Imagem: Brown University

Judson Brewer

“Quando o cérebro que pensa começa a escutar o corpo que sente, a conversa leva ao acordo. […]”

Obra: Desconstruindo o hábito da fome. Por que comemos quando não temos fome – e como parar. Capítulo 20. Dia 17: Liberdade de escolha não forçada. O exercício RAIN. Sextante, 2024, Rio de Janeiro. Tradução de Beatriz Medina. De Judson Brewer (1974).

O cérebro que pensa em sintonia com o corpo que sente é uma experiência recente que está transformando minha vida.

Na última consulta que tive com o cardiologista, chamou a atenção dele a minha perda de peso: foram 12,8 kg apurados no dia da consulta, tendo alcançado 16,1 kg na última pesagem, segunda-feira, 21, quando constatei que fui dos 116,5 kg em fevereiro a 100,4 kg em um processo que se acentuou após voltar a correr em julho (quando estava com 110,2 kg).

– Mounjaro? – perguntou o cardiologista.

– Não – respondi, quando comentei sobre a corrida (que ele não se opôs) e a minha curiosa recusa a massas, doces, leite, café, refrigerante, salgados, processados e alguns tipos de carne. Então conversamos sobre a hipótese de ser um efeito colateral do medicamento que venho tomando desde fevereiro para controle da pressão arterial. O cardiologista descartou que o perindopril arginina e a indapamida estejam alterando o meu comportamento na tomada de decisões em relação a não consumir alimentos que até então me davam prazer. Trata-se de uma recusa que não provoca estresse, nem incômodo. Paulatina e espontaneamente os substituí por vegetais e frutas; não sinto desconforto nessas trocas que fazem parte de uma revolução que estou passando.

O descarte da primeira hipótese me fez pensar na segunda que levantei até agora: o mindfulness, abordado neste livro do neurocientista Judson Brewer nos capítulos 10 e 11, onde já registrei em duas experiências de leitura [656]. Comentei com o cardiologista que estou praticando essa sabedoria budista. Ele deu uma pausa e reiterou que o medicamento não poderia gerar o efeito colateral que eu estava cogitando inicialmente.

No trecho (p. 177), o neurocientista se refere a maior e melhor opção (MMO p. 174) mediante exposição e tomada de decisão sobre consumo alimentar, obtida pela análise via córtex orbitofrontal.e sua contribuição, considerada por um estudo quantitativo em um grupo de participantes de um programa onde foi descoberto que “o que fazia toda a diferença na substituição do hábito alimentar inútil pelo proveitoso era a capacidade das pessoas de se engajar em escolhas atentas” (p. 175), conclusão onde minha segunda hipótese fica próxima.

Penso que a prática da “atenção plena” aos efeitos no corpo em relação ao que consumo, talvez esteja provocando essa reeducação, de maneira que orienta minha mente que, por efeito tabela, repercute em minhas decisões alimentares.

Mas é sempre bom frisar: trata-se apenas de uma hipótese.

655. Sou um sujeito muito desinformado de certas coisas que estão na moda. Fiquei sabendo o que é Monjauro um pouco antes dessa consulta quando um cliente comentou comigo sobre efeitos colaterais negativos que uma pessoa próxima estava sofrendo após receber algumas doses do injetável composto basicamente por tirzepatida.

656. 22/06/2026 22h00 e 22/06/2026 22h00

Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *