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“[…] Quando os animais estavam presentes na sala de terapia, os pacientes participavam da terapia de grupo com muito mais frequência e demonstravam animosidade social com muito menos frequência do que num grupo de controle sem os animais. […]”
Obra: Os animais em nossa vida. 8. Intervenções assistidas por animais na psiquiatria infantil. Papirus, 2013, Campinas. Tradução de Mônia Saddy Martins. Artigo de Anke Prothmann e Aubrey H Fine. Organizado por: Peggy McCardle, Sandra McCune, Jamsis A. Griffin, Layla Esposito e Lisa S. Freund.
Leitura muito interessante sobre benefícios da terapia assistida por animais (TAA).
Os autores mencionam estudos que sugerem a eficácia chamando-me a atenção que terapeutas abordados sinalizam que há maior progresso quando usam TAA em comparação com outros métodos terapêuticos direcionados a pacientes sob déficit de comunicação e interação grave (p. 181), contudo ressalvam que “há pouca fundamentação empírica e pouca pesquisa que valida a eficácia geral da TAA” (p. 179).
Trata-se de algo sugestivo, sobretudo em crianças onde a TAA tem sido adotada com relativa frequência no tratamento de transtornos psicológicos (p. 180), mas não há demonstração da eficácia desta terapia na depressão infantil (p. 183). Ainda pelo lado do ceticismo – prática essencial quando se pensa cientificamente – um levantamento com 150 pessoas quanto a momentos críticos da vida, “não mostrou diferença entre as pessoas que tinham gatos e as que não os tinham no momento do evento crítico” (p. 184). Por outro lado, um estudo em Haverford, Pensilvânia, apontou resultados que sugerem uma melhora no ambiente terapêutico com o uso de animais: “o grupo experimental apresentou um índice melhor de frequência e participou mais vezes do que o grupo de controle” (p. 185) e quanto a transtornos emocionais, estudos avaliativos sugerem que a TAA não diretiva “pode exercer uma influência muito significativa sobre a experiência do medo em geral” (p. 186).
No meu cotidiano de suporte, trabalho em uma sala acompanhado por um “ajudante” felino que gosta de se acomodar em uma impressora e, eventualmente, conto com uma “secretária canina”, onde estou na condição de “humano reserva”. Percebo que meus “auxiliares”, quando flagrados na câmera do Zoom, de alguma forma ajudam a despertar em clientes maior disposição para falar, especialmente quando há um momento de estresse elevado ou de mau humor. Lembrei-me de um cliente que se demonstrava bastante desgastado mentalmente com questões típicas de quem lida com a burocracia fiscal, mas então demonstrou uma retomada de ânimo ao ver meu companheiro felino se exibindo pela tela e, entre histórias dos felinos que ele e sua esposa cuidam, aliviou-se do estado de irritação e começou a ver os problemas por um ângulo menos hostil.
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