Imagem: Cultura Animi

Bertrand de Jouvenel

“But the Power which was born of the Revolution was young and a ardent, ambitios to chape society to its own fancy, impatient of all opposition and quick to denounce it as a crime.”

Obra: ON POWER: The Natural History of Its Growth. Book V. The Face of Power Changes, but Not Its Nature. 10. Rhe Rrevolution anda Individual Rights. Liberty Fund, 2020, Indianapolis. Traduzida para o inglês por J. F. Huntington. De Bertrand de Jouvenel des Ursins (France/Paris, 1903-1987).

1789 – por pastor Abdoral Alighiero

Do alto da montanha, paráfrase do que fora 1789 (p. 253) por cifras de Bertrand de Jouvenel.

Nasceu intensa, ardente… eis a Revolução! Mistura de comoção, revolta e perversidade. Logo se mostrou capaz de unir ingênuos, desesperados e oportunistas, sob a égide de um mundo melhor, entenda-se, uma ordem de ideias rasas que estavam dispersas e cabiam apenas nas crenças que prevaleciam na multidão, operacionalizadas por quem delas se beneficiou, inevitavelmente bruta e popular, revirou o tabuleiro do poder dos três estados para se tornar um regime de truculência determinada em moldar a sociedade.

Jovem sedutora, plena de imposições, impaciente e radical com tudo e todos que discordavam de seus desejos caprichosamente postos por uma fé fundamentalista, de maneira que se converteu em estado de prontidão para denunciá-los como criminosos (p. 254). Para alcançar esse intento, a Revolução anulou a independência dos tribunais subordinando os magistrados ao governo que se investiu no modo de exceção (p. 255).

Foi proclamada pelo poder e não pela liberdade (p. 153).

Consolidou-se como avassaladora negação de virtudes que pairavam na mente dos que ingenuamente acreditavam em suas boas intenções e se perderam, enquanto se tornou o caminho para uma nova tirania que subverteu os direitos do indivíduo. Os que dela esperavam uma genuína justiça foram assim consumidos por uma devoção ao coletivismo que se valeu do Terror (p. 255), e na medida em que percebiam suas contradições, institucionalizou seus métodos de tirania por um ordenamento jurídico de exclusivo modo unilateral, escrachando as bases do direito romano para impor sua cria anômala que fez do banho de sangue a regra básica que paralisou os defensores dos direitos fundamentais (p. 256).

1789 é a matriz do socialismo, do comunismo, do fascismo e do nazismo… é a fonte de todas as revoluções baseadas na barbárie. Nela se forjou a fábrica de ideologias que devastam os castelos do direito e da honra que guardam a dignidade humana.

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