Imagem: Editora Planeta

“[…]Um estudo científico que uniu dados de 2.612 corredores mostrou que a proporção de lesões nos joelhos de corredores com sobrepeso e obesidade é menor do que em corredores na faixa normal de IMC. […]”
Obra: Este livro não é só sobre corrida. 5. O corpo não é uma máquina. Uma incoerência de peso. Planeta do Brasil, 2026, São Paulo. De Raquel Castanharo.
A diferença de risco de lesão entre corredores experientes e iniciantes é de apenas 10% (p. 102) e o trecho (p. 103) desta Leitura envolve outro mito comum. Evidentemente o sobrepeso, que não impede a prática da corrida (anulando outro mito), deve ser considerado em relação ao acompanhamento de sinais que o corpo emite (tendinite e/ou dor articular) após cada sessão de treino.
Voltar a correr após quase 27 anos se tornou um capítulo da história que estou escrevendo acerca do que venho aprendendo sobre a sondagem da “atenção plena” e assim fui aprendendo após cada sessão com as reações, testando alguns limites, elevando gradualmente a distância e a velocidade. Após o décimo quarto treino, decidi ficar duas semanas de repouso com os primeiros sinais de problemas musculares na panturrilha da perna direita e um desconforto na região do menisco lateral do joelho esquerdo, tratados com gelo durante o dia e escalda-pés à noite antes de dormir.
A dor versa sobre a compreensão de uma contusão, cujo problema real reside na combinação do resultado do raio X ou da ressonância e os sintomas. O problema é que pode não haver dor com imagem indicando alteração considerável e vice-versa (p. 99). Um diagnostico que aponte um problema relativamente sério não significa necessariamente o impedimento para a corrida; eis a relação entre tratamento e contextualização do estado clínico do corredor, o que me fez pensar acerca do que argumenta a autora (p. 100):
“Imagine alguém indo a um profissional de saúde porque está com dificuldade para respirar e ouvir como conduta de tratamento: ‘Ah, então evite respirar’. Que tratamento atencioso, hein?”
Superados os desconfortos então voltei a correr e com o observado das primeiras sessões, passei a um nível melhor de compreensão sobre como prosseguir com mais segurança em cada aumento na distância. Nesse processo passei a explorar mais a prática da dor induzida através de choque térmico com o banho frio após os treinos, acompanhado por cubos de gelo nas pernas e a aplicação da banheira com gelo uma vez por semana. Os princípios do mindfulness têm me ajudado e tudo isso reforma o que entendo como a corrida sendo “metáfora da vida” [639].
Sobre a “ducha fria” após os treinos e o scottish shower eventualmente, minha referência está no capítulo 7 de Nação Dopamina [640], de Anna Lembke, o que me deu um respaldo científico acerca do que escutei de um árbitro de futebol que costumava correr no Parque da Jaqueira nos anos 1990 [641].
639. 02/08/2026 12h14
640. 07/08/2026 21h10
641. 07/08/2026 21h10
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