está fechando um balanço, decide tentar resolver um problema fiscal considerado urgente e nessa brincadeira de bancar “deus”, costuma cometer erros primários. Inserir nova tarefa enquanto ainda não finalizou a que está em execução é o típico caso de desvio de atenção que força um baixo nível de concentração e, por tabela, entendimento fraco de questões técnicas. O problema fica mais explícito quando o departamento tem mais de um colaborador e não há revezamento de tarefas, e assim a equipe fica batendo cabeça, sem definição clara de funções coordenadas diante de uma pressão. Quem tenta fazer tudo o tempo todo, acaba produzindo pouco. Conversando com colaboradores, argumentam que adotam divisão de tarefas, mas o que vejo é que ficam facilmente envolvidos sem norte, agindo mais na base do improviso do que em espírito de equipe bem treinada em termos de coordenação; confundem pressa com agilidade, e acreditam que apenas força de vontade, sem dar muita atenção á técnica, será suficiente. Falta também um preparo emocional para lidar com ameaças de multas, clientes neuróticos e prazos curtos para entrega de declarações relativamente complexas.
Os problemas que apontei acima fazem parte do meu cotidiano e a impressão que tenho é que ocorrem, entre outros fatores, por falta de liderança adequada. Hoje, o dono de escritório tem que ser mais dinâmico, preparado para lidar com demandas mais complexas, em comparação com os anos 1990; o dito “empresário” de contabilidade precisa ter estratégia, senso de coordenação e saber técnicas de gestão de pessoas.  Se não tem esses conhecimentos, deve procurar um profissional de administração, de preferência com boa base de RH para assessorá-lo.
Uma coisa é ser dono de escritório, outra é liderar pessoas.

 

18/10/2021
Uma bela manhã de segunda com o suporte regado a Chopin https://www.youtube.com/watch?v=KI99T3vHUzM
Balanço 01 de clientes do Grupo III 2021
Muitos começaram o ano sem nada e hoje entregam folhas regularmente. Resultado de muita dedicação e confiança no plano de trabalho oferecido pelo suporte. Compraram computadores, trocaram certificados A3 por A1, acompanharam as reuniões, enviaram dúvidas pelo formulário e seguiram fielmente os agendamentos. Em levantamento preliminar (o definitivo sairá em novembro), 85% dos usuários estão na FASE 3 entregando folhas e fechando ou contingenciando. Bons resultados. Estou feliz com o que conseguiram fazer. PARABÉNS.
Agora vamos aos 15%:
Sobre a DCTFWEB: É AMARGO o preço da FALTA DE PLANEJAMENTO e de não se levar a sério os alertas que foram dados DURANTE O ANO. Resultado? Agora passam pela correria com colaboradores expostos a jornadas estressantes podendo acarretar em doenças ocupacionais. O que mais me impressionou foi um COMPORTAMENTO AUTO DESTRUTIVO subestimando os problemas.
(1) Alguns agendaram, mas no dia/horário marcado não deram atenção porque os empregados estavam sempre dispostos a “outras coisas”. Bastava um cliente chegar que tudo parava. A falta de uma política de atendimento deixa todos perdidos. Percebi em alguns casos que faltou coordenar equipes, revezar tarefas, estabelecer escalas de funções para que o eSocial fosse uma rotina diária, estabelecendo rodízio entre empregados, deixando todo dia sempre um exclusivo com o eSocial. (2) Outro problema foi a pouca atenção com detalhes técnicos usando só certificados A3 (inadequados) para disparar vários eventos, além de não investirem em equipamentos, rodando Windows 7 (tem até um com XP) sem atualizações, dificultando a mensageria. (3) Ignoraram as reuniões das sextas. Teve um que disse que “agendamento é frescura”. Certas ofensas não devem ser esquecidas… Anotado.
Percebendo o caos iminente, disponibilizei horários alternativos no Zoom para conversar, mas o desinteresse permaneceu. Silêncio. Falta de interesse em dialogar. A pandemia, parece, serviu de desculpa para muita coisa. Querem conversar sem marcar horário e costumam ligar no meio de atendimentos agendados (sabendo da minha política de trabalho), sem falar em registros de ligações até em dia de domingo, evidentemente não atendidas. Não gostam de respeitar regras básicas.
Ainda há quem solicite um “passo a passo” para “importar o arquivo da DCTFWeb”, só para termos uma ideia do nível de interesse pela coisa. Então, os que descobriram como a coisa realmente funciona (precisando passar pelo eSocial em todos os detalhes), perceberam a gravidade do problema e agora solicitam, em cima da hora, que eu disponibilize horários aos sábados; acontece que as manhãs estão esgotadas com clientes de consultoria e casos especiais que AGENDARAM há meses. Sábado à tarde é inegociável, assim como os domingos e feriados. A resposta para que eu me exponha a jornadas estafantes é categórica: NÃO. Já paguei o meu preço durante os esforços que envidei no decorrer do ano.
16/10/2021
A manhã foi inspirada em Divenire, que abre esta página, obra do maestro Ludovico Einaudi.
O preço de procrastinar é caríssimo… E a conta mais pesada recai nos mais vulneráveis. Este texto é para um tipo de agente que só sabe contar dinheiro e ignora por completo aqueles que representam o recurso mais precioso de uma empresa: os colaboradores.
O eSocial dispensa apresentações pelos danos que provoca. Um problema imposto e, à semelhança do novo coronavírus, requer uma compreensão sobre a convivência enquanto a sociedade dorme como zumbi diante do Big Brother soviético, independente do desconforto e da sempre necessária crítica sobre o que significa, se torna algo ainda pior pela forma como alguns “empresários” donos de escritório o tratam, sobretudo quando impõem um peso enorme nas costas de colaboradores, diretos, empregados, e indiretos, como no meu caso.
Lidar com as demandas impostas pelo eSocial requer uma forma diferente de liderança em “empresas de contabilidade”, onde o antigo chefe que só sabe dar ordens tem que sair e entrar um que se envolva muito mais com os problemas. Nos escritórios sem essa mudança de paradigma, o eSocial tem sido um desastre ou algo iminente neste sentido na falta de uma estrutura mínima de gestão, e eis que sobra a procrastinação que vem de cima para baixo.
A procrastinação é um produto de quem vive um amanhã que nunca acontece, sobretudo diante de um problema novo e, no caso dos escritórios que pararam no tempo, isso afeta mais gravemente os colaboradores, aqueles que de fato, colocam a “mão na massa”. O “empresário contábil” que não mudou de hábitos então segue na costumeira falta de planejamento e no improviso como regra e não exceção…  Não tem política de recursos humanos, não procura se aprofundar na compreensão da coisa e o eSocial vai se tornando uma bola de neve na medida em que se subestima a complexidade das demandas. Este perfil de gestor não adota gerenciamento do tempo, plano de metas e quase tudo permanece tratado no aleatório; uma dificuldade que impõe dependência a outras problemas, muitas vezes, não é levada a sério e o “deixar para depois” traz danos em cadeia. Não há identificação de processos ignorando a importância de se definir prioridades, em suma, não há estruturação de tarefas. Em paralelo, colaboradores ficam à esmo, batendo cabeça, sem saber o que fazer em muitas ocasiões e quase tudo é despejado no suporte da TI. Faltam-lhes treinamentos contínuos que envolvam um norte ou um “código de ética” que dê forma objetiva para lidar com dificuldades de clientes que são mimados ou mal educados na cultura de boas práticas. Esse drama desemboca na má execução de rotinas em uma ineficiente ou inexistente divisão do trabalho.
O produto da procrastinação entra na fase de acabamento quando o gestor começa a entrar em uma espiral de auto engano que se expande; o chefe perdido costuma inculcar a crença em adiamento de prazos e a “cereja do bolo” vem em expectativas por “soluções milagrosas” de última hora, diante da percepção que o caos está batendo na porta; novembro está chegando e muitos não sabem direito o que é a DCTFWeb…
Produto finalizado! Resta ao velho gestor expert em procrastinação, que só sabe dar ordens, “comemorar” o seu lançamento no “tudo ou nada”, impondo noites e madrugadas com cargas absurdas de jornada de trabalho aos colaboradores, diga-se de passagem, todos à beira de um ataque de nervos, por esforços para tentar recuperar o tempo perdido ou melhor, mal aplicado, que gerou um prejuízo irrecuperável, com uma parte intangível ainda mais tóxica, provocando estresse em nível ultra elevado que pode ocasionar doenças ocupacionais, desgastar relacionamentos arranhando anos de uma história de sucesso no modo antigo e obsoleto de se trabalhar. Não dá para fazer uma máquina do tempo, voltar ao ponto onde os alertas foram dados, a agenda do TI foi oferecida e não devidamente aproveitada, enfim, voltar ao início de tudo e levar as mudanças necessárias a sério. O tempo passou, está posto; irreparáveis são os danos de tentar fazer em três semanas o que deveria ter sido feito em nove meses.  O que resta então? Além da profunda dor, quem sabe algum ensinamento sobre como não cair de novo na sedutora procrastinação e falta de humildade para mudar a gestão. Para que isso ocorra, é preciso aplicar outro produto, mil anos-luz distante, graciosamente acessível, bastando que exista CORAGEM para fazer uma introspecção; chama-se AUTOCRÍTICA, coisa infelizmente raríssima em nosso meio.

14/10/2021

Nesta agradável manhã de quinta, o suporte aprecia Bach BW6 https://www.youtube.com/watch?v=uSU0MaGbkh8
Prioridade é resultado de um processo de análise e não consequência de uma urgência per si; é um sinal para o que deve ser feito que se deriva de conhecimento teórico e das circunstâncias em objetividade e subjetividade. É análise técnica e não por impulso ou ação impensada.
Em uma emergência hospitalar, um médico diante de um caso que aparenta certa urgência, vai analisar indicadores que estão no paciente, ponderar dados, pesar contextos, onde o inesperado é um componente para uma decisão de prioridade que é técnica, baseada em conhecimentos específicos. Em qualquer profissão que lida com o acaso, a tecnicidade é o que deve definir a prioridade e não o contrário.
Em muitos escritórios, o paciente, ou seja, o cliente (ou leigo) acaba ditando o que técnico deve tratar como prioridade. Em algumas situações, agendado com um escritório, sou dispensado porque o colaborador que ficaria comigo foi designado para resolver “outros problemas”, normalmente em função de um cliente que surgiu de última hora exigindo atendimento imediato; sem analisar se será possível finalizar a demanda do cliente, abandona o suporte  e, não raramente, não conclui em tempo o que o cliente pediu. Isso ocorre porque falta uma política de atendimento que oriente o colaborador a analisar problemas e definir prioridades dentro de possibilidades. O curioso é que, normalmente, a direção do escritório segue afirmando que o agendamento é “prioridade”, sem se dar conta que prioridade é uma coisa que se atesta pelo que se faz e não pelo que se fala.
Prioridade, para muitos administradores de escritório, algo ligado apenas ao inesperado. Confunde-se o imediato com o prioritário, na lógica do entregador de pizza que se verifica quando um cliente aparece exigindo que se resolva uma certa demanda “para ontem”. A impressão que tenho é de que essa confusão entre prioridade e improviso se dá pela concepção do cliente como uma causa em si mesma; como se o leigo não dependesse de orientação, e isso diz respeito também à analise para definir se um determinado problema é prioritário ou não, com fatores de gravidade, circunstâncias, condicionantes e outras questões técnicas para realização. Sem saber o que é prioridade então, administradores de escritório agem somente por impulso, e talvez por medo (dos clientes), e assim se submetem a desejos mais absurdos sem avaliar riscos, viabilidade, processos e conhecimentos necessários em demandas que cabem tão comente ao lado técnico tratar  e não o cliente; em suma, atuam no amadorismo ou “achismo” do leigo se sobrepondo ao que deveria ser baseado na predominância da prorrogativa técnica.
Escritório que não tem política de atendimento estará passivo a viver nesse dilema; estará cercado por amadorismo, confundindo pressa com agilidade, improviso com prioridade, com colaboradores estressados além do necessário, sempre correndo contra o tempo, aplicando mal recursos humanos, atrasando entrega de declarações, rezando para ocorrer prorrogação, dominado pela vontade do leigo, sem saber definir o que realmente importa nos processos de atendimento, seja do ponto de vista estratégico, assim como do operacional.
Contudo, a falta de política de atendimento pode revelar outro problema ainda mais sério: a falta de liderança, pois ser dono de escritório contábil é uma coisa… liderar é outra… Coordenar e inspirar pessoas são aptidões compondo uma arte que não se adquire com dinheiro.

11/10/2021

É uma linda manhã de segunda, para alguns, um dia “imprensado” e eis que o suporte segue apreciando Mozart, Beethoven, Tchaikovsky, Schubert, Dvorak, Mahler e Rachmaninoff… https://www.youtube.com/watch?v=R6S-bwUCw_8
“Sou um tubarão, sardinhas que se cuidem”
Frase curiosa, por ato falho de quem pensa que exagero com as reuniões das sextas e que deveria repensá-las para escritórios “maiores”. O que posso dizer? Todos para mim são importantes e tratados com isonomia. O conceito de porte, no meu caso, está associado às demandas que recebo e não necessariamente ao volume de clientes que um escritório possui. Depende mais da qualidade dos clientes e não da quantidade, e os valores que recebo se explicam por essa ótica. Há escritórios com menos clientes nos sistemas que demandam mais serviços, com maior complexidade, pagando valores maiores, demandando mais tempo, mais especialidades, em comparação com escritórios com mais clientes que demandam tarefas mais padronizadas, demandando menos conhecimentos especializados, menos tempo de estudo, menos suporte e, por isso, pagando menos. Cada caso é um caso.
Então, vejo um escritório na condição de “grande” por quais critérios? O volume de clientes é algo que pode ser enganoso, como no caso do “tubarão” que se considera “grande” por ter quase três centenas de clientes, no entanto, sem nenhum trabalho relevante com contabilidade; especializou-se em atender no “Simples”, o que tem um nível de padronização elevado, e quando tem caso diferente, repassa a uma equipe externa, autônoma. O “tubarão” não tem recursos humanos na estrutura do escritório para fazer escrituração, elaboração de balanços, demonstrações, apurações de lucro; não tem lucro real, nem presumido no portfólio. Nesse aspecto, tem quantidade mas não qualidade na mesma proporção em termos de relevância técnica, e não pode ser considerado “grande”, no meu conceito.
Oportuno lembrar uma brutta figura pela forma arrogante e voltar aos anos 1990  em uma mesa com uma máquina de datilografia, uma impressora EPSON FX1170, um ajudante, um armário de metal e um AT 486. Parecia um sujeito humilde… só parecia.  O “tubarão” é  uma pessoa tão pobre, tão pobre que a única coisa que tem é o dinheiro. Não tem a capacidade de honrar uma gentileza de um convite para conhecer um trabalho; não passou nem cinco minutos observando e ficou incomodado; usa o eSocial para assustar empresários clientes de concorrentes que julga “pequenos” e assim levá-los ao seu “grande” escritório sem contabilidade, com fiscal meia sola e um setor trabalhista comum em serviços, a maioria de baixo valor, que podem ser encontrados sem muita dificuldade.
Notei que não é raro encontrar “empresário” de contabilidade pensando como o “tubarão”, achando que o eSocial vai exterminar escritórios “pequenos” e beneficiar os maiores em uma cadeia alimentar.  Nesse tipo de mentalidade apocalíptica, os clientes dos “pequenos” serão repartidos entre os “grandes”. Por isso, talvez,  a irritação com um trabalho que ajude os que considera “pequenos” a sobreviver ao eSocial que foi, de fato, um projeto do capitalismo de laços  típico no Brasil, pensado para beneficiar grandes corporações de TI e serviços burocráticos que fazem lobby em torno do aparato estatal. O “tubarão” é um produto dessa mentalidade doentia.
Acontece que há “pequenos” que participam regularmente desses trabalhos que possuem produção de contabilidade que o “tubarão” não tem. Pequeno mesmo diante deles é o “tubarão”. São “pequenos” com escrituração contábil completa, envolvendo empresas no lucro presumido e no lucro real. E além do mais, duvido se o “tubarão” tenha capacidade técnica e recursos humanos que esses “pequenos” possuem até porque não me admirou vê-lo em dificuldades para argumentar sobre questões simples envolvendo Contabilidade sobre balanços e até problemas de “débito” e “crédito”, por sinal deficiência comum em muitos donos de escritórios “tubarões”, não raramente fracos no intelecto.
O “tubarão” se acha então poderoso, conquistador de clientes de quem considera “pequeno”. O que posso mais dizer de tamanha presunção? É eticamente desprezível, culturalmente um asno; um “belo” exemplo do coleguismo no meio contábil. Ufana-se com uma carteira de quantidade com baixa qualidade de trabalhos. Endinheirado e pobre de conversa, sem pedigree, mísero de valores, vazio de ensinamentos, desprovido de lições de vida. Contador não o é; um despachante sim, de luxo, com CRC, viciado na exploração do custo Brasil.
E assim caminha o “tubarão”, não passando de uma piabinha patética, toda emperiquitada, com manias de grandeza.

10/09/2021

Política de uso do WhatsApp

Linda manhã dominical para registrar alguns procedimentos no uso do WhatsApp para fins profissionais. Em poucas ocasiões utilizo para fins particulares, sendo neste caso restrito a pessoas íntimas no círculo familiar.
No círculo profissional aplico alguns critérios e o primeiro diz respeito a cuidados essenciais na abordagem inicial. Trabalho pautado em números cadastrados e quando ocorre uma tentativa de contato por um número desconhecido, inicio procedimentos de verificação, análise para confirmação (ou não) do meu interesse pela interação. Tal compliance ajuda com suspeita de fraudes, considerando que trabalho com sistema contábeis que fazem uso de bases de dados sigilosas. Certa vez alguém se apresentou, usando um número desconhecido, como “novo diretor de RH” de um cliente. A política para compliance então foi acionada: (1)  Foi informado que o número não consta no cadastro e, em função na necessidade de cadastro, da necessidade de se aguardar pela conclusão para iniciar o atendimento em fila. Nesse ínterim, nenhum dado foi fornecido do cliente. Em seguida (2) entrei em contato com um membro da direção da empresa para confirmar o número, nome, cargo e atribuições do contato em análise. Notei que o contato se irritou um pouco após a confirmação do cadastro, algo que se deu por uma ligação telefônica (pelo tom da voz) enquanto tinha recebido o reconhecimento elogioso do processo de segurança que adoto por parte do diretor consultado. O que me chamou a atenção foi o fato do “diretor de RH” ter se irritado com um procedimento que deveria bem compreender; não convém tratar de dados sigilosos de sistemas usados por clientes sem ter a devida consciência de quem está me abordando e se tem atribuições para acesso ao que pretende.
Ainda na abordagem inicial, se o contato não se identificar corretamente, o processo de cadastro e análise não avança. Apenas a apresentação como “diretor”, “gerente” ou algo que se julgue relevante, é tratado com uma resposta padrão para que o contato informe sua identificação por nome e sobrenome, pois cargo não é nome pessoal, apenas substantivo, o que para alguns importa mais que a própria personalidade… Acontece que uma conversa séria entre pessoas carece do básico da identificação entre partes envolvidas.  O tal contato que não queria dizer o nome, preferindo se identificar como “diretor”, se irritou com esse procedimento e recusou fornecer o nome pessoal, exigindo que eu entrasse “imediatamente” em contato por ligação telefônica. Tamanha “delicadeza”  foi digna de um bloqueio e claro, a ligação telefônica não ocorreu até que enviou um e-mail desaforado, mas se identificou mencionando o nome, e eis que foi possível começar uma conversa minimamente civilizada com ele. Infelizmente, é comum na condição humana o uso indevido do poder de direção para desumanizar relacionamentos, pois alguns utilizam o cargo que ocupam para intimidar e obter vantagens por assédio moral diante de pessoas que julgam inferiores em termos de importância na cadeia de negócios. Esse tipo de conduta é combatida eticamente em meu código de relacionamento pelo WhatsApp. Quem se porta assim, mesmo na condição de cliente, vai de uma advertência ao bloqueio, independente de quem seja; já ocorreu punição por bloqueio de cliente proprietário de escritório contábil por algo análogo, com o agravante que se tratou de um contato agressivo fora do expediente. Expliquei ao indivíduo que não é porque é cliente que tenho que suportar tudo o que deseja; ao lidar com pessoa que se porta de forma agressiva, é preciso “cortar o mal pela raiz”,  a repreendendo imediatamente pois, caso contrário, tenderá a passar para outro estágio mais intenso.
Por essa linha de procedimentos, quem se identifica com apelido ou códigos fica impossibilitado de ser cadastrado, e recebe as mesmas respostas. Um sujeito  se apresentou com um código de promoção de um produto e até hoje não foi cadastrado. A falta de uma saudação também pesa bastante na abordagem inicial. Mesmo mencionando o nome pessoal, o meu desconfiômetro segue em nível mais elevado, de cuidado que o habitual, quando noto a falta de uma apresentação regada a um “bom dia”, “boa tarde” ou “boa noite” (mesmo que eu só venha a ler tal mensagem em um turno diferente) e na maneira de se expressar fazendo um pedido; sabe aquela palavrinha mágica… “por favor”… Em três anos usando o WhatsApp, identifiquei casos onde o que falta mesmo é uma boa educação doméstica, e isso não diz respeito à condição econômica, pois grosseria não tem classe social; não há nada de novo debaixo do céu…
Outro aspecto de segurança está no comportamento incomum em mensagens, com o uso de terminologias nunca antes utilizadas ou pedidos estranhos à natureza do relacionamento, sinalizando para mim a necessidade de fazer contato por telefone para certificar se é a pessoa mesmo que está trocando mensagens comigo. Certa vez, um colaborador usou o número do chefe e não informou isso na conversa inicial. Notei a forma diferente de se expressar por texto e quando liguei para averiguar, confirmei a desconfiança; recomendei então ao jovem rapaz a não fazer mais isso, pois além de ser feio, é perigoso e antiético e, claro, comuniquei o fato ao chefe.
O contato com foto onde se dá ênfase a uma determinada parte do corpo, com algum decote, pode ganhar o prêmio de ir para as mensagens arquivadas ou até mesmo ser agraciado com um bloqueio, dependendo do caso. Não estou interessado em ver músculos ou outras exibições narcisistas de corpos sarados ou esteticamente “belos” no conceito do senso comum. Pessoalmente, acho cafona quem se exibe assim em redes sociais considerando o interesse profissional; se uma pessoa se expõe assim em rede social, está dando um indicador negativo sobre sua condição para um relacionamento profissional adequado. Já vi casos de pessoas sendo demitidas “inexplicavelmente” com histórico de pouco ou nenhum zelo da imagem pessoal no ambiente de negócios, sobretudo na era das redes sociais e no uso de reuniões no Google Meet, Zoom, entre outros, que se tornaram bem mais intensos com a pandemia. Gestores sérios se preocupam com a seriedade de colaboradores e isso envolve uso da imagem pessoal com tendência de aumentar o rigor na medida do porte de uma empresa.
Outros critérios dizem respeito a contatos que passam a usar o espaço no WhatsApp para fazer propaganda política, disseminar notícias falsas, assim como compartilhar conteúdos com vulgaridades e demais coisas que não contribuem para o despertar ao conhecimento com qualidade, algo que analiso diante da necessidade de crescimento cultural, intelectual e profissional no uso de mídias sociais. Nesses casos, após advertências, também ganham um necessário bloqueio para evitar poluição no tráfego de mensagens.
Por fim, ex-clientes têm um tratamento de compliance considerando a forma como o relacionamento foi encerrado; uns saem pela porta da frente, outros preferem a dos fundos. Pela porta da frente saem os que foram transparentes, éticos, comunicando com antecedência o que realmente ocorreu com a dispensa dos serviços, seja por troca de sistema ou por outros motivos, assim como não deixam pendências no momento do encerramento, e assim ficam nos contatos e seguem com o retorno no WhatsApp disponível, podendo até ficar no grupo, caso solicitem. As portas para os que assim se conduzem ficam abertas. Já os que saem pela porta dos fundos são os que desaparecem sem dar satisfação, quase sempre porque trocaram de sistema. Neste grupo também estão os que costumam não dar aviso prévio; e não adianta manter a mensalidade em dia durante o período de transição (para outro sistema) enquanto se faz uso da omissão, escondendo uma decisão como se o relacionamento fosse algo infantil pois dinheiro não compra respeito e quando tomo conhecimento e o vínculo se encerra, toda a conduta antiprofissional tem enorme peso negativo indicando o que será feito em seguida: portas para futuros negócios se fecham, há a remoção do grupo, a exclusão do cadastro no WhatsApp com o bloqueio, e qualquer contato passa a ser exclusivamente tratado por e-mail. Infelizmente, ética entre alguns profissionais contábeis ainda é apenas um termo bonitinho que é colocado no site na parte que fala sobre “missão e valores”; nada além disso.

09/10/2021

Este blog é um cantinho que escolhi para guardar alguns textos. Alguns textos… Outros ficarão para ocasiões mais apropriadas. Sair das redes sociais foi uma decisão necessária. Hoje só utilizo o Twitter e recentemente também decidi não me expressar mais, apenas usá-lo como base de dados para este blog em relação a algum conteúdo que julgo interessante. Cessar o compartilhamento no grupo de clientes, o que ocorria com certa frequência após o expediente, foi uma consequência natural de observações em torno do incômodo que posso potencialmente provocar com algumas coisas que escrevo onde não se é obrigado a tentar entendê-las, sobretudo quando não se coaduna com o estilo de pensamento que me caracteriza.
Então, quem visita este cantinho, tão caro à minha persona, e confere o que escrevo, assim o faz sem incorrer na questão que me motivou a ficar restrito neste espaço. Para o bem da evolução de meu trabalho como empreendedor do intelecto, procuro descobrir formas de não ser notado; não se trata da minha (desinteressante) pessoa e sim de ideias que tento evoluir.
Além do mais, seja em redes sociais ou em ambientes profissionais, me é reconfortante saber que aos mortais não lhes foi dado o dom de ler a mente humana, algo que deve frustrar bastante uns tantos desejosos pelo cargo de “editor da sociedade”, sobretudo os patrulheiros de ideias, uns sujeitinhos um tanto escabrosos tão comuns em meios “acadêmicos” e em redes sociais colonizando mentes. Posso pensar com radical liberdade, independente de estar impossibilitado de expressá-la no mundo material.  É maravilhoso saber que, diante de uma mente totalitária, que pode ter o desejo de me silenciar ou aprisionar fisicamente, posso estar livre pensando o que quiser, enquanto o meu espírito estiver correndo pelos meus neurônios rebeldes, subversivos…
A censura é um fenômeno exógeno, material, tangível, pessoal, desumano; o pensamento é endógeno, imaterial, intangível, preferencialmente impessoal e humano. Tal condição do pensar, por si só, é a perdição de censores e demais manipuladores de meios sociais. Pelo pensamento posso dar boas risadas após, pelo mesmo recurso multitarefa de raciocinar e perceber que estão tentando me enganar e ainda posso ficar quieto, recolhendo mais dados da empreitada fraudulenta, quem sabe para ver até aonde vai a capacidade de quem se julga mais esperto que os outros. Pelo pensamento posso exercer dialética sem necessariamente provocar um estresse maior que o necessário com alguém que expõe argumentos incongruentes; às vezes é melhor ficar calado e utilizar o recurso do pensamento, sobretudo diante de pessoas que, reiteradamente, não aceitam o contraditório.
E se um dia este espaço não for mais possível, digamos que por alguma censura maior do democrático aparato de compulsão e coerção, mais conhecido por “estado” (com “e” minúsculo mesmo para indicar sua pequenez em termos humanos), ou seja por outras razões análogas, continuarei pensando e certamente a maravilhosa espécie a qual faço parte terá produzido outro tipo de ambiente para dar fluência ao pensamento livre, ético, irritante a quem acredita em engenharias sociais; continuarei tentando crescer no humano, demasiadamente humano. Talvez a concepção desse espaço já exista, quem sabe nas criptografias do blockchain.
Se o pulso ainda pulsa, o pensamento é o que mais se ecoa na eternidade.

07/10/2021

Para uma linda manhã de quinta, o suporte trabalha regado a Beethoven https://www.youtube.com/watch?v=liyLFar7c3E
Apetece-me sempre a arte de analisar as coisas e tomar decisões com base preferencial no que as pessoas fazem (ou deixaram de fazer) e menos no que dizem. Atos e omissões falam com melhor qualidade em comparação com qualquer discurso, por mais belo que seja.
Tento me desvencilhar da confusão comum que posso cair entre supostas intenções nas coisas ditas e os resultados ou consequências das ações, problema que ocorre quando se dá maior ênfase ao discurso como se as coisas faladas, como intencionais, fossem “fatos consumados”. Na política de governos e parlamentos isso é muito explorado quando se discursa sobre o que diz que será feito (intenção), não sendo necessariamente o que se deseja (interesses reais que podem ser omitidos), e o que se intenciona que as pessoas acreditem (objetivo do discurso).  Em outras palavras, na política em governos e parlamentos, o que um agente diz dificilmente reflete o que ele faz, mesmo no caso de alguém que se esforça para ser ético, a estrutura de poder, em torno da hipocrisia, da dissimulação e da manipulação, o impede de prevalecer de forma consistente.
Na política dos negócios privados a paralaxe cognitiva também é um fenômeno frequente, embora com efeitos punitivos mais eficientes quando um indivíduo é flagrado; por isso procuro policiar minhas leituras ou análises, evitando criar expectativas demais com base no que as pessoas falam, procurando compreender o que Ludwig von Mises ensinou sobre “ação humana”, tentando esmiuçar o que sei sobre a situação dela antes, durante e depois da ação tomada, para avaliar, em uma visão mais ampla, a percepção que se tinha de um problema, o que foi feito como reação humana e o resultado obtido, como consequência da (re)ação. Isso vai muito além da ciência econômica e diz respeito ao comportamento humano e serve para um entendimento mais depurado sobre a vida e os relacionamentos, em geral.
O humano é um agente baseado em estímulos e toma decisões em um misto de razão e intuição, e nesse sincrético estado há o fator emocional como força inevitável. A ideia de que o agente humano  seria melhor se tomasse decisão na pura razão não me parece segura quanto à natureza humana. O que nos torna humanos é a capacidade de relacionar razão, conhecimento, lógica, com ética, moral, emoções, vontades, intuições e deduções. A pura razão nos induziria a coisas por um perigoso utilitarismo; seríamos desligados da parte subjetiva, apenas como um programa de computador. Então, penso que deixaríamos a condição humana se vivêssemos apenas na frieza da razão, sem sentimentos e valores, ignorando uma série de abstrações que seguimos e chamamos muitas vezes de “amor”, “moralidade”, “valor”, “crença”, entre outras coisas.
Tomando por exemplo, quando decido me desligar de uma empresa ou entidade, o gestor que usar apenas a razão para tentar entender minha decisão, estará muito limitado na compreensão do fato. São inúmeros fatores objetivos e subjetivos onde a análise puramente racional será pífia. O gestor, se quiser compreender melhor a decisão, deverá sondar ações que tomei que revelam valores, crenças, emoções e, claro, razões. Muitas vezes me desligo de uma empresa por perceber que faltam desafios que me façam crescer profissionalmente; em outros casos por que me senti desrespeitado ou não devidamente considerado (ouvido) antes da tomada de determinadas decisões que se relacionaram com a área de minha competência. Aprendi que um tratamento justo sempre passa por ouvir as pessoas envolvidas e o gestor que toma decisões confiando apenas no poderio financeiro como fator que possa me segurar em uma empresa, está subestimando fatores entre a “razão e a intuição” que mencionei.
Sou um humano insignificante na imensidão dispersa de conhecimentos e significante para algumas pessoas. Para entender isso, só considerando fatores racionais e emocionais. Posso ser descartável para o “mundo” enquanto estou em um outro “mundo” onde sou prezado, amado, considerado. As decisões que tomo, inevitavelmente, serão carregadas também de inúmeros estímulos racionais e emocionais, internos, endógenos, e externos, exógenos, em uma mistura de influências onde a racionalidade é um elemento entre outros, e vê-la na forma pura como solução a todos os problemas é fantasia de quem não compreende a riqueza da condição humana, queiram aceitar ou não os que se apegam a deusa 100% razão, prima-irmã da deusa indiferença, amante do deus utilitarista cujos fins justificam os meios.
Fica uma última dica aos que se perguntam sobre os porquês quando se vai embora:
A saúde mental de colaboradores, assim como a consideração por atitudes (e não apenas por discurso) têm alguma relevância nos relacionamentos profissionais?
04/10/2021
Para uma bela segunda-feira, Mozart ambientando o suporte https://www.youtube.com/watch?v=u0y8OBdiQ9I
A lógica do entregador de pizza ou serviço contábil não é delivery…
O comportamento imediatista de clientes em serviços contábeis é algo comum e que, não raramente, contagia contadores que entram no jogo aceitando a lógica da pressa desmedida, alguns sem discernimento do que realmente precisa ser feito e do tempo necessário, outros sabendo, porém entrando em uma situação confusa de dissonância cognitiva.
Muitos se comportam como se o trabalho contábil se assemelhasse a de um entregador de pizza, quando se faz um pedido pelo WhatsApp ou por um aplicativo de celular e, alguns minutos depois, há um motoboy tocando a companhia. Acontece que muitos problemas de contabilidade não podem ser executados com essa mentalidade. Para que uma demonstração de receitas seja imediatamente remetida, o que pode ser possível, é preciso ter uma qualificada base de dados que depende muito da colaboração do cliente no repasse de informações. Quando não há, o que geralmente ocorre, abre-se a necessidade de um processo naturalmente moroso de levantamento, apuração, análise e conclusão. Demonstrações mais aprofundadas com um mínimo nível de qualidade, como um balanço patrimonial e uma DRE dependem de meses de trabalho que carecem ainda mais da cooperação do cliente. Um rescisão de contrato para que seja feita com boa qualidade e segurança jurídica razoável, carece de análise da situação do trabalhador, do empregador, da legislação tributária, previdenciária, de documentos de SST e demais dados (histórico laboral., do FGTS, etc) que dependem muito da colaboração do cliente no tocante ao fornecimento de dados e cumprimento de obrigações legais. Uma dúvida de um cliente sobre uma situação fiscal ou trabalhista diante de uma decisão administrativa a ser tomada, muitas vezes exige tempo para pesquisa e análise de profissionais; fica claro que não dá para aplicar a lógica do entregador de pizza. Serviço técnico de contabilidade não é um delivery e, considerando que se trata de um leigo, o cliente tendo essa expectativa até certo ponto é compreensível, mas cabe ao profissional contábil envidar esforços para educá-lo sobre questões que exigem tempo para apuração e análise, onde muitas vezes se demanda uma cadeia de profissionais que prestam serviços ao escritório que demandam ainda mais tempo para retorno, contudo, considerando ainda que há processos envolvendo sistemas do fisco que exigem tempo podendo não estar disponíveis sempre de forma imediata. trabalhar com o cliente essa consciência é primordial para um bom relacionamento profissional. Todavia, o problema se torna gravíssimo quando um profissional de contabilidade se comporta aceitando a lógica do entregador de pizza; para se mostrar ágil, não se contenta em aceitar um processo não imediato de atendimento, e assim começa a queimar  etapas de correta identificação de um problema, tratamento que envolve análise, pesquisa,  estudo, execução para se chegar finalmente à conclusão. Por causa da pressa já vi erros grosseiros em balanços, declarações, rescisões, folhas de pagamento, entre outros trabalhos porque o profissional caiu na mesma neura do cliente achando que conseguiria imediata resolução. Às vezes percebo isso de forma menos explícita e igualmente perigosa em alguns contadores quando saem em busca de uma resposta completa que lhes dê uma solução rápida para uma questão relativamente complexa. Não compreendendo minimamente bem um problema determinado, segue meio desesperado perguntando a um e a outro na expectativa de uma definição simples e breve para coisas que não necessariamente podem ser assim, penso talvez que para satisfazer algum cliente que está tentando inadvertidamente mimar ou impressionar com uma prontidão que não pode realizar, e mesmo assim insiste, talvez como forma de marketing ou por medo de o perder em um mundo onde pensar, meditar, parar para raciocinar, ouvir colegas, atestar opiniões distintas, sabendo que tudo isso exige um certo tempo de maturação e alguma paciência, para poder compreender melhor certas coisas antes de agir, tem sido algo cada vez menos praticado pela ilusão provocada no uso massivo de tecnologias de comunicação e acesso a informação que induzem muitos a pensarem que tudo pode ser resolvido com uma simples sequência de se apertar botões no celular.
No caso de um contador envolvido pela lógica de que o serviço que presta segue a lógica do entregador de pizza, muitas vezes alimentada por dissonância cognitiva em se ignorar a necessidade do tempo e do processo, penso que possa ser um caso de um profissional ainda imaturo, quiçá empolgado com um diploma e um CRC recém tirado, e que ainda vai descobrir que não os certifica para um mercado em profunda transformação de TI, carente de desenvolver melhor uma compreensão sobre o significado processual do trabalho técnico-contábil, além da importância da construção de uma base sólida de conhecimentos, o que só vem com o tempo e muito esforço pessoal, ou talvez seja apenas alguém querendo se auto promover como sendo capaz de fazer o que é tecnicamente inviável,  beirando a picaretagem, investindo na mentira ou em meias verdades para agradar empresários ansiosos que só se satisfazem com esse tipo de coisa, ou quem sabe seja um caso que envolva um profissional com sérios problemas psicológicos em relação à ansiedade, onde um terapeuta me parece mais adequado que um serviço de consultoria e suporte em TI.
30/09/2021
Nesta linda manhã de quinta, Bach em BWV 846 https://www.youtube.com/watch?v=uSU0MaGbkh8
Às vezes basta observar e meditar no aprendizado sobre a nossa espécie. Tudo o que um indivíduo faz, expressa, a forma como se reporta, revela uma carga preciosa de dados muito mais interessantes quando se deseja ter melhor consciência acerca da pessoa.
São “pequenas coisas” reveladoras que começam pela base: o desinteresse pela ética, sobretudo na conduta, considerando que pelo discurso essa serva da verdade é bastante reverenciada. porém desaparece na falta de gentileza no cotidiano, passando pelo uso de mentiras brancas ou subterfúgios mediante o receito com as inconveniências da sinceridade, onde o agir na surdina se torna uma tentação na medida em cortejar a simples verdade e a transparência são hábitos a serem evitados, embora recomendáveis no famoso “faça o que eu digo e não o que faço”.  Nesse universo de paralaxe cognitiva, há o tipo de sujeito um tanto político se achando mais esperto que os outros no uso de meias verdades, ou o acometido do efeito Dunning-Kruger no jeito de analisar as coisas, regrado ao uso de “pequenos” preconceitos, devidamente amparado pela medida de si mesmo que impõe aos outros, no melhor estilo idiotes, sem dados suficientes para atestar conclusões tão aprimoradas a que chegou sobre algo ou alguém. Seguindo esse desfile de “pequenos” gestos tão reveladores,  nada demais à pequena falta de zelo por cumprimento de horários, assim como a relativização de acordos conforme conveniências do momento onde a fábrica de desculpas e malabarismos retóricos aumentou bastante a produção durante a pandemia, a desculpa das desculpas…  Próximo ao gabinete deste tipo se encontra o sujeito que não tem tempo para conhecer melhor os objetos de estudo, algo só possível com uma prática que por demais o enfada: muita leitura e reflexão. E assim, raso diante de questões as quais deveria ter certa profundidade de domínio, segue se vendendo como “consultor” mais apegado a uma rápida pesquisa no WhatsApp ou Google do que qualquer outra coisa que faça sua massa cefálica trabalhar mais.
Nada demais, “pequenas coisas”. Talvez a mais famosa seja a de furar fila, normalmente acompanhada de um fingimento de quem diz não não ter entendido bem determinada regra e assim tenta justificar a vantagem tomada. Neste jardim da infância lotado de adultos-adolescentes, reuniões virtuais são por demais reveladoras: o mais comum é aquele caso do sujeito que, parecendo ter o dom da onipresença, eis que, talvez por distração ou por exibição do seu dote divino, deixa o áudio aberto para revelar o quanto está “concentrado” na atividade em paralelo a outras. Outro caso próximo é o uso de linguagem pobre no trato da língua nativa, muitas vezes por falta de leitura como hábito saudável ao intelecto, cuja “desculpa” possa ser encontrada na dedicação de tempo a atividades mais “interessantes”, em especial na internet. E ao não ter pedigree, costuma se expressar de forma imprecisa, com dissonância cognitiva, quando não, vulgar ou jocosa, às vezes sendo até hostil quando questionado, se passando por vítima ou fazendo uso de uma posição de comando para neutralizar quem ousou enquadrá-lo.
Nessa lista também figura o sujeito sempre apressado, que vive mais na base do improviso em atividades que exigem planejamento e tempo para organizar tarefas. Dominado pela urgência em quase tudo, a confunde com agilidade multiplicando ansiedade (mais um na epidemia maior que a da covid-19), sendo facilmente ativo para disseminar estresse desnecessário por onde passa. Quando chega, a sensação é que está trazendo consigo uma carga negativa que contamina o ambiente. Um tipo dessa família é o indivíduo que parece eternamente pautado pela infantilidade diante de dificuldades naturais ao longo da carreira, procurando sempre por culpados sem qualquer interesse em fazer autocrítica. Perto desse tipo está o que entra em pânico com facilidade, primo-irmão da brutta figura que faz do emocionalismo uma regra de conduta para tentar impressionar ou manipular. A lista segue com um sujeito que dá pouca ou nenhuma importância a organização, ordem, planejamento e estratégia em quase tudo que se dispõe a fazer, sendo pródigo no uso do tempo, como se esse recurso tão precioso fosse ilimitado, como se as pessoas tivessem o dever de esperar ou se dedicar eternamente ao que deseja, bem como agir como se a bagunça profissional que cultiva fosse algo a ser respeitado ou tolerado por todos, chegando a ridicularizar quem se esforça pela excelência de ir no sentido contrário.
Como disse, são “pequenas coisas” e sem aspas sigo com esperança nessa maravilhosa obra chamada humanidade em meio ao que costuma passar desapercebido no cotidiano enquanto revela muito mais sobre a sua natureza que qualquer discurso ou propaganda que um membro da espécie possa fazer de si mesmo, não importando sua condição social, econômica, tampouco um vasto currículo recheado de diplomas, honrarias e supostas experiências comprovadas. Os atos falam por demais, muito além de palavras e formalidades da vã filosofia.

28/09/2021 (1)

Nesta bela manhã de terça, o suporte aprecia Antonio Vivaldi https://www.youtube.com/watch?v=y1qOmJEc8yU
Por que alguns profissionais de contabilidade parecem apreensivos demais com as demandas de SST no eSocial? Conversando e observando o comportamento de alguns,  notei que um  temor reside na expectativa ruim, embora não traduzam isso em palavras ou conceitos, de que o aperto no cumprimento das normas de SST pode forçar o aumento da informalidade e a consequente perda de clientes. Além do temor da informalidade, proprietários de escritórios demonstram preocupação com muitos empregadores que talvez desistam de expandir o quadro empregatício, aumentando a aversão para novas contratações, sendo mais reticentes em fazê-las, um problema que, mais uma vez, se associa ao incentivo á informalidade que regulações densas costumam provocar nos mercados, diminuindo expectativas de demanda.
Outro ponto a considerar tem a ver com uma confusão que parece acometer muitos profissionais de contabilidade quanto à competência, o que denota uma crise de identidade. Contadores estão tão envolvidos com a ideia tosca de serem do tipo “Bombril”, ou seja, indivíduos de “mil e uma utilidades” que demonstram não saber o papel da profissão contábil em uma sociedade produtiva e assim acabam sendo induzidos a um raciocínio equivocado no sentido de quem podem resolver demanda de SST como se fosse mais uma coisa meramente típica, burocrática, formal, que depende tão somente de ter meios em sistema e colaborador (certamente não habilitado) para realizar controles internos e registros no eSocial.
Sobre contadores que tentam fazer quase tudo, sugiro procurar trabalhos genuínos de contabilidade em escritórios de contadores que estranhamente vivem afastados das partidas dobradas e das análises que o Lopes de Sá tanto indicou sobre o que é fazer contabilidade. Encontrar contabilidade em escritório contábil tem sido algo cada vez mais raro.
Descontando então a percepção dos efeitos nocivos na formalização de regulações pesadas na legislação trabalhista, a ideia do “faz tudo” parece também pesar em contadores que demonstram estresse exagerado ao não se darem conta que demandas de SST competem a outros profissionais: médicos do trabalho e engenheiros de segurança. Contadores agem induzidos a uma intervenção imprópria no segmento diante de um problema em que nada podem fazer, em termos de realização técnica quanto à execução das tarefas. Até mesmo se envolver com a escrituração desses fatos é um procedimento temerário, pois há terminologias e demais detalhes onde a presença de um profissional de SST apto é o mínimo de sensatez diante da questão.

28/09/2021 (2)

Profissionais de contabilidade e de TI contábil me parecem um tanto alienados quando penso o que  está ocorrendo além da hiperburocrática realidade brasileira. Enquanto vejo  economias mais avançadas se aprofundando em tecnologias baseadas no blockchain, por aqui contadores e profissionais afins dedicam excessivo tempo para “dominarem” bizarrices como eSocial e os módulos do Sped.
A ironia trágica no blockchain, em relação à contabilidade, consiste no fato de que tecnologias de criptoativos serem tratadas como assunto de TI sob o domínio de experts que estão implementando revolucionários projetos de escrituração contábil que fazem do Sped uma espécie de terraplanismo digital e o eSocial, com os horrorosos XMLs, um trabalho de ancestrais no tempo das cavernas. Quem lida com criptoativos está normalmente alheio ao ambiente contábil convencional, engessado, obsoleto, arcaico, intoxicado pelo fisco e emburrecido com os projetos de Big Brother Fiscal jocosamente vendidos como “inovações”. Penso que esse problema seja mais grave em economias sob  maior burocracia forçada por regulações governamentais, como é o caso da brasileira, onde não sobra tempo para, pelo menos, ver o que está acontecendo além do próprio quintal.
Da mesma forma que a contabilidade se modernizou na península itálica às portas do renascimento com as corporações de manufatura, comerciais e bancárias, bem longe das mesas de planejadores centrais e universidades, a contabilidade está passando por uma profunda modernização com as tecnologias em blockchain, tudo diante de olhos bestializados de influencers, pensadores e doutores do mainstream contábil.

24/09/2021

SST é um problema de empregadores (clientes) e não de contadores ou escritórios contábeis enquanto ofertantes de serviços de contabilidade. Cabe a cada profissional de contabilidade saber compreender essa questão e comunicá-la de maneira adequada aos clientes, para que não seja indevidamente cobrado por algo que não é de sua competência. Contadores até podem apontar caminhos aos clientes para possíveis soluções que minimizem custos com a contratação de serviços para SST, mas não devem confundir essa iniciativa com um envolvimento direto, como se fosse questão de competência da profissão contábil.
A ideia de que o contador é também um “gestor” (só se for de problemas contábeis) ou “consultor” (idem), espalhada por marqueteiros de quinta categoria, é coisa de leigo que se torna então ainda mais perigosa em relação aos problemas de SST que dependem de profissionais de áreas técnicas bem definidas e sob rígida regulação.  Contadores que têm dúvidas quanto ao que cabe fazer em relação à SST, na verdade revelam uma conhecida confusão de prerrogativas, provavelmente, por conta da contínua perda da identidade profissional com a transformação de contadores em despachantes ou no indivíduo que sempre dá um “jeitinho” para empresários que não passaram do jardim da infância; não sabem bem o que compete a um contador, apesar de muitos estarem há décadas no mercado. Então, não verei com surpresa muitos contadores tentando resolver, por si mesmos, e até se oferecendo como “soluções”, em relação a problemas de SST em um meio carente de intelectualidade para separar categorias, definir ética e legalmente as atribuições; acredito que por falta de uma genuína formação de contador.
Preencher eventos do eSocial é necessário ter um preparo técnico mínimo. Colocar um leigo em SST para fazer isso é uma boa receita para um desastre. Parece-me mais adequado deixar a gestão de SST no eSocial a profissionais das áreas competentes, para evitar que o ato de comunicar ao governo não se torne um problema maior que o de não comunicar.

23/09/2021

É uma linda  manhã de quinta ao som de peças de Ludovico Einaudi, ao piano, tocadas por Jeroen van Veen https://www.youtube.com/watch?v=KjGcpAZHAHw
A quem segue surpreso com a expansão de Big Brother Fiscal no eSocial, agora com o PPP eletrônico entrando na pauta das eSocialites, entre 2013 e 2016, participei de grupos de discussão sobre o eSocial, com desenvolvedores e contadores fora dos ciclos policiados pelo aparato estatal e vários alertas foram dados, petições, mas o que predominou no final, olhando para  o meio contábil, foi um deslumbramento. Não me causa surpresa então a surpresa de quem não deu a devida atenção ou até mesmo apoiou o projeto sem discernimento. Tudo o que está ocorrendo nos dias atuais,  segue na normalidade. Poderia até ver o eSocial como um merecido castigo aos apoiadores que estão estressadíssimos com a coisa, no entanto, é imerecido aos que perceberam o tamanho da maldade, denunciaram, e agora têm que lidar também com a aberração.
Caiu o governo Dilma, a mãe da criatura, entrou o Temer, Bolsonaro assumiu e o monstrengo do quinto dos infernos continuou sua escalada de crescimento mórbido. O aparato estatal está acima de governos, ideologias liberais ou propósitos “conservadores”; passa por cima dessas coisas como um mega rolo compressor, esmagando tudo e todos que se apresentem atrapalhando o seu caminho. A sociedade brasileira que se diz insatisfeita com isso, não é capaz de se organizar para contê-lo; o aparato estatal se impõe de maneira tal que as vias, dentro do âmbito do Estado, enquanto aparentam defender “liberdades”, aprisionam cidadãos, não sendo efetivas para impedir o crescimento de processos que somente interessam ao fortalecimento da estrutura de laços com o estado, desde aqueles que vivem da burocracia como tendo um fim em si mesma, inclusive entre empresas privadas, até a cultura de controles sociais que estabelecem um “caminho da servidão” (aqui tomo de empréstimo termo usado por F. A. Hayek) dos que trabalham para pagar impostos e passam a ser monitorados no estilo “1984”; essa estrutura tem a função mais intensa de prover o estado de processos que garantam a obediência na senzala dos pagadores de impostos e assim sustentar prover as “políticas públicas” que promovem “benefícios sociais” que servem como armadilhas para “justificar” o aparato na concepção de uma sociedade de indivíduos incapazes de cuidarem de si mesmos (enquanto capazes de elegerem os que vão fazer isso por eles), além de conservar privilégios de parasitas que vivem tão somente do Estado, senda esta parte a mais interessante aos que estão no topo do aparato. O eSocial então entra nesse contexto como um mecanismo de “vigiar e punir”, não aos “marginais” supostamente injustiçados na ótica de Foucault, mas sobre pessoas que procuram produzir e tocar a vida decentemente, imbecilizadas, infantilizadas… O eSocial é mais uma consequência de uma ideia de sociedade gravitando no Estado; é uma “garantia” de que a crença na “Constituição Cidadã” seguirá promovendo uma pandemia interminável da síndrome de Estocolmo.

22/09/2021 

Para um espírito que busca serenidade em uma agitada manhã de quarta, o som do suporte é Mozart https://youtu.be/e3A6rdvkiW0?t=4492.
A cada dia aprendo e medito sobre um problema sério em escritórios que lidam com tarefas relacionadas à contabilidade: empregados em elevado nível de estresse e/ou com frequentes dificuldades de manter concentração, cometendo erros sobre coisas básicas tentando trabalhar em um nível de intensidade que não podem dar conta. O nível de atenção diante de uma determinada rotina tem sido cada vez menor devido a incidência de inúmeras demandas em um ambiente que, normalmente, não ordena tarefas e costuma ficar exposto a cargas excessivas de trabalho repetitivo.
Empregados então são induzidos a tentar realizar várias coisas ao mesmo tempo sem a devida consciência do impacto de determinadas tarefas que dependem de uma sequência de outras. Mal resolveram um problema, acumulam outros na simultaneidade; diante de um problema ainda não resolvido, partem para outro, e depois outro e assim vão acumulando pendências… Inclusive tentam envolver o suporte de TI no mesmo erro e cabe ao profissional não entrar nesse caminho de perdição. Muitas vezes ignoram o custo de oportunidade com o tempo; agem como se o tempo disponível se multiplicasse com o acumulo de demandas. Também subestimam que um problema pode ter relação de dependência com outros. A falta de concentração e a ilusão de que podem operar em multitarefas, desordenadamente, então aumenta a probabilidade de gastarem mal o tempo e cometerem mais erros, além de forçar mais o problema do lapso ou do esquecimento; via de regra, apresentam baixo rendimento em termos de produtividade. Acabam frustrados e com a compreensão equivocada do que significa a contabilidade, normalmente confundida com a burocracia em que estão envolvidos.
O problema é mais grave no setor pessoal, certamente devido ao eSocial. Diariamente vejo empregados tentando entender a lógica dos eventos enquanto são bombardeados com demandas de tarefas que chegam sem qualquer cuidado com a triagem, quando não forçados ao atendimento imediato de clientes pela “urgência”. Muitos problemas “urgentes” não podem ser resolvidos de imediato devido ao processo que demandam em função de outras tarefas associadas. O resultado é que interrompem o processo de compreensão de uma determinada tarefa e quando retornam do problema “urgente” *muitas vezes não resolvido justamente por ignorarem o processo), normalmente perdem o “fio da meada”.
Na área de contabilidade propriamente dita (trabalhista é adereço, fiscal idem), profissionais que aprenderam a montar uma agenda que possibilite a disciplina de horários, com dedicação maior a tarefas que exigem mais concentração, como conciliação de contas e fechamentos de balanços, conseguem melhores desempenhos. Já os profissionais que têm medo de trabalhar políticas de atendimento com clientes, preferindo um relacionamento mais baseado na ansiedade do cliente (que é um leigo e isso deveria ser muito considerado), não conseguem dizer  “não posso fazer isso agora”. Não surpreende que acabam cometendo mais erros ou produzindo pouco, sempre correndo com prazos, quando não torcendo por prorrogações. Vivem uma vida com desgastes emocionais desnecessários; comportam-se como se o trabalho que fazem fosse uma coisa qualquer, onde não é preciso ter muita atenção, concentração. Em parte, parece que assimilaram a função de despachante também no lado emocional, pautando-se mais pela correria e pelo imediatismo, este último sendo um fator de demanda típico para quem lida com problemas burocráticos do custo Brasil. A falta de entendimento sobre o papel do contador na sociedade, parece ter afetado a compreensão dos processos e da necessidade de todo profissional ter estratégia e disciplina.
Gestores de escritórios que não dão atenção devida a essas questões, correm risco de perderem por completo os laços com a profissão, assim como terem mais empregados estressados desnecessariamente; ficarão submetidos a uma carga extenuante, desmotivados, sempre na pressão por prazos curtíssimos, e assim se tornarão mais tendentes a procurarem outro posto de trabalho. Não ficarei surpreso se, em um tempo, a rotatividade em escritórios aumentar bastante e encontrar empregados qualificados se torne uma missão cada vez mais complicada, ficando mais fácil encontrar quem queira trabalhar em escritórios entre iniciantes, desavisados ou iludidos diante de uma dura realidade de incidência potencial de Burnout nesse mercado profissional.

21/09/2021 (1)

É uma linda manhã de terça ouvindo Bach https://www.youtube.com/watch?v=UGJM1Zt38OQ&t=1270s
O que é se expressar ou comunicar? Será apenas algo que fazemos exteriormente com o corpo, por cordas vocais ou gestos no uso de algum sistema codificado chamado “linguagem”?
Às vezes o não fazer, o não dizer, a omissão, a preguiça ou o comodismo no cotidiano podem “dizer” mais, não raramente, que qualquer comunicação ou expressão exterior, formal, convencional, sobretudo quando decorada com aquela retórica peculiar de quem “fala demais por não ter nada a dizer” como dissera o pensador Renato Russo.
Quando alguém faz papel de clanguista em empresas, ou vive como bajulador, comunica mais sobre o próprio caráter que o ato em si.
Quando alguém diz que “precisa falar”, imagino o quanto já tenha dito pelo comportamento; o pensamento em segundas intenções que muitas fez faz uso da omissão ou da inércia, assim como da ação sorrateira, emparelhada com um silêncio a serviço da deslealdade, podem falar profundamente de maneira que as outras formas tão explícitas de comunicação possam ser apenas instrumentos para tentar esconder certas verdades.

21/09/2021 (2)

Será que tenho sempre que me adaptar à realidade de cada cliente? Imaginei implantando um sistema de contabilidade em uma empresa que a regra é o caixa dois, onde os sócios realizam gastos pessoais em nome da entidade, não prezam por controles profissionais de estoque, faturamento, despesas, contas a pagar e a receber. Isso é mais comum do que se pode imaginar e eis que tentar adaptar um  trabalho em um cliente assim será coisa viável? pela experiência, aprendi que é impossível realizar um trabalho sério, decente, aplicando um sistema de contabilidade em uma empresa com as características mencionadas, não sendo possível então seguir a tese de que se deve sempre “se adaptar ao cliente”.
Da mesma forma quando um competente gestor, ao ser contratado para colocar em ordem uma entidade, quanto ás práticas administrativas, se depara com um ambiente a desordem é a regra, havendo muita resistência aos processos de disciplina. A situação se agrava quando há desordeiros de plantão, digo, indivíduos que se aproveitam da desorganização para tomar alguma vantagem, obviamente econômica e ilícita, e assim procuram preservar a bagunça; Isos já ocorrei em algumas experiência onde percebi que o gestor e o contador foram fritados por sabotadores que não queriam que a empresa se organizasse, por motivações indecorosas. O gestor competente, assim como o contador por excelência, bem como um profissional de TI dedicado, jamais terá que buscar uma adaptação nesse ambiente; tem que transformá-lo ou pular fora, caso perceba a inviabilidade dos propósitos profissionais aos quais foi contratado.
Não importa a profissão que seja baseada em tecnicidade, é o cliente que tem que se adaptar às normas elementares, trabalhadas pelo profissional pelo ele escolhido.

16/09/2021

A vida é bela…..
…enquanto há uma crise energética se agravando pelo mundo. Por aqui na terra brasilis, a coisa está ficando cada dia mais alarmante na oferta de energia comprometida com o baixo volume dos reservatórios, por uma histórica estiagem, ficando muito mais escasso o potencial de produção e na economia, o ABC das leis de mercado (oferta versus demanda) diz que se há mais escassez no lado da oferta, haverá maior pressão sobre os preços mediante o mercado de consumo, o lado da demanda.
Não dá para revogar as leis de mercado; socialistas, de esquerda, centro e de direita, ficam irados com essa VERDADE.
Então, será que tabelar preços resolve? Hum, precisa combinar isso com a cadeia de custos que é IMENSA e se o governo limitar preços, vai INVIABILIZAR empresas de energia que entrarão em modo prejuízo e assim poderão reduzir ou até mesmo encerrar atividades fazendo com que a oferta reduza ainda mais, provocando mais carestia de preços e até desabastecimento.
E se o governo assumir tudo? Se “São Bolsonaro” decidir estatizar as companhias de energia? Hum…os custos permanecem; não vão sumir com o governo assumindo o controle e se insistir com preços limitados, provocará PREJUÍZOS nas estatais; e quem pagará essa conta? Os assim chamados “contribuintes” ou seja, eu, você, o humilde trabalhador que compra pão e não sabe que é tributado severamente todos os dias. Se o governo “venezualizar” as coisas, gerará déficit primário monstruoso que forçará mais necessidade de impostos e/ou financiamento (mais juros).
Então, não há nada que o governo possa fazer de concreto para resolver o problema, se bem que estamos no país em que políticos prometem reduzir preços de coisas e o povão acredita que isso é possível sem DANOS MAIORES que o problema original da carestia. Por isso que é importante saber de economia, entender de mercado, para não ser enganado por quem faz da mentira um instrumento de trabalho… Quem? Políticos, claro, e quem poderia ser? Políticos, tão criticados e tão amados neste Brasil varonil…
Então, é preciso ECONOMIZAR ENERGIA. Cortar o ar condicionado, na medida do possível. Eliminar o chuveiro elétrico (primavera chegando, não faz sentido usar). Evitar luzes acessas desnecessariamente. É a única maneira de lidar com inteligência diante do problema. O resto é pura fantasia da política.
Não cansa lembrar a beleza da vida…
…apesar de vocês, políticos gastadores do dinheiro dos outros fazendo o que mais sabem: enganar os bestializados.

15/09/2021 (1)

O livro de Jó é (também) uma obra de filosofia. Aprecio muito este livro da Bíblia. O personagem central, passivo em experiências de profundo sofrimento, conversa com três amigos. Eliú, filho de Baraquel, mais jovem, vendo que os demais se recolheram ao silêncio diante das perturbadoras questões de Jó, decide então se manifestar e suscita uma polêmica, registrada em um exórdio:
“Não é a idade avançada que dá sabedoria, nem a velhice o discernimento do que é justo.” (32.9)
Será que o tempo “ensina”? Será que o envelhecimento garante um melhor discernimento das coisas?
Será que vou adquirir sabedoria contando apenas com o passar do tempo? Em comparação com os meus 28 anos, se fiquei mais sereno, menos preconceituoso, menos ansioso, mais consistente, foi apenas porque hoje tenho 46? Não me parece evidente isso somente contando com o passar do tempo.
E se eu conseguir chegar aos 70, estarei muito mais maduro do que hoje, nas 46 primaveras?
Não vejo garantia nisso. Depende.
Penso que o tempo é um recurso essencial no processo de amadurecimento, mas não é o ÚNICO elemento a ser considerado. Se eu conseguir chegar aos 70 anos e não procurar cuidar do meu espírito, do intelecto, sem dar atenção à ética em mim mesmo, os possíveis 24 anos adiante não causarão o “efeito mágico” de me fazer uma pessoa melhor, mais madura, mais consistente, menos preconceituosa, menos ansiosa, com conhecimentos mais depurados. Terei que, em cada momento que puder viver, buscar maturidade, e eis que o passar do tempo ajuda como recurso, mas não como solução em si mesma.
Então, entendo que o tempo em si mesmo não vai me fazer uma pessoa melhor do que hoje, e sim o que farei, enquanto passar o tempo que me resta nesta terra, com a minha mente, minha alma e, em síntese, como o meu SER.
Aos mais jovens: aproveitem bem o tempo potencialmente maior que possuem de vida para cuidarem bem da mente, da alma, buscar conhecimento, SER MAIS CULTO A CADA DIA. Quanto mais jovem, mais chances de se tornar um ser humano melhor no bom uso do tempo.

15/09/2021 (2)

Carta a um ex-candidato-a-cliente
Prezado,
Por meio deste, comunico que encerrei o processo de pré-contrato e avaliações acerca do vosso interesse em contratar meus préstimos.
Não será possível firmarmos um contrato pelas seguintes razões:
1. Considerando que, durante o processo de negociações contratuais, percebi que vossa senhoria procura um profissional com um perfil muito diferente do meu. Trata-se de um profissional que deve se dispor a atendê-lo de imediato, sem restrições de dia e horário, inclusive em feriados, levando em conta as tentativas de contato registradas no feriado do último dia 7, assim como ligações aos domingos e em dias úteis fora do expediente. Em uma relação que ainda não é de cliente, o vosso comportamento foi um ponto crítico de maior peso nesta minha decisão. Acredito que expliquei à vossa senhoria, em detalhes, nas reuniões que realizamos pelo Zoom, a forma como trabalho, assim como os canais disponíveis e o código de ética que rege o meu atendimento;
2. A análise do histórico de várias pendências com o eSocial, algumas identificáveis de imediato, outras intangíveis, além da indisposição de vossa parte em aceitar os valores de risco que foram propostos em relação a períodos anteriores ao contrato, impossibilitam a minha concordância em formalizá-lo.
Agradeço o vosso interesse e, em face do exposto, concluindo que não tenho a competência mínima para lhe prestar serviços dentro de suas expectativas, desejo-lhe pleno sucesso na busca por um profissional que atenda às suas reais necessidades.

14/09/2021

O PRINCIPAL CAUSADOR DO CAOS EM ESCRITÓRIO CONTÁBIL
A fonte principal das maiores tensões (e perda de bons empregados) no setor pessoal de escritório contábil NÃO É O E-SOCIAL, nem o SPED.
O principal causador de desgastes, muitas vezes, é um sujeito (ou alguns) agente humano, geralmente muito simpático, bem intencionado, desejoso de promover a prosperidade do negócio.
Este agente humano promove a vinda de novos clientes ao escritório o que, aparentemente, é uma coisa muito boa, acontece que…
Novos clientes nem sempre significam mais serviços que significarão mais RECEITAS e mais LUCRO ao escritório e eis que costumam chegar:
1. Clientes novos com documentação em nível ultra-mega-bagunçado que exigirá mais tempo dedicado a profissionais já submetidos a uma carga exaustiva de rotinas;
2. Clientes novos com diversas rotinas não realizadas pelo escritório anterior (SEFIP, RAIS, FGTS) sem que fique claro a condição de que serão serviços extras a serem taxados além do valor da mensalidade. Muitos, na base da amizade, aceitam clientes sem estabelecer REGRAS CLARAS quanto a esse problema e o resultado é um monte de tarefas que o DP terá que fazer que não foram feitas pelo escritório anterior;
3. Clientes novos com problemas do item anterior que viram “café pequeno” quando o DP recebe casos de GRUPO 2 do eSocial com folhas atrasadas, problemas com a DCTFWEB, GPS paga no lugar do DARF ou até mesmo nenhum cadastro realizado, tudo no ZERO, e assim precisam implantar a base inicial, fazendo um levantamento bem mais desgastante das pendências para ter condições de começar a entregar as folhas que envolvem o contrato;
Em muitos casos, os problemas mencionados acima estão acompanhados de empresas à beira da falência, com histórico de NÃO PAGAR mensalidade regularmente. Na prática, será trabalhar sem receber para clientes novos que trazem ENTULHOS de obrigações que apenas ocuparão excessivamente o setor, aumentando o custo operacional e o PREJUÍZO do escritório.
Por que isso acontece?
O sujeito que não cessa de trazer novos clientes assim (chamo de “cliente bomba”) é, normalmente, o DONO DO ESCRITÓRIO que não compreende a GRAVIDADE DOS PROBLEMAS comuns em um setor pessoal na era do eSocial. Não só no setor trabalhista, na fiscal e contábil também se mostra sem conhecimento do ambiente complexo em que se tornou o Brasil para um escritório contábil. E por não lidar com as rotinas (não vive o dia a dia operacional), ele/ela, o/a DONO/A DO ESCRITÓRIO segue tomando decisões sem perícia, equivocadas, fechando negócios sem critério como se tivesse promovendo o crescimento do escritório quando na verdade o está levando para o abismo entupindo os departamentos de serviços para clientes sem futuro. É fácil identificar esse tipo de dono de escritório. Ele se comporta apenas como um empresário e só sabe entrar em contato com os departamentos para dizer: “E aí, tá tudo pronto? O cliente tá aqui!”, parecendo um leigo (ou será mesmo?). Com certeza é um multiplicador de estresse, uma máquina ambulante de ansiedade com potencial de adoecer a mente de quem estiver ao seu alcance.
Faz isso porque age apenas por impulso, menosprezando a importância de saber bem o que está acontecendo nos setores, além de desconhecer o que ocorre no mercado; muitas vezes tem carência de compreender leis de mercado e assim só sabe falar mal dos preços, sem interesse em entender melhor as causas.
Há casos de decisões tomadas em admitir clientes à esmo por amizade. E amizade e negócios são como água e óleo…. Isso se torna fatal quando o dono do escritório é incapaz de analisar riscos e precificá-los quando um potencial cliente lhe faz uma sondagem. Age como se estivesse apenas em um negócio qualquer de comprar e vender coisas de pequeno valor; e então cobra “baratinho” e depois se vê em uma enrascada não conseguindo realizar as tarefas ou quando consegue, sob um custo imenso, e por isso tenta reduzir custos com profissionais de DP e de TI que, ao se sentirem desvalorizados certamente irão procurar quem pague melhor. Esse tipo de dono de escritório se guia apenas pelo preço dos vizinhos sem considerar as condições oferecidas. Se um concorrente oferece por R$ 200, fará o mesmo sem considerar que muitos cobram “baratinho” para um serviço precário que, cedo ou tarde, gerará problemas sérios. Não percebe que está entrando na mesma dança louca de concorrer com quem é sofrível no que faz.
Este tipo de dono de escritório é um especialista em promover o CAOS na própria empresa, além de ser doutor em perder bons profissionais, empregados e prestadores, que saem do escritório por notarem que estão dentro de uma BOMBA RELÓGIO e, depois de tentarem ajudar de várias maneiras, só lhes resta mesmo ir embora.

13/09/2021

O tempo…
O tempo que eu tenho por dia (24 horas) é o mesmo de um juiz, de um cirurgião plantonista do HR, de uma professora do primário que tem cinco filhos e um marido para cuidar, de um gestor que cuida de bilhões de dólares em fundos de investimentos…
A cada um cabe decidir o que vai fazer com o tempo que dispõe… E o preço dessa escolha, na ciência chamada “economia”, se chama “custo de oportunidade”.
Esse custo ocorre quando tenho que tomar uma decisão de ocupar o tempo que disponho com uma coisa em detrimento de outra porque percebo não ser possível fazer determinadas coisas ao mesmo tempo.
Ficar em redes sociais consumindo o tempo com besteirol ou usar o mesmo tempo para ocupar a mente com atividades que me façam crescer como pessoa?
O custo de oportunidade no uso do tempo, bem ou mal, será cobrado.
Gastar horas jogando conversa fora com tolices ou conversar com quem me inspira a buscar um crescimento moral, espiritual e intelectual?
O tempo de uma mente dispersa, distraída, poluída com vulgaridades…
É o mesmo de uma mente que…
…busca as coisas do espírito…
… ler bons livros e enriquece o vocabulário..
…aprende línguas, aprecia artes…
O que escuto, vejo, leio, penso, converso, exerce influência, independente de minhas crenças. Uma mente que se ocupa com vulgaridades, bobagens, fofocas, que se deixa levar pela inveja, vai refletir em que tipo de pessoa? Uma mente que busca as coisas do espírito, que procura melhorar o intelecto, se ocupa com o bom uso da ética, vai refletir em uma pessoa melhor?
Para entender o custo de oportunidade no uso do tempo é necessário compreender tais coisas e se adaptar a verdade de que o tempo que passa, bem usado ou não, não se recupera; ninguém pode escapar desse custo.
Cada um tem o direito de fazer o que bem entender com o tempo, porém não é inteligente ignorar que não é possível voltar no tempo e usá-lo novamente com algo que gostaria de ter feito.
A juventude passa, tudo passa; o importante é procurar envelhecer bem e assim descobrir que se sentir entrando na “terceira idade” pode ser também uma grande bênção, e isso vai depender muito de como o tempo foi usado na juventude.

12/09/2021

Propostas de trabalho que não prosperaram:
2006: Pastor batista
Pastor de igreja batista, essa foi em 2006: estava tudo acertado para o meu concílio examinatório e até a igreja onde iria trabalhar. Liguei para o pastor que articulou todo o processo (sem minha autorização) e lhe disse que nunca tinha dito a ele, nem a ninguém do meio batista, que tinha vocação para ser pastor e que desejava fazer carreira. Lembrei a ele das minhas primeiras palavras no STBNB no primeiro dia de aula em 2003 sobre a minha vocação: “Entrei no seminário pelo CONHECIMENTO e aperfeiçoamento da fé e não para fazer carreira ministerial”. Então, disse ao pastor em 2006 que pregar, dirigir sessões administrativas, produzir textos, comandar equipes, tudo isso fazia parte da experiência, que foi muito proveitosa por sinal. Até hoje o pastor não fala comigo; talvez eu o tenha desapontado de uma forma “imperdoável”.
2013: Empregado de grife de TI
Trabalhar em equipe de suporte de uma grife de TI, isso foi em 2013, logo depois que entrei na Exactus como representante. Proposta parecia tentadora pelo salário e promessa de “gerência” no curto prazo, mas em uma avaliação fria, recusei pois percebi que ficaria preso a uma corporação cujas práticas comercias tenho repugnância, e mesmo sem esse problema ético, ficaria limitado a atendimento de usuários de sistemas de contabilidade específicos demais e sem poder continuar o trabalho com clientes que estão comigo, muitos desde meados dos anos 1990;
2015-2016: Professor de cursos de Sped em pós
Dar cursos de módulos do Sped em uma pós graduação; proposta que surgiu em 2015 e parecia muito boa, mas analisando com a mesma frieza das propostas anteriores, percebi que ficaria afastado da família no final de semana, como se não bastasse o que ocorre nos dias úteis, apesar de estar em home-office desde 2007. Outro ponto muito negativo foi o fato de ter que me dedicar a um conteúdo que não considero relevante o suficiente para ocupar uma tarde de sábado, entrando pelo início da noite e uma manhã de domingo, entrando pela tarde, à época era presencial, com coisas que emburrecem a mente. Percebi que no meio de “especialistas” em Sped, há uma pobreza intelectual muito grande. Só conversam coisas do fisco. Eita povinho metido que só fala de imposto e multas… Mentes vazias, talvez por causa do tempo dedicado à coisa, que é IRRELEVANTE, considerando economias mais avançadas que a brasileira;
2018-2019: Professor de preparatório de CRC
Dar aulas de estatística e mercado de capitais em curso preparatório para exame do CRC. Outra proposta que parecia muito boa pelo valor pago por hora-aula, no entanto, sacrificaria boa parte de finais de semana com atividades que considero mais importantes envolvendo a convivência com a família e os estudos livres, além de que tenho restrições a cursos preparatórios para coisas que considero questionáveis, como é o caso do exame do CRC;
2018-2020: Professor de matemática financeira
Aulas de matemática financeira em faculdades. “Não sou professor. Não tenho essa capacidade”, disse ao coordenador. Em todos os convites não tive muita dificuldade para recusar, pois avaliei que…:
…se entrasse em uma faculdade, seja como aluno ou professor, não teria mais tempo para estudar.
EU SOU UM ESTUDANTE, nunca serei professor, concluí ao doutor.
2020-2021: Empregado de escritório que se considera “grande”
Proposta era para dar maior exclusividade a um escritório que se considera “grande”, importante demais (não é). Esta proposta foi durante a pandemia e parecia ótima financeiramente, mas péssima pelas exigências de exclusividade em três dias da semana. Percebi também uma certa relação boçal dos donos com alguns diretores (muita rasgação de seda, muita bajulação). Era cliente de sistemas e o perdi quando lhe disse NÃO; só me queriam como empregado, no entanto isso me revelou o quanto havia de arrogância na proposta deles pois até então eu era um prestador de serviços que dava suporte na área de Sped, com flexibilidade de horário. Depois de um tempo, recebi um contato sobre disposição para voltar e a resposta foi NÃO. Uma vez dispensado, não tem mais volta, principalmente da forma que foi, onde fui claramente chantageado. Não quero negócio com gente assim nem banhada a ouro.
FELICIDADE É A CHAVE
Em todos os casos, o ponto mais importante foi a felicidade que eu tinha como expectativa assumindo os compromissos propostos  É o ponto fundamental, a felicidade no trabalho é condição inegociável para que eu assuma e me dedique.
Não importa o que estou fazendo, tenho que experimentar a felicidade” na satisfação de ajudar os outros, de ter crescimento intelectual e tempo para ficar em casa, me dedicando a família e aos estudos livres.

09/09/2021

Em uma seleção para contador, após quase SEIS MESES cansativos para o recrutador, uma entidade conseguiu um profissional qualificado, com 45 anos de idade e que tinha passado por indústrias. Os jovens entre 22 e 28 anos que se apresentaram para entrevista demonstraram desconhecer coisas básicas sobre contabilidade de custos e resultados, apesar de cumprirem as exigências legais (diploma e CRC) e apresentarem vasto currículo com cursos e “capacitações”. Alguns até tinham pós e foram REPROVADOS por deficiência técnica.
Isto posto porque noto também que contadores veteranos são bem mais preparados que os jovens saídos recentemente das faculdades. Os “coroas” e as “coroas” possuem mais versatilidade na compreensão de textos técnicos e dominam melhor certas técnicas de contabilidade de custos.
Há 30 anos lidando com contadores e técnicos em contabilidade, identifiquei este problema como coisa frequente que, parece, ter se agravado. Diploma de bacharel em ciências contábeis está longe de ser garantia de que o referido portador seja um profissional qualificado assim como ter registro no CRC também tem sido algo cada vez mais enganoso.
Profissionais mais bem qualificados muitas vezes são técnicos que nunca colocaram os pés em uma faculdade. O que mais me chama a atenção é a ocorrência comum de recém formados com dificuldade de saber o que é débito, crédito, ativo, passivo, custo, receita, despesa e aspectos elementares no sistema de resultado, além de desconhecerem o uso técnico de termos contábeis na análise de balanços e avaliações econômicas de entidade.
Alguns têm sérias dificuldades para entenderem o princípio da entidade. O mais triste que vi foi um jovem contador, que tinha acabado de tirar o CRC, comemorar o fato de que não precisava “fazer contabilidade” de empresa no Simples (entendimento confuso).
A impressão que tenho é que graduandos estão sendo preparados para trabalharem mais como elaboradores de guias de recolhimento de impostos. Estudantes, parece, estão sendo incentivados a se “aprofundarem” cada vez mais em normas tributárias em vez de buscarem saber na CIÊNCIA CONTABILIDADE. Confundem as coisas e não me admira que estudem apenas para passar na prova do CFC achando que, sendo aprovados, receberão um atestado de garantia de qualidade como CONTADORES por excelência.
Tem alguma coisa muito grave acontecendo nas faculdades…
Após apresentar uma análise dos resultados da TIM em um dos trabalhos que faço aos sábados pela manhã, um participante me disse que nunca tinha visto algo parecido nos cálculos e índices que eu tinha apresentado a partir dos balanços e das demonstrações ajustadas às normas internacionais. E esse desconhecimento não é raro.
Afinal, estão sendo formados atualmente contadores mesmo ou será que estão “formando” despachantes gourmet com desejo de ter CRC? Parece-me que a segunda hipótese é mais provável.

08/09/2021

Senti recentemente vergonha de mim mesmo…
Explico: parei para refletir sobre a forma como trabalhava há alguns anos. E eis que pude perceber como me estressava desnecessariamente e produzia menos do que poderia porque repetia exatamente o modo de atendimento de muitos clientes: trabalhava atendendo mais aleatoriamente, na base do improviso, captando a ansiedade dos clientes, sem ordenamento de tarefas, sem definir prioridades, sem política clara de atendimento, sem plano de ação ou, quando fazia alguma coisa nesse sentido, era de maneira muito rudimentar.
Por isso me senti um tanto envergonhado, no entanto, em seguida senti algo agradável. Percebi que tive como encontrar uma forma de melhorar, evoluir, em meio às falhas, que são importantes dentro de um processo de aprendizagem. Também pude perceber a importância de usar a auto crítica para identificar minhas limitações e pontos críticos.
Outra constatação foi de que rir de mim mesmo pode fazer um bem enorme. Dei risadas de como eu reagia de forma imatura diante de certas pressões.
Está aí então um caso de que sentir vergonha de si mesmo não sempre ficará permanente como algo desagradável. vai depender de outra avaliação, muito mais importante que envolve buscar uma melhor consciência de mim mesmo, investindo no meu intelecto, ouvindo pessoas muito mais qualificadas do que a minha pessoa, para buscar um enriquecimento nas ideias e então poderei repetir esse processo de conseguir um melhor diagnóstico sobre o que faço e o que poderia fazer para melhorar.
Sempre é necessário fazer esse tipo de atividade de auto crítica; olhar para trás e comparar com o momento para verificar mudanças, efeitos positivos e negativos.
Envergonhar-se do que era ou fazia será então um sinal de que as coisas evoluíram.
Também nesta experiência, posso perceber o valor de parar de ficar me comparando com os outros como se fosse uma coisa imperativa, definitiva, uma sentença fatal para minha carreira profissional. Claro que é importante avaliar se comparando com outros trabalhos similares, porém, mais importante ainda é ME COMPARAR COMIGO MESMO ou seja, saber se o Leonardo de hoje está melhor que o de cinco anos atrás e, por menor que seja a evolução, essa comparação será muito mais prática, útil, do que ficar me comparando apenas com os outros.

31/08/2021

Poeira… Microscópico na catalaxia… Enquanto trabalho, muitos dos recursos que utilizo (computadores, roteadores, etc) foram produzidos com componentes na Ásia por uma imensa cadeia industrial e de distribuição. O Dell e o LeNovo que uso, para chegarem até a mim nesta sala, fizeram uma longa jornada. Os aplicativos e ferramentas (Zoom, WhatsApp, TeamViewer, C# linguagem, Xbase++ linguagem) que uso para trabalhar e enviar esta mensagem são combinações de produtores pelo mundo, todos buscando seus próprios interesses precisando servir aos outros, cooperando, muitos a partir dos EUA, Europa…. Então, preciso compreender melhor esse mundo de relações econômicas tão intensas, olhar os mercados, não apenas para investir e, sobretudo, para não cair na ilusão da auto suficiência do lugar onde me situo. Muitos influenciados por nacionalismo, coisa cafona, se perdem na compreensão desses fenômenos de mercado. Preciso então dos europeus, dos asiáticos, dos americanos e, claro, de brasileiros, entre tantos outros povos na imensa e maravilhosa cooperação econômica.

01/09/2021

 O Sérgio Machado é uma de minhas referências no fintwit do mercado financeiro. Ele postou recentemente um lindo thread que compartilhei no meu perfil do Twitter (prestes a ser extinto). Ele começa com uma célebre frase de Sir Winston Churchill (1874-1965), o lendário primeiro-ministro britânico:
“Se você vai passar pelo inferno, não pare de andar.”
Após refletir no que o Sérgio escreveu, parei para meditar em dois tipos de pessoas frequentes em minha caminhada desde o início da pandemia: o primeiro tipo é o que só reclama, costuma enxergar defeitos nos trabalhos dos outros enquanto esconde os próprios. Não raramente se pauta pela ingratidão. Neste grupo tão temperamental, também figura quem, alegando a pandemia, não cumpre obrigações financeiras com empregados e fornecedores do escritório enquanto demonstra ter recursos suficientes para gastar com passeios fazendo questão de divulgá-los.
Mas há um outro tipo de comportamento que me inspira. Um tipo de cliente que, vez ou outra, diz que está rezando ou orando por mim para que eu passe por essa fase. É o mesmo tipo que me incentiva a continuar com as reuniões, costuma repassar erros e acertos nos sistemas de forma discreta, no privado, sem querer chamar a atenção, sendo um gesto visível para cooperar com o meu trabalho. Em especial, aproveita certas dores desta pandemia para aprender coisas novas. Acredito que é o perfil de cliente que vai passar por essa crise com um enlevo moral e espiritual, assim envelhecendo bem melhor que o primeiro.
Venho passando pelo maior aperto profissional de minha vida desde fevereiro do ano passado: a carga de trabalho praticamente dobrou, férias duas vezes tive que adiar, contudo, apesar do sofrimento, sinto que tudo isso tem uma razão para acontecer além de minha vã filosofia. Sinto que estou em uma espécie de missão muito maior que a minha persona: contribuir, ajudar, dar suporte a outros colegas que passam por um aperto tão ou maior que o meu. E pensei que, se cada um do tipo que falei, compreende e pratica um pouco essa “missão”, todos serão amplamente beneficiados.
E assim, nesse espírito, no que depender de minha vontade, não vou parar de andar.

02/09/2021

Fase frequente que escuto nos atendimentos: “não sei por onde começar”. Outro caso comum consiste no usuário apresentar vários problemas sem definição de prioridade , muitas vezes sem saber também da importância de conhecer bem as relações que os problemas possuem onde uma determinada tarefa, para ser realizada adequadamente, muitas vezes depende da conclusão de uma outra (e às vezes é uma rotina que o usuário quer evitar).
Exemplo: No eSocial o usuário quer que o evento de demissão S-2299 seja transmitido pelo sistema, mas quando acesso, verifico que a admissão não consta  e, não raramente, o usuário pergunta: “E tem que ter a admissão?”. Pergunta que revela uma mentalidade imediatista, de ver apenas o problema imediato (preciso mandar a demissão para o eSocial e é tudo que preciso, e NÃO É) quando sequer realizou a etapa mais importante (o próprio registro do empregado). E há casos mais graves onde o usuário aciona o suporte reclamando de que o sistema não está enviando nenhum evento e quando é feita a verificação, o cadastramento inicial sequer foi realizado, a empresa não está implantada no eSocial, nem a mensageria configurada corretamente, contudo o usuário quer ir para o “finalmente” (mandar a folha de pagamento), de uma empresa que nem registrada foi. Essa confusão mental rapidamente provoca um caos na mesa do usuário quando começa a agir só pensando no problema (tenho que enviar a demissão ou tenho que mandar a folha), e eis que fica girando sem sair do lugar, agindo como se tivesse o dom de tratar todos os problemas quase que imediatamente, sem perceber o abismo em que está se metendo.
“É um problema de cada vez”, costumo dizer, mas muitos não conseguem escutar. Estão tão afobados que só pensam no problema que gerou a pressão, prática muito comum em escritórios de contabilidade cujos proprietários, na maioria, se comportam como empresários e não como técnicos, e assim só sabem aplicar (e muito mal) o recurso de pressionar para que os serviços andem. Acontece que pressão para nada serve dentro de um ambiente onde tarefas devem ser sequenciadas e classificadas em níveis de prioridade, para que sejam bem executadas. Depois que envia a folha, outro problema comum: o empregado vai até o eCac e não vê a DCTFWEB; agora está pensando no DARF, quando sequer deu o comando de encerramento na folha, e se eu falar para ele que pode encontrar algum impeditivo, então, mais uma confusão se inicia na cabeça de quem só raciocina com imediatismo; ele vai pensar que o problema é que ainda falta enviar a folha (que foi enviada, S-1200, S-1210, S-2299). É que e o eSocial verifica uma série de coisas que precisam bater para que o encerramento seja aceito. Novamente, se o usuário pensar no problema imediato (o DARF), não vai conseguir organizar minimamente bem o juízo para conseguir finalizar a tarefa.
Pressão, imediatismo, ansiedade, tais coisas só atrapalham o profissional; é preciso NEUTRALIZÁ-LAS. Se o chefe só sabe cobrar (é o pior tipo), precisa ser educado para entender de PROCESSO. Se continuar só na pressão, gerará um estresse desnecessário no ambiente de trabalho, correndo o risco de provocar alta rotatividade de colaboradores no seu negócio, além de perder potenciais talentos. O profissional qualificado, consciente, aplica PROCESSOS: início (diagnóstico), meio (tratamentos) e fim (conferência e liberação do material concluído).
P.S.: Outro exemplo de imediatismo cegando entendimento produzindo mais ansiedade? Quando surge uma necessidade de enviar uma alteração contratual para a CTPS DIGITAL e o usuário não tem sequer o empregado implantado no eSocial. Muitas vezes o usuário nem sabe que a CTPS não permite inclusão direta e que depende do eSocial para captar dados. Então terá que fazer o diagnóstico que envolverá a implantação do empregado no eSocial. E se tiver faltando o empregador? Implantar o empregador antes, outro problema. Então, se a pessoa ficar pensando só no problema inicial (atualizar a CTPS Digital), não vai evoluir partindo do diagnóstico, passando pelo tratamento (meio) até chegar ao fim (entrega). Compreender a dimensão de um processo é a diferença entre a eficiência e o caos. O imediatista é um gerador ambulante de ansiedade.
P.S.: Parte crucial da visão de PROCESSO nas tarefas: DIAGNÓSTICO. Por incrível que pareça, o maior problema que vejo em organizações em geral é o caso frequente de usuários querendo resolver um determinado problema sem identificar corretamente a (s) causa(s). É como querer “tratar” uma doença sem saber o que a está provocando. Pensem nisso…

03/09/2021

ÉTICA não é uma palavra bonitinha para colocar no site na parte de “Missão e Valores”.
Todos merecem ser ouvidos antes de avaliados em definitivo. Quando um gestor de escritório vem apresentar problemas e menciona empregado, a primeira coisa que pergunto é: JÁ TRATOU DESSE ASSUNTO COM O EMPREGADO? Alguns ficam surpresos. Se alguém está sendo questionado quanto a qualquer aspecto profissional (se for algo pessoal eu nem discuto pois é antiprofissional), então a parte mencionada TEM QUE SER OUVIDA; ISSO É ÉTICA FUNDAMENTAL nas relações profissionais. Faço isso também porque já fui vítima de donos de escritórios que fingiram ter consideração por mim e tomaram decisões e/ou chegaram a conclusões sem me escutar. Gestor que não procurar ouvir todas as partes, antes de tomar importantes decisões, é INCOMPETENTE, FRACO, ANTIÉTICO, e deste tipo, quando percebo, quero distância oceânica.

 

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