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“The word ‘socialism’ easily lends itself to confusion. It is constantly made use of without being defined and has nowadays
been so much abused that it has become for many a rather vague label applicable to theories that are very different from one another.”
Obra: A Socialist Empire. The Incas of Peru.. Introduction. Princeton, 1961. Traduzida do francês por Katherine Woods. De Louis Baudin (Bélgica/Bruxelas, 1887-1964).
Para vários registros, Um Império Socialista: Os Incas do Peru, é obra-prima do historiador, etnólogo e economista Louis Baudin, entre outros elementos, destaque a um dos aspectos sombrios da vida regrada sob um regime coletivista que tem se caracterizado o socialismo ao longo da história,: a privação da ação humana em fazer escolhas.
No trecho (p. xviii), um velho problema: O termo “socialismo”, facilmente envolvido em confusão, constantemente aplicado sem consistência, tornando-se, para muitos, como sugere o autor, “um rótulo bastante vago usado em teorias muito diferentes entre si”, argumenta. Não apenas entre ferrenhos opositores ideológicos, mas também entre marxistas pude verificar esse tipo de confusão.
O autor então define “socialismo” sendo “a substituição de um plano racional de organização, baseado em certa medida na
propriedade coletiva, pelo equilíbrio espontâneo alcançado pela operação do interesse próprio individual e pelo livre jogo da
concorrência”, o que me remete ao conceito que aprendi com Ludwig von Mises quanto o socialismo ser um sistema de destruição, parcial ou total, do mercado como mecanismo do processo de precificação, e completa o autor, “um sistema autoritário de planejamento que envolve a supressão da propriedade privada” (p. xviii).
Lembra também o autor um detalhe da doutrina marxista que aponta a necessidade de o socialismo ser implantado universalmente para que seja possível a efetiva realização dos supostos resultados benéficos estimados em seu modo de gestão, o que implica no problema de experiências socialistas em andamento não expressarem o sentido pleno do termo, no raciocínio de marxistas. Ainda na visão do autor, trata-se de um “dogma” que “visa proteger o conceito socialista de qualquer crítica adversa baseada nos efeitos insatisfatórios dos vários ‘experimentos’ socialistas” (p. ix). Fato é que vi muitos marxistas contra argumentarem justamente neste ponto em relação a críticas de que “o socialismo não funcionou” em determinado país (União Soviética é o caso mais mencionado).
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