Imagem: Nobel Prize

T. S. Eliot

 “In my beginning is my end. In succession
Houses rise and fall, crumble, are extended,
Are removed, destroyed, restored, or in their place
Is an open field, or a factory, or a by-pass.
Old stone to new building, old timber to new fires,
Old fires to ashes, and ashes to the earth
Which is already flesh, fur and faeces,
Bone of man and beast, cornstalk and leaf.

[…]”

Obra: East Coker I. Four Quartets. Faber and Faber, 2009, eBook. De Thomas Stearns Eliot (EUA/Missouri/St Louis, 1888-1965).

Eterno retorno – por Heitor Odranoel Bonaventura

Um pouco antes do entardecer
quase escotópico esqueci o tempo,
para ver pelas memórias
o que os olhos não veem.

Fora um casarão em barroco
na inocência de minhas andanças,
agora dissolvido pela indiferença
do progresso em forma de grife.

Onde passava a ponte e havia
um manguezal, tão vasto a brindar
a bacia do Pina, se acomoda
uma deusa bestificada no concreto.

Encontrei um eletroposto onde
esperava rever o pequeno jardim
de bromélias e meditações
sobre Nietzsche e o fati.

Entardeceu… de vez a memória
tomou conta… solene e sutilmente
dilatando o fim a resplandecer
o começo de um eterno retorno.

2 Replies to “13/01/2026 20h00 East Coker I. Four Quartets”

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