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“I know that I should have died many years ago, if it had not been necessary for me to relate all that God had in His mercy shown me touching the Old and New Testaments and the lives of the Saints, for the benefit of others. When I come to the last word of the Life of our Lord, I shall be released from this weary body. Also, so soon as the pilgrim shall have put all which he has written in order, he will die too.[…]”
Obra: The Life of Anne Catharine Emmerich. Anne Catharine s Works. Mode of Transcription. . DAVY AND SON, BURNS AND GATES, 1874, London. De Helen Ram.
Meu interesse pela história de vida da freira agostiniana e mística alemã Anna Catarina Emmerich (Deutschland/Coesfeld/Flamschen, 1774-1824) se deu a partir da leitura do livro The Dolorous Passion of Our Lord Jesus Chris [558].
Filha de camponeses, a menina Anna escutava de sua mãe que “se as crianças fossem boas e brincassem amigavelmente juntas, os santos Anjos ou o Menino Jesus viriam e se juntariam às suas brincadeiras”, de maneira que “em sua fé inocente, Anna acreditava literalmente, e muitas vezes ficava parada observando saudosa para o céu, esperando vê-los chegar, e de fato, muitas vezes ela estava plenamente convencida de que eles estavam presentes invisivelmente” (pp. 5-7).
Soou como prenúncio do que iria acontecer com a menina que se tornaria uma freira notabilizada pelas visões, que começaram ainda na infância. O primeiro desses relatos se deu quando Anna tinha cinco ou seis anos de idade, com uma imagem da Criação, depois a revolta dos Anjos, a criação de Adão e Eva, sua queda e expulsão do Paraíso e, finalmente, cenas do Antigo Testamento, em uma cadeia ininterrupta de imagens, que gradualmente foram até a Paixão de Cristo (p. 25). Os ancestrais de Nossa Senhora estavam entre os mais frequentes relatos, incluindo a linhagem da qual a Virgem Santíssima descendeu, remontando à quarta e quinta gerações (p. 22).
Durante as visões, por semanas ficava “absorta em contemplação, sua mente totalmente inconsciente do que acontecia ao seu redor” (p. 32). Aos 26 anos foi aceita como noviça no convento de agostiniano em Dulmen (p. 113). De temperamento “rápido e excitável, era provocada facilmente pela visão de qualquer injustiça” (p. 114),
No trecho (p. 229) desta Leitura, resume sua vida entre dores e visões:
“Sei que já teria morrido há muitos anos, se não fosse necessário relatar tudo o que Deus, em Sua misericórdia, mostrou-me a respeito do Antigo e do Novo Testamento e da vida dos Santos, para o benefício de outros. Quando eu chegar à última palavra da Vida de nosso Senhor, estarei livre deste corpo cansado. Além disso, assim que o peregrino tiver colocado tudo o que escreveu em ordem, ele também morrerá. Certa noite, quando eu estava triste por ter visto tantas coisas que em minha ignorância não podia compreender, meu Noivo me disse que essas visões não me foram dadas a mim mesmo, mas foram enviadas para que eu as escrevesse e as distribuísse para todo o mundo. Agora não é tempo para milagres exteriores, e Ele me deu essas visões para mostrar que estará com Sua Igreja até o fim de todos os tempos. Ele me disse também que não importa o quanto eu sofresse, não importa se eu fosse até mesmo zombada e ridicularizada, eu deveria contar tudo o que vi, pois não se trata de assunto meu, mas da Igreja” (p. 229).
A Vida de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra, seguida para a conclusão pela mais conhecida obra, A Paixão Dolorosa de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Vida da Bem-Aventurada Virgem Maria, e uma série de narrativas sobre a Igreja em sequência, além de textos sobre santos, e anjos, foram redigidos por Clement Brentano, quando a Anna Catarina Emmerich estava no leito (p. 228) em seus últimos dias.
O trabalho de registro das visões, feito por Brentano, que durou cinco anos em Dülmen e culminou na publicação das obras, foi lembrado no texto publicado no Vaticano sobre a beatificação da freira, em 3 de outubro de 2004, pelo papa João Paulo II [560].
560. 03/04/2026 14h29
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