Imagem: Revista Prosa Verso e Arte

Are not the mountains, waves, and skies a part
Of me and of my soul, as I of them?
Is not the love of these deep in my heart
With a pure passion? should I not contemn
All objects, if compared with these? and stem
A tide of suffering, rather than forego
Such feelings for the hard and worldly phlegm
Of those whose eyes are only turned below,
Gazing upon the ground, with thoughts which dare not glow?
Obra: Childe Harold’s Pilgrimage. XXX. LXXV. Blackmask Online, 2000. De George Gordon Byron (UK/London, 1788-1824).
One part while another – por Heitor Odranoel Bonaventura
Naquele instante era apenas agonia que quebrou a si mesmo, impiedosamente queimando a ilusão de suas expectativas, e eis que entrou no mar pela escuridão. O imenso bem que fizera não tinha consciência. Distanciado das luzes, olhou para as montanhas e para os céus sem se importar com a solidão profunda e as ondas, e assim encontrou pelo tempo o abraço de Deus.
Nadou pela noite, e quando cansava, renovado era por levar consigo uma parte e assim… passando por mares, tempestades e monstros, sem conter as ondas de sofrimento, sem desprezar suas dores, pelos solavancos reaprendeu a sobrepor no agora o que tão-somente lhe dava sentido, sem renunciar a cada momento.
O que encontrou no final dentro de si foi a gratidão de uma vida, liberta da apatia dos que lhe convidavam apenas a olhar para baixo com pensamentos que não ousam brilhar, e quando amanheceu, o turquesa das águas lhe deixou comovido enquanto formou um espelho de sua imagem amalgamada que o fez sair daquele mar para reencontrar a si mesmo e os que partiram. Então compreendeu que não pode haver fim e caminhando seguiu para a próxima estação do seu eterno retorno.
2 Replies to “19/02/2026 20h00 Childe Harold’s Pilgrimage. III. LXXV”