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Jean-Baptiste Say

“La valeur courante des fonds productifs susceptibles de s’aliéner s’établit sur les mêmes principes que la valeur de toutes les autres choses, c’est-à-dire en proportion de l’offre et de la demande. Il convient seulement de remarquer que la quantité demandée ne peut avoir pour motif la satisfaction qu’on peut tirer de l’usage d’un fonds : un champ ou une usine ne procurent directement aucune satisfaction appréciable à leur possesseur ; leur valeur vient donc de la valeur du produit qui peut en sortir, laquelle est fondée sur l’usage qu’on peut faire de ce produit, sur la satisfaction qu’on en peut tirr.”

Obra: Traité d’économia politique. Ou Simple exposition de la manière dont se forment, se distribuent
et se consomment les richesses. Chapitre IV. De ce qui fait l’importance de nos revenus. Institut Coppet, 2011, Paris. De Jean-Baptiste Say (France/Lyon, 1767-1832).

Foi por conta de minha aproximação com a Escola Austríaca de Economia (EA), a partir de 2006, que comecei a me enveredar melhor em textos diretos de Jean-Baptiste Say, um dos autores clássicos que são muito citados e diversamente interpretados, para usar em eufemismo.

Em um desses empreendimentos pude notar, por exemplo, um legado do francês sobre o tema do imposto como “violação da propriedade”, assim estando longe de ser um assunto originalmente suscitado por libertários da EA, o que gerou um contraponto com um docente que insistia no contrário [491].

No início do tópico, Say lembra o que tratou sobre a geração de recursos advindos da capacidade industrial e a relevância da propriedade privada em seus aspectos fundamentais onde destaco o conceito de riqueza social que consiste em bens dos quais se tem posse exclusiva (p. 215). Versa sobre a conversão da produção em renda que ocasiona na posse de dinheiro que se trata da mesma renda, porém em forma diferente (p. 216).

Em seguida, no trecho (p. 216) desta Leitura, o argumento de que o valor atual (diria, de mercado) dos ativos produtivos alienáveis ​​é estabelecido pelos mesmos princípios que regem o valor de todas as outras coisas, ou seja, em proporção à oferta e à procura. Deve-se considerar somente que a quantidade demandada não pode ser motivada pela satisfação derivada do uso de um ativo, ou seja, um campo ou uma fábrica não proporcionam diretamente qualquer satisfação apreciável ao seu produtor-proprietário; seu valor, portanto, deriva-se do valor do produto que pode ser desenvolvido nele, o qual se baseia no uso que se pode fazer desse produto mediante satisfação que se pode obter dele. Esta abordagem me remete a outra leitura que realizei de Say em uma das ocasiões em que estive em Paris e, andando pela cidade, comecei a refletir sobre o poder das marcas de grife, fator relacionado com a satisfação de ostentá-las a referendar uma forma de poder de consumo [492].

A lógica de Say está estruturada na relação direta entre capacidade produtiva, o retorno da produção mediante sua submissão à oferta e à procura, onde ocorrem as variações de preços, fenômeno que ocasiona na geração de renda que dá suporte ao poder de consumo. Nas flutuações de mercado, Say tinha a concepção de que preços baixos e preços altos se referem tão-somente à relação entre os produtos vendidos e comprados, e não ao “preço monetário”, que serve apenas como meio de avaliar os primeiros e os últimos, e que não influencia o montante da renda (p. 217). Em suma, em Say a capacidade de consumo se viabiliza de uma produtividade que proporciona renda, fenômeno ue se aplica também a quem oferta mão-de-obra.

491. 20/05/2025 22h50

492. 07/01/2023 23h54 

2 Replies to “29/11/2025 14h00 Traité d’économia politique. Chapitre IV. De ce qui fait l’importance de nos revenus”

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