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“[…] necessitamos de princípios, não de consequências, para a integral compreensão do que é dado no fenômeno.”
Obra: Crítica da Razão Pura. Capítulo II. Antinomia da razão pura. Primeira seção. Sistema das ideias cosmológicas. Martin Claret, 2002, São Paulo. Tradução de Alex Marins. De Immanuel Kant (Prússia/Königsberg, 1724-1804).
Leitura de 04/07/2003 [628].
A morte de uma filosofia (pretensiosamente) sadia reside em uma convicção imaginária que se preserva pela “obstinação dogmática, persistindo teimosamente em determinadas afirmações, sem atentar nem prestar justiça aos argumentos contrários” (p. 345).
Anotei:
O problema do conflito da razão na conciliação de fenômenos requer a consciência de que a razão, em termos lógicos, não produz conceito (aqui penso no sentido de algo fechado ou uma totalidade), mas amplia para além da experiência em si o entendimento do que Kant define como “limitações inevitáveis da experiência possível” (p. 346).
Se o sentido existencial pelo fati for uma “filosofia sadia”, proporcionará uma amplitude de entendimento que, concomitantemente, não romperá com seus princípios, nem se limitará a conceitos elaborados ao longo de seu desenvolvimento. Os princípios são devidamente depurados na totalidade absoluta da razão, sendo assim necessários para uma compreensão plena do que se apresenta no fenômeno, mas seriam desprezíveis suas consequências, como sugere Kant (p. 347, trecho).
Ora, uma consequência que provoque dano lógico ao movimento que se organizou a partir de um determinado princípio, em termos cosmológicos, desqualificaria a totalidade absoluta da razão pura em questão, por romper com a sua faculdade [629], comprovando a inverdade do (que fora apresentado como princípio) adotado naquilo que se apresenta sob valores e intenções, a pensar que “as ideias cosmológicas ocupam-se da totalidade da síntese regressiva e procedem in antecedentia, não in consequentia” (p. 347).
628. Aos 51 vejo que tudo que penso e escrevo essencialmente foi consolidado entre meus 18 e 28. Não há nada de novo que pensei após essa fase da vida, seja do ponto de vista ideológico, seja nas coisas materiais que desenvolvi. Meu interesse por essa obra aos 28 (tardio) se deu pela problematização da razão pura sobre ideias que estavam sedimentadas desde 1995.
629. Grifei: “A razão é a faculdade dos princípios. As afirmações da psicologia pura não contêm predicados empíricos da alma, mas predicados que, caso sejam reais, devem determinar o objeto em si mesmo, independentemente da experiência, ou seja, só pela razão.” (p. 343). Então pensei: uma razão inacessível ao humano, algo que não se deve conformar pela ausência de evidência que tão somente indica minhas limitações de depurar a priori o fati,
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