Imagem: shakespeare.org.uk

BRABANTIO. Humbly I thank your grace.
Here is the man, this Moor, whom now, it seems,
Your special mandate for the state-affairs
Hath hither brought.
Obra: Othello. The More of Venice. Act I. Scene III. A council-chamber. EMC/Paradigm Publishing, 2005, St. Paul, Minnesota. De William Shakespeare (UK/England/Stratford-upon-Avon, 1564-1616).
Othello – por Heitor Odranoel Bonaventura
Primeiro ato, cena três, olhar rompido, estremecido e em seguida, sublime, daquela maneira que se tornava peculiar, como se aquele espaço-tempo tivesse outro sentido. No aperto… barreiras foram rompidas porque na ordem natural a regra da vida é surpreender, subverter… contrariar tudo que tenta explicá-la, a avassaladora dos mais paupérrimos e desastrosos com muito dinheiro e sem classe, aos românticos e idealizadores.
Saiu-se bem e não somente parecia familiarizado, quando se deu não para ser exótico, nem dado ao complexo de se sentir tolerado e não respeitado, tampouco pelo primitivo sentimento de posse que formou a tragédia, este último certamente improvável pelo que se desenvolvia.
Sem a incongruência que disfarçava o que estava por trás do adjetivo “mouro” do general de Venezia, não se falava de racismo, embora sensíveis demais com isso, pois, entendiam, era o aqui e agora, na genialidade de Shakespeare, indiferente aos grilhões que impedem a representação de uma era, pois basta um pouco de sensatez para saber diferenciar a arte das crenças de seu autor.
Era o fascínio pela dramaturgia que mais os importava.
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